Próximas Defesas

Para agendar a Defesa de Tese:   A Defesa de Tese deve ser agendada no sistema SIGA (DAC/UNICAMP), através de uma série de procedimentos que podem ser observados no Manual de Defesa de Dissertação/Tese - clique aqui.    

 

Matéria e Essência nos Livros VII e VIII da Metafísica de Aristóteles
Aluno(a): Maria Amélia Reis de Castro Rodrigues
Programa: Filosofia
Data: 22/02/2024 - 14:30
Local: Sala de Defesas de Teses I
Membros da Banca:
  • Presidente Prof. Dr. Lucas Angioni IFCH/ UNICAMP
  • Membros Titulares Prof. Dr. Paulo Fernando Tadeu Ferreira Universidade Federal de São Paulo - Campus Guarulhos
  • Prof. Dr. Breno Andrade Zuppolini Universidade Federal de São Paulo - Campus Guarulhos
  • Membros Suplentes Profa. Dra. Monique Hulshof IFCH/ UNICAMP
  • Prof. Dr. Mateus Ricardo Fernandes Ferreira Universidade Estadual de Maringá
Descrição da Defesa:

Em Categorias, Aristóteles admite dois tipos de substância. A substância primeira são os entes concretos, suporte ontológico dos acidentes, e a substância segunda são os universais, que não existem por si, mas, assim como os acidentes, dependem ontologicamente da substância primeira. Na Metafísica, a fim de indagar qual é o fundamento desses entes concretos, o autor os analisa em termos de matéria e forma. Nessa investigação, a primazia é atribuída à forma, visto que não há existência sem determinação (existir é sempre existir como algo) e é a forma que determina a matéria. A forma, além de ser o princípio de identidade, também estabelece a função segundo a qual uma matéria é selecionada. A partir da afirmação de que a forma é essência e, sendo essência, é anterior à matéria e ao composto, alguns defendem que a forma é completamente separada da matéria, isto é, que sua noção não faz nenhuma referência à matéria, embora necessite de uma matéria para se realizar. Outros, no entanto, defendem que a forma causal possui matéria, (mas não uma matéria concreta, semelhante à dos entes individuais) pois, caso contrário, ela não poderia necessitar e determinar propriedades materiais. O projeto aqui apresentado pretende investigar justamente essa relação entre forma essencial e matéria (estando esta contida na forma ou não), utilizando-se do auxílio de noções de metafísica contemporânea.

Matéria e Essência nos Livros VII e VIII da Metafísica de Aristóteles
Aluno(a): Maria Amélia Reis de Castro Rodrigues
Programa: Filosofia
Data: 22/02/2024 - 14:30
Local: Sala de Defesas de Teses I
Membros da Banca:
  • Presidente Prof. Dr. Lucas Angioni IFCH/ UNICAMP
  • Membros Titulares Prof. Dr. Paulo Fernando Tadeu Ferreira Universidade Federal de São Paulo - Campus Guarulhos
  • Prof. Dr. Breno Andrade Zuppolini Universidade Federal de São Paulo - Campus Guarulhos
  • Membros Suplentes Profa. Dra. Monique Hulshof IFCH/ UNICAMP
  • Prof. Dr. Mateus Ricardo Fernandes Ferreira Universidade Estadual de Maringá
Descrição da Defesa:

Em Categorias, Aristóteles admite dois tipos de substância. A substância primeira são os entes concretos, suporte ontológico dos acidentes, e a substância segunda são os universais, que não existem por si, mas, assim como os acidentes, dependem ontologicamente da substância primeira. Na Metafísica, a fim de indagar qual é o fundamento desses entes concretos, o autor os analisa em termos de matéria e forma. Nessa investigação, a primazia é atribuída à forma, visto que não há existência sem determinação (existir é sempre existir como algo) e é a forma que determina a matéria. A forma, além de ser o princípio de identidade, também estabelece a função segundo a qual uma matéria é selecionada. A partir da afirmação de que a forma é essência e, sendo essência, é anterior à matéria e ao composto, alguns defendem que a forma é completamente separada da matéria, isto é, que sua noção não faz nenhuma referência à matéria, embora necessite de uma matéria para se realizar. Outros, no entanto, defendem que a forma causal possui matéria, (mas não uma matéria concreta, semelhante à dos entes individuais) pois, caso contrário, ela não poderia necessitar e determinar propriedades materiais. O projeto aqui apresentado pretende investigar justamente essa relação entre forma essencial e matéria (estando esta contida na forma ou não), utilizando-se do auxílio de noções de metafísica contemporânea.

Wittgenstein X Gödel: reflexões sobre o Teorema da Incompletude
Aluno(a): Rafael dos Santos Ongaratto
Programa: Filosofia
Data: 23/02/2024 - 14:00
Local: CLE/UNICAMP
Membros da Banca:
  • Presidente Prof. Dr. Walter Alexandre Carnielli Universidade Estadual de Campinas - IFCH
  • Membros Titulares Prof. Dr. Mauro Luiz Engelmann Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  • Profa. Dra. Itala Maria Loffredo D'Ottaviano IFCH/ UNICAMP
  • Membros Suplentes Prof. Dr. Marco Antonio Caron Ruffino IFCH/ UNICAMP
  • Prof. Dr. Abílio Azambuja Rodrigues Filho Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição da Defesa:

No Apêndice I de seus "Remarks on the Foundations of Mathematics"( Wittgenstein et al. 1990), Wittgenstein elabora uma interpretação diferente sobre o Primeiro Teorema da Incompletude de Gödel, ao qual passamos a nos referir como "Teorema de Gödel"ou "Teorema da Incompletude". Essa nomenclatura surge do reconhecimento que o chamado "Segundo Teorema da Incompletude" nada mais é do que um corolário do Primeiro. O filósofo pretende reavaliar a conclusão gödeliana segundo a qual há fórmulas verdadeiras, mas que não são demonstráveis em sistemas formais capazes de representar uma quantidade suficiente da teoria aritmética. De um lado, a reação inicial de Gödel e outros comentadores foi que Wittgenstein não havia entendido a prova. Por outro lado, comentadores recentes enxergam comentários valiosos nos escritos wittgensteinianos: alguns comentadores, como Juliet Floyd e Hilary Putnam, fazem uma distinção entre a prova matemática e a prosa filosófica que circunda o teorema, tornando possível entender as considerações de Wittgenstein. Por fim, as considerações de Wittgenstein são utilizadas para entender como o teorema de Gödel pode ocorrer em sistemas de lógica não-clássicos como a lógica paraconsistente.

Sobre o que há (ou talvez haja): Compromissos ontológicos em Quine e Carnap
Aluno(a): Deiver Vinícius de Melo
Programa: Filosofia
Data: 23/02/2024 - 16:00
Local: CLE/UNICAMP
Membros da Banca:
  • Presidente Prof. Dr. Marco Antonio Caron Ruffino IFCH/ UNICAMP
  • Membros Titulares Prof. Dr. Silvio Seno Chibeni IFCH/ UNICAMP
  • Dr. Rogério Passos Severo Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Membros Suplentes Prof. Dr. Walter Alexandre Carnielli IFCH/ UNICAMP
  • Dr. Emiliano Boccardi Universidade Federal da Bahia
Descrição da Defesa:

Há um extenso debate em torno da discussão entre Quine e Carnap a respeito da ontologia. Quine é comumente apresentado como vitorioso, uma vez que discussões ontológicas (e metafísicas) sobreviveram às investidas deflacionistas de Carnap. Essa dissertação tem quatro objetivos principais: discutir os argumentos dos dois filósofos a respeito do estatuto da ontologia; questionar a narrativa de que há um vencedor nesse debate; aproximar as concepções quineana e carnapiana, mostrando que seus desacordos mais profundos não diziam respeito ao estatuto da ontologia; debater porque investigações ontológicas continuam sendo feitas. Para isso, desenvolverei ambas as concepções, analisarei objeções e réplicas, tratarei do debate em torno da analiticidade e concluirei que Quine e Carnap, embora apresentassem divergências em outros assuntos, têm muito em comum em suas considerações sobre a ontologia. Concluirei com uma observação sobre o atual estado das investigações nesse campo, apontando para horizontes pessimistas no que concerne disputas ontológicas em geral.

Uma análise da questão da continuidade teórica na ciência
Aluno(a): Débora de Oliveira Silva
Programa: Filosofia
Data: 28/02/2024 - 16:00
Local: CLE/UNICAMP
Membros da Banca:
  • Presidente Prof. Dr. Silvio Seno Chibeni IFCH/ UNICAMP
  • Membros Titulares Prof. Dr. Marco Antonio Caron Ruffino IFCH/ UNICAMP
  • Prof. Dr. Bruno Borge Universidad de Buenos Aires
  • Membros Suplentes Prof. Dr. Márcio Barreto FCA/ UNICAMP
  • Dr. Bruno Malavolta e Silva Universidade Estadual do Rio de Janeiro
Descrição da Defesa:

No debate entre realistas e antirrealistas científicos — i.e., na discussão sobre o estatuto epistêmico das teorias científicas que pressupõem a existência de entes e processos inobserváveis —, os realistas defendem que o sucesso dessas teorias nos compromete com sua verdade aproximada. No entanto, casos históricos que constituem episódios de substituição teórica mostram que, ao longo da história da ciência, diversas teorias bem-sucedidas em sua época foram posteriormente classificadas como falsas. Este trabalho se propõe a avaliar a possibilidade de manutenção da referência de termos que putativamente designam inobserváveis entre as teorias científicas sucessivas com recurso às teorias da referência, de modo a defender a continuidade teórica na ciência e salvaguardar a convicção realista de que o sucesso das teorias científicas é devido a sua verdade aproximada e acerto na referência ao nível inobservável. O Capítulo 1 apresenta, em termos gerais, o debate entre realistas e antirrealistas científicos. O Capítulo 2 introduz alguns argumentos do debate, considerações realistas sobre o problema da descontinuidade teórica na ciência e os casos históricos mais relevantes a serem examinados por nós. O Capítulo 3 analisa as teorias da referência e suas propostas de aplicação aos casos históricos. Tais teorias são avaliadas no Capítulo 4, frente ao seu desempenho em casos históricos escolhidos. O Capítulo 5 tece algumas considerações gerais sobre a análise empreendida nesta dissertação.