Próximas Defesas

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Teoria de Modelos num Ambiente Paraconsistente
Aluno(a): Bruno Costa Coscarelli
Programa: Filosofia
Data: 30/11/2020 - 14:00
Local: Integralmente a Distância - link Google Meets : https://www.twitch.tv/brunocostacoscarelli
Membros da Banca:
  • Presidente Prof. Dr. Marcelo Esteban Coniglio IFCH / UNICAMP
  • Membros Titulares Dr. Ricardo Bianconi Universidade de São Paulo
  • Dr. Hugo Luiz Mariano Universidade de São Paulo
  • Dra. Ana Cláudia de Jesus Golzio Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filh
  • Dr. Bruno Ramos Mendonça Unicamp - Universidade Estadual de Campinas
  • Membros Suplentes Dr. Hercules de Araújo Feitosa Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Bauru
  • Dr. Abílio Azambuja Rodrigues Filho Universidade Federal de Minas Gerais
  • Dra. Itala Maria Loffredo DOttaviano Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp
Descrição da Defesa:

O propósito desta tese é desenvolver uma Teoria de Modelos paraconsistente a partir das bases lançadas por Walter Carnielli, Marcelo Esteban Coniglio, Rodrigo Podiack e Tarcísio Rodrigues no artigo ‘On the Way to a Wider Model Theory: Completeness Theorems for First-Order Logics of Formal Inconsistency’ de 2014. A busca por uma compreensão mais profunda do fenômeno da paraconsistência de um ponto de vista epistemológico leva a um sistema de raciocínio baseado nas ”Lógicas de Inconsistência Formal” (LFI’s). Os modelos são tratados como estados de conhecimento e o conceito de isomorfismo é reformulado de modo a preservar uma porçãao da totalidade do conhecimento de cada estado. Com base nisso, é criada uma noção de refinamento que pode acontecer de dentro ou de fora do estado. Na sequência, mostra-se que dois importantes resultados clássicos, a saber o Teorema da Omissão de Tipos e o Teorema da Interpolação de Craig, valem no novo sistema e se mostra, ainda que, caso se queira que os resultados clássicos em geral valham em um sistema paraconsistente, é necessário que tal sistema seja essencialmente como o que foi desenvolvido aqui. Em seguida, é feito um ensaio sobre como deveria ser um PROLOG paraconsistente à luz das ideias que foram desenvolvidas até então.

Essência e Arbitrariedade
Aluno(a): Pedro Teixeira Yago
Programa: Filosofia
Data: 17/12/2020 - 10:00
Local: Integralmente a Distância - link Google Meets : https://youtu.be/Vxdi7tcMIXY
Membros da Banca:
  • Presidente Prof. Dr. Giorgio Venturi IFCH / UNICAMP
  • Membros Titulares Dr. Pedro Merlussi Universidade Estadual de Campina
  • Dr. Jonas Rafael Becker Arenhart Universidade Federal de Santa Catarina
  • Membros Suplentes Dr. Francesco Maria Ferrari Universidade Estadual de Campinas
  • Dr. Mattia Petrolo Universidade Federal do ABC
Descrição da Defesa:

Nesse trabalho nós traçamos uma história dos objetos arbitrários, explicitando argumentos que filósofos ofereceram a favor ou contra sua existência, e tentamos conectá-los à essência de uma forma sugerida por Locke: a essência de um F é um F arbitrário. No entanto, o conceito de objetos arbitrários parece estar entrelaçado com outros com os quais ele foi conflacionado: universais e tipos. Dessa forma, nós apresentamos uma introdução aos conceitos de tipos, universais, objetos arbitrários e essência, e tentamos argumentar que a conflação de alguns deles é inadequada. Por fim, nós apresentamos a visão de essência de autores cujas concepões admitem de objetos arbitrários - Fine e Zalta -, e procuramos pela conecção sugerida por Locke. Nós concluimos que, por razões relevantes à própria natureza de objetos arbitrários, a sugestão de Locke é errônea.

AMOR COMO CONDIÇÃO DE LIBERDADE DE SI E DO OUTRO: REPENSANDO RECONHECIMENTO, DOMINAÇÃO E ALTERIDADE A PARTIR DE UMA LEITURA DE JESSICA BENJAMIN
Aluno(a): Bárbara Thaís Abreu dos Santos
Programa: Filosofia
Data: 17/12/2020 - 14:00
Local: Integralmente a Distância - link Google Meets :
Membros da Banca:
  • Presidente Prof. Dr. Marcos Severino Nobre IFCH / UNICAMP
  • Membros Titulares Dra. Ingrid Cyfer UNIFESP
  • Dra. Virginia Helena Ferreira da Costa Universidade Federal do Espirito Santo
  • Membros Suplentes Dr. Felipe Goncalves Silva Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Prof. Dr. Marcio Augusto Damin Custodio IFCH / UNICAMP
Descrição da Defesa:

É sabido que o tema do reconhecimento aparece como central na retomada do vínculo entre psicanálise e Teoria Crítica. É o nome de Axel Honneth, principalmente do livro Luta por reconhecimento (1992), que vem à mente quando essa temática é levantada. Todavia, Jessica Benjamin, em 1988 no livro The bonds of love, já propunha uma teoria do reconhecimento que buscava reatar este vínculo de modo que uma disciplina não suprimisse a outra, isso é, sem que a tensão existente entre o que é próprio da psicanálise expresso na perspectiva intrapsíquica - o desejo e a fantasia - precisasse dar lugar para a demanda intersubjetiva herdada da Teoria Crítica - de pensar a relação do self com o outro. Em 1998, após debates e apropriações de sua teoria, além de desdobramentos acerca das problemáticas que foram fundamentais para sua primeira elaboração, a autora retorna para sua teoria de 88 e esclarece seus principais argumentos - principalmente sobre amor, negação e destruição- atualizando-a para os problemas vigentes, agora do final da década de 90. Assim esta pesquisa tem por objeto reconstruir a teoria do reconhecimento tal qual foi elaborada por Benjamin. A hipótese mais específica defendida nesta dissertação é que a autora, ao convergir e mesclar essas perspectivas teóricas de compreensão das relações interpessoais, consegue propor um modo não unidimensional de analisar subjetivação - mantendo também na teoria a tensão existente entre se autoafirmar e reconhecer o outro-, além de jogar luz para uma maneira inédita de teorizar dominação

Origens do ponto genérico em geometria algébrica e na prática matemática
Aluno(a): Renato Reis Leme
Programa: Filosofia
Data: 18/12/2020 - 10:00
Local: Integralmente a Distância - link Google Meets :
Membros da Banca:
  • Presidente Prof. Dr. Giorgio Venturi IFCH / UNICAMP
  • Membros Titulares Dr. Rodrigo de Alvarenga Freire Universidade de Brasília
  • Dr. Bruno Ramos Mendonça Unicamp - Universidade Estadual de Campinas
  • Membros Suplentes Dr. Francesco Maria Ferrari Universidade Estadual de Campinas
  • Dr. Hugo Luiz Mariano Universidade de São Paulo
Descrição da Defesa:

O presente trabalho explora o fenômeno da genericidade e suas conexões em três eixos centrais: histórico, filosófico e lógico. No capítulo histórico desta pesquisa, é apresentado o desenvolvimento da noção de genericidade desde suas origens no pensamento ocidental até a emergência do conceito de ponto genérico em geometria algébrica. No capítulo filosófico, partindo da crítica fregeana aos objetos variáveis na matemática, é avaliada a relação entre genericidade e arbitrariedade. Por fim, no capítulo lógico, mostramos a conexão entre genericidade e possibilidade a partir da semântica topológica de McKinsey-Tarski para o cálculo modal S4.

Uma abordagem axiomática à teodiceia via sistemas formais aplicados
Aluno(a): Gesiel Borges da Silva
Programa: Filosofia
Data: 22/12/2020 - 14:00
Local: Integralmente a Distância - link Google Meets :
Membros da Banca:
  • Presidente Prof. Dr. Fabio Maia Bertato CLE / UNICAMP
  • Membros Titulares Dr. Evandro Luís Gomes Universidade Estadual de Maringá
  • Prof. Dr. Marcelo Esteban Coniglio IFCH / UNICAMP
  • Membros Suplentes Dra. Itala Maria Loffredo DOttaviano Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp
  • Dr. Agnaldo Cuoco Portugal Universidade de Brasilia
Descrição da Defesa:

Edward Nieznański desenvolveu dois sistemas lógicos a fim de lidar com uma versão do problema do mal associada a duas formulações de determinismo religioso. O objetivo desta pesquisa foi revisitar esses sistemas, proporcionando-lhes uma formalização mais adequada. Os novos sistemas resultantes, denominados N1 e N2, foram reformulados em lógica modal de primeira ordem; eles têm muito da estrutura básica original, mas alguns resultados adicionais são obtidos. Além disso, nossa pesquisa descobriu que um conjunto mínimo de axiomas subjacentes é suficiente para resolver as questões propostas. Assim, desenvolvemos um sistema minimal, denominado N3, que resolve os mesmos problemas tratados por N1 e N2, mas com menos suposições do que estes sistemas. Tanto N1 e N2 quanto N3 visam resolver o problema lógico do mal através da refutação de duas versões do determinismo religioso, mostrando que os atributos de Deus no Teísmo Clássico, a saber, os de onisciência, onipotência, infalibilidade e onibenevolência, quando formalizados, são consistentes com a existência do mal, fornecendo mais uma resposta a este problema histórico.