Próximas Defesas

Para agendar a Defesa de Tese:   A Defesa de Tese deve ser agendada no sistema SIGA (DAC/UNICAMP), através de uma série de procedimentos que podem ser observados no Manual de Defesa de Dissertação/Tese - clique aqui.    
A IDIOSSINCRASIA DA COR: NARRATIVAS DE INTELECTUAIS NEGRAS NO BRASIL CONTEMPORÂNEO.
Aluno(a): Patricia Teixeira Alves
Programa: História
Data: 17/06/2020 - 09:30
Local: Sala de Defesa de Teses
Membros da Banca:
  • Profa. Dra. Luana Saturnino Tvardovskas (IFCH / UNICAMP) - Orientadora
  • Dra. Luzia Margareth Rago (IFCH/UNICAMP) - Membro
  • Dra. Giovana Xavier da Conceição Nascimento (UFF) - Membro
  • Dra. Ana Carolina Arruda de Toledo Murgel (IFCH/UNICAMP) - Suplente
  • Dra. Priscila Piazentini Vieira (UFPR) - Suplente
Descrição da Defesa:

A pesquisa tem como objetivo central compreender alguns desdobramentos do feminismo negro, a partir da construção das subjetividades de sete intelectuais negras brasileiras: Nirlene Nepomuceno (Bebel Nepomuceno), Cleusa Caldeira, Cláudia Pons Cardoso, Ana Angélica Sebastião (Angélica Basthi), Maria Isabel Assis (Mabel Assis), Ângela Figueiredo e Sônia Gomes. Há portanto, um diálogo entre as narrativas de vida, as relações de poder, seus processos de resistência e ressignificação do protagonismo desses sujeitos na construção de novas formas de ser mulheres negras num constante desterritorializa-se. Assim, procura observar quais processos permitiram esses deslocamentos para fora dos guetos, para fora do ideário de mulheres negras sexualizadas e do matriarcado da miséria. Buscou-se historicizar os processos que lhes permitiram romper as barreiras do racismo e do sexismo fazendo a ponte para a ascensão intelectual, social, política e econômica, assim como, analisar como suas narrativas de vida contribuem como parte da História e do pensamento Feminista Negro no Brasil. Dialogando com os conceitos, feminismo negro, escrita de si, desterritorialização e subjetividades em autores como Lélia Gonzalez, Claudia Pons Cardoso, Margareth Rago, Deleuze, Michel Foucault, a pesquisa situando-se nas primeiras décadas do século XXI (2000-2018), apresentando o inovador universo dessas mulheres e seus os territórios repatriados.

Link para Defesa: meet.google.com/mqe-ooet-pmx

 

 

INFAMES “MARIAS”: PRONTUÁRIOS DE MULHERES DO MANICÔMIO JUDICIÁRIO DO ESTADO DE SÃO PAULO (1897-1952)
Aluno(a): Vivian Carla Garcia Ferreira
Programa: História
Data: 19/06/2020 - 14:00
Local: Sala de Defesa de Teses
Membros da Banca:
  • Profa. Dra. Luana Saturnino Tvardovskas (IFCH / UNICAMP) - Orientadora
  • Dr. Tony Renato Hara (IFCH/UNICAMP) - Membro
  • Dra. Carla Cristina Garcia (PUC/SP) - Membro
  • Dra. Ana Carolina Arruda de Toledo Murgel (IFCH/UNICAMP) - Suplente
  • Dra. Ilana Mountian (USP) - Suplente
Descrição da Defesa:

A pesquisa tem como objetivo uma análise dos prontuários de mulheres que foram presas no Manicômio Judiciário do Estado de São Paulo (1897-1952). A partir dos arquivos, busco vislumbrar suas subjetividades no modo como seus corpos se chocam com o poder, em meio a escrita médica e jurídica. Por meio de um mapeamento das teias que compõem os discursos sobre o crime, loucura e mulheres no imaginário social, proponho uma desnaturalização de seus comportamentos utilizando formulações teóricas de Michel Foucault, do feminismo da diferença. Realizo uma cartografia, por uma análise genealógica, das imagens das subjetividades femininas nas histórias das mulheres analisadas, e o modo como seus delírios e infâmias se relacionam com questões ligadas à violência de gênero, ao impedimento de elaboração de suas subjetividades, refletindo sobre o modo como suas vivências são retratadas na instituição. Os prontuários serão analisados pela chave de perceber em seus corpos movimentos possíveis, mapeando suas histórias pelas delinquências cometidas: mulheres que desafiaram questões morais e foram presas por ilegalismos; mulheres que atentaram contra a vida de seus maridos e mulheres que atentaram contra a vida de seus filhos. Nos prontuários, busco perceber os meandros que relacionam o ideal de feminilidade e o corpo dessas mulheres, que afetados, refletem sintomas de angústia em seus delírios infames.

 

Link para defesa: meet.google.com/eag-gdqv-hqm