Próximas Defesas

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Lastros de memória, novas perspectivas do patrimônio e os Engenhos de Ilhabela
Aluno(a): Bárbara Marie Van Sebroeck Lutiis Silveira Martins
Programa: História
Data: 27/05/2022 - 14:30
Local: Sala da Congregação
Membros da Banca:
  • Profa. Dra. Cristina Meneguello (Presidente) (Orientadora)
  • Profa. Dra. Aline Vieira de Carvalho (IFCH/UNICAMP) - Membra Titular
  • Dra. Beatriz Mugayar Kuhl (USP) - Membra Titular
  • Profa. Dra. Silvana Barbosa Rubino (IFCH/UNICAMP) - Membra Suplente
  • Dr. Eduardo Romero de Oliveira (UNESP) - Membro Suplente
Descrição da Defesa:

Do rico acervo arqueológico e patrimônio edificado que remonta aos séculos XVIII, XIX e XX na Ilha de São Sebastião, desvenda-se um momento produtor do litoral Norte de São Paulo: os engenhos de açúcar e aguardente/cachaça. A partir do estudo do panorama desses edifícios, propõe-se a leitura dos elementos que constituíram a paisagem de Ilhabela: a agricultura em seus ciclos, o turismo e o decorrente fenômeno do veranismo como momentos marcantes para a ocupação do território. Sobre os engenhos, procura-se analisar os vestígios da memória agrícola do arquipélago e estabelecer o cultivo de cana-de-açúcar como um contribuinte essencial da construção de sua paisagem cultural. Propõe-se trabalhar o tema com o Doce no momento de pujança, o Amargo no momento de queda de produção e a relativizar uma suposta decadência, introduzindo o que a autora denomina lastros de memória. O percurso da pesquisa optou pela construção de um inventário do tema dos tombamentos de engenhos no Brasil dentro dos discursos oficiais de patrimônio nas esferas federal, estadual e municipal, de modo a situar as decisões dos engenhos de Ilhabela que foram analisados oficialmente: o Engenho São Matias, o Engenho d’Água e o Engenho da Toca. O trabalho se desenvolve na chave da multidisciplinariedade apreendendo as rugosidades de Milton Santos além do campo da Geografia e o seu entendimento como instituto da História e da memória de Ilhabela, estabelecendo o papel social dos engenhos e apresentando o caso do último engenho que ainda produz cachaça em Ilhabela: o Engenho da Toca. As áreas protegidas pelo Parque Estadual de Ilhabela (PEIb) e reconhecidas como marco cultural da Serra do Mar contam hoje com a Cachoeira e o Engenho da Toca como um sítio relacionado que expande a compreensão da dinâmica agrícola do litoral Norte ao mesmo tempo que a compreende

HISTÓRIA EM MÚLTIPLAS QUESTÕES: ENSINO, HISTORIOGRAFIA E O VESTIBULAR DA UNICAMP (1987 – 2019)
Aluno(a): Andresa Martins Rodrigues
Programa: História
Data: 30/05/2022 - 14:00
Local: Sala Multiuso - IFCH
Membros da Banca:
  • José Alves de Freitas Neto - Orientador (UNICAMP)
  • Aline Vieira de Carvalho (UNICAMP)
  • Antonia Terra de Calazans Fernandes (USP)
  • Maria Angela Borges Salvadori (USP)
  • Marcia Rodrigues de Souza Mendonça (UNICAMP)
Descrição da Defesa:

O presente trabalho busca contribuir na discussão a respeito da relação existente entre os departamentos de História das universidades públicas, seus vestibulares e as grades curriculares do ensino médio. Para tanto, pretende-se refletir sobre o lugar do ensino de História na montagem dos currículos, estando o vestibular também na disputa por pautar o que é ensinado nas escolas. As diretrizes curriculares oficiais para o ensino de história nas escolas públicas do Estado de São Paulo nortearam o olhar para Vestibular Unicamp (VU), cuja análise buscou examinar possibilidades de estabelecer paralelos entre a universidade e a sala de aula. O objeto de pesquisa são os conhecimentos cobrados nas provas de História dos exames vestibulares da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), elaborados pela Comissão Permanente para Concursos Vestibulares (Comvest). As fontes históricas analisadas foram, principalmente, os programas de História – publicados anualmente nos manuais destinados aos candidatos – e as questões da prova de História dos exames, elaboradas para as primeiras e segundas fases nesses 32 anos do concurso vestibular. Utilizamos do ponto de vista metodológico, instrumentos analíticos capazes de nos ajudar com dados quantitativos, associando-os às abordagens qualitativas próprias do ofício do historiador. Além da análise de todas estas camadas, o presente trabalho busca identificar se, e de que forma o Vestibular Unicamp pode ter uma função de dar vozes a sujeitos silenciados na história e ter um papel no processo de democratização do acesso ao ensino superior.

As Utopias Revolucionárias e a Revolução Libertina. Sade e sua apropriação da linguagem política revolucionária. Atuação política e crítica ao Governo Republicano (1792-1795)
Aluno(a): Ronaldo Francisco dos Santos Junior
Programa: História
Data: 22/06/2022 - 14:00
Local: Sala Multiuso
Membros da Banca:
  • Prof. Dr. Rui Luis Rodrigues (Presidente) (Orientador)
  • Profa. Dra. Izabel Andrade Marson (IFCH/UNICAMP) - Membro Titular
  • Dr. Yllan de Mattos Oliveira (UFRJ) - Membro Titular
  • Dra. Clara Carnicero de Castro (PUC/RJ) - Membro Titular
  • Prof. Dr. Carlos Eduardo Ornelas Berriel (IEL/UNICAMP) - Membro Suplente
  • Dr. Philippe Delfino Sartin - Membro Suplente
Descrição da Defesa:

Esta dissertação estuda as relações entre os discursos políticos de Sade e sua obra literária clandestina A Filosofia na Alcova com os ideários políticos gestados durante a Revolução Francesa, em seu período de radicalização e reação, nos anos 1792-1795. A hipótese é de que o antigo marquês de Sade foi fluente na linguagem política revolucionária e abordou, em sua obra, as temáticas dos ideários utópicos de seus contemporâneos. Para isso, as obras de Sade serão analisadas em conjunto com os discursos e projetos do philosophe Condorcet e do jacobino Maximilien Robespierre com a finalidade de compreender: o contexto linguístico comum aos três, quais as diferenças entre eles e as ênfases dadas por cada um. O cidadão Sade, em sua atuação pública na Seção revolucionária dos Piques, em Paris, proferiu discursos que promoviam o ideário revolucionário e com isso ocupou de cargos de honra concedidos a membros de notável civismo. Porém, após o Terror, seu romance filosófico A Filosofia na Alcova, publicado no mercado livreiro clandestino, trouxe críticas severas ao modo como os governos republicanos eram conduzidos, concretizando-se numa contra-utopia do ideário revolucionário. O objetivo dessa pesquisa é compreender o modo como Sade se apropriou da linguagem política revolucionária de duas formas distintas: na primeira mostrando-se como um patriota e incentivador das utopias revolucionárias e na segunda como um crítico radical dessas mesmas utopias.

OS CHAFARIZES DE OURO PRETO: História, Documentação e Inventário
Aluno(a): Ronaldo José da Costa
Programa: História
Data: 22/06/2022 - 15:00
Local: Auditório Fausto Castilho
Membros da Banca:
  • Prof. Dr. Marcos Tognon (Presidente) (Orientador)
  • Profa. Dra. Aline Vieira de Carvalho (IFCH/UNICAMP) - Membra Titular
  • Dr. Carlos Alberto Pereira (UFOP) - Membro Titular
  • Prof. Dr. Gabriel Ferreira Zacarias (IFCH/UNICAMP) - Membro Suplente
  • Dra. Mônica Maria Lopes Lage (UFMG) - Membra Suplente
Descrição da Defesa:

Este trabalho visa elaborar o inventário e história dos Chafarizes da cidade de Ouro Preto - MG. Passando pelas referências europeias, sobretudo de Portugal, culminou na importação dos modelos que chegaram no Rio de Janeiro, então capital do vice-reino. Com a exploração aurífera nas regiões montanhosas de Minas Gerais, no fim do século XVII, foi iniciada uma imigração de portugueses e de pessoas de outras regiões da colônia. Com o aumento da densidade populacional nessa região, viu-se necessária a edificação de chafarizes públicos, e coube ao Senado da Câmara de Vila Rica construi-los, afim de atender à demanda do consumo. Com isso, surgiram diversos modelos de grande erudição. Com o advento do abastecimento de água encanada, os chafarizes ficam sem uso, e este trabalho se propõe a resgatar sua importância histórica e artística, no cenário da historiografia da arte brasileira.

Lugares da diferença: o tombamento federal de terreiros de candomblé (1984-2018)
Aluno(a): Natalia do Carmo Louzada
Programa: História
Data: 30/06/2022 - 09:00
Local: Sala Multiuso - IFCH - UNICAMP
Membros da Banca:
  • Aline Vieira de Carvalho - Orientadora (UNICAMP)
  • Cristina Meneguello (UNICAMP)
  • Iara Lís Franco Schiavinatto (UNICAMP)
  • Yussef Daibert Salomão de Campos (UFG)
  • Antonio Gilberto Ramos Nogueira (UFC)
Descrição da Defesa:

Entre os anos de 1984 e 2018 foram homologados no Brasil onze tombamentos federais de terreiros de candomblé, contemplando as três mais expressivas tradições étnicas desta religião. Estas patrimonializações representam fissuras na tradição institucional de marca eurocêntrica constituída pelo IPHAN até a década de 1980, contexto de reabertura política do país, em que diversos movimentos sociais, artistas, intelectuais e agentes de instituições de Estado, reivindicaram o reconhecimento da diversidade étnica e cultural brasileira, apontando a natureza política da seleção de bens culturais representativos da identidade nacional e seu regime de historicidade. Nesse sentido, a presente pesquisa investiga os processos de tombamento de terreiros abertos junto ao IPHAN até 2018, a fim de analisar as justificativas utilizadas para a atribuição de valor cultural a estes bens, procurando identificar as relações mantidas entre sociedade civil e sociedade política, na dinâmica do Estado ampliado, ao longo dos trâmites de patrimonialização. Objetivamos compreender os entraves encontrados no âmbito destes trâmites, bem como, ao percorrer a história da instituição, elucidar aspectos da participação dos diferentes agentes envolvidos nos tombamentos de candomblés nos distintos contextos político-institucionais vivenciados pelo país entre as décadas de 1980 e 2010.