Próximas Defesas

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Canudos na encruzilhada da República: raça, trabalho e política
Aluno(a): Iago Vinícius Santos Inacio
Programa: História
Data: 05/10/2022 - 14:00
Local: LabMet2
Membros da Banca:
  • Prof. Dr. Ricardo Figueiredo Pirola (Presidente) (Orientador)
  • Dra. Wlamyra Ribeiro de Albuquerque (UFBA) - Membra Titular
  • Dr. Leonardo Affonso de Miranda Pereira (PUC/RJ) - Membro Titular
  • Prof. Dr. Fernando Teixeira da Silva (IFCH/UNICAMP) - Membro Suplente
  • Dra. Ana Flávia Cernic Ramos (Membra Suplente)
Descrição da Defesa:

Nesta dissertação, analiso as relações entre Canudos, Abolição e República. Na crítica aos termos canonizados por Euclides da Cunha e pela historiografia que se baseia em sua visão, buscou-se examinar o arraial de Antônio Conselheiro através dos conflitos que a sua existência produziu na região. Essas tensões remetiam às vivências das grandes transformações do fim do século XIX no sertão de Canudos, que envolviam, portanto, o contexto do pós-abolição e os conturbados anos iniciais da Primeira República. Nesse sentido, a presente dissertação reflete sobre os projetos de vida dos conselheiristas, viabilizados pela fundação do Belo Monte, com o intuito de demonstrar a complexidade do arraial, que extrapola a narrativa euclidiana. Na tentativa de entender os conflitos que os anseios do séquito do Conselheiro mobilizaram na região, foi importante identificar os inimigos do beato – em âmbito local, fazendeiros e comerciantes. A leitura a contrapelo das suas palavras contribuiu para desvendar as tensões que Canudos engendrou numa sociedade marcada pelas fraturas do pósabolição, assim como pela Primeira República, um regime autoritário. As fontes consideradas foram os jornais disponíveis na Hemeroteca Digital, com maior ênfase a textos publicados no carioca Jornal do Commercio em 1897, ano da Guerra de Canudos. Nas páginas desse periódico, um dos principais do fim dos Oitocentos, muitas das tensões que caracterizaram o arraial foram introduzidas no debate, notadamente através dos textos escritos pelo seu correspondente de guerra, Manoel Benício. Cotejados com outras fontes – tais como o segundo manuscrito atribuído a Antônio Conselheiro, a correspondência passiva do barão de Jeremoabo, o Relatório do Comitê Patriótico da Bahia –, é possível compreender a complexidade de Canudos através dos textos da folha carioca. A dissertação se divide em três capítulos, respectivamente orientados para as seguintes questões: 1) o perfil social e racial de Canudos; 2) as relações do arraial com os municípios e povoados do entorno; 3) a visão dos conselheiristas acerca da República. A partir das informações coletadas nas fontes, buscou-se destacar que Canudos era diverso do ponto de vista dos perfis sociais e raciais, mas predominavam descendentes de africanos, com pouca ou nenhuma posse. Além disso, Canudos lhes possibilitava aliar mobilidade pela região com o controle do próprio tempo de trabalho – motivo da ojeriza dos fazendeiros e comerciantes da região ao arraial. Por fim, que o projeto político de Antônio Conselheiro e dos seus seguidores extrapolava a definição de Canudos como “movimento messiânico”, uma vez que a sua ojeriza pela República tinha fundamentos que ultrapassavam a “fuga do mundo”

Trajetória, administração e poder: a provedoria real e alfândega da Bahia no século XVII
Aluno(a): Rafaela Franklin da Silva Lira
Programa: História
Data: 27/10/2022 - 14:00
Local: Acessível I IFCH
Membros da Banca:
  • Prof. Dr. Rui Luis Rodrigues - Orientador (UNICAMP)
  • Prof. Dr. Aldair Carlos Rodrigues (UNICAMP)
  • Dra. Suzana do Nascimento Veiga (Centro Universitário Brasileiro)
  • Dra. Kalina Vanderlei Paiva da Silva (UPE)
  • Dr. José Maria Gomes de Souza Neto (UPE)
Descrição da Defesa:

Este trabalho tem por objetivo analisar a construção do espaço marítimo na Bahia, o porto de Salvador, desde a implantação do governo geral até o final dos seiscentos. Procuramos primeiramente evidenciar os aspectos geográficos e estruturais do Porto, depois compreender sua relação com a cidade de Salvador e o recôncavo. O desenvolvimento urbanístico e das áreas ao redor da baía de todos os Santos são pensados em conexão com as atividades portuárias. Analisamos a instalação e a dinâmica da alfândega baiana como órgão diretamente relacionado a fiscalização das mercadorias que entram e saem pelo porto, bem como seus oficiais e alguns descaminhos a eles relacionados.