Próximas Defesas

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Representacionalismo na Psicologia Perceptual de acordo com Tyler Burge
Aluno(a): Daniel Credico de Coimbra
Programa: Filosofia
Data: 27/05/2022 - 14:00
Local: Sala 208 do Centro de Lógica (CLE)
Membros da Banca:
  • Presidente Prof. Dr. Marco Antonio Caron Ruffino IFCH/ UNICAMP
  • Membros Titulares Dra. Nara Miranda de Figueiredo Universidade Estadual de Campinas
  • Dr. Sérgio Farias de Souza Filho Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Membros Suplentes Prof. Dr. Silvio Seno Chibeni IFCH/ UNICAMP
  • Dr. Ludovic Soutif Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Descrição da Defesa:

Em Origins of Objectivity (2010), Tyler Burge interpreta a psicologia da percepção. Ele articula claramente o que a ciência visa explicar e como suas explicações funcionam. Nós assumimos que a ciência possui as propriedades básicas que ele a alega ter; tais propriedades são tornadas explícitas. De acordo com ele, a ciência sistematicamente emprega em suas explicações uma noção de representação irredutivelmente normativa. A Seção I examina os termos, assunções, e formatos explicativos da versão de Burge da psicologia perceptual. A Seçaõ II revisa a literatura empírica sobre tal mecanismo, avaliando a adequação do sumário de Burge. O exato papel explicativo das constâncias é desenvolvido na Seção III, introduzindo a noção de explicação teleológica. A literatura filosófica sobre visões teleológias da representação é revisada na Seção IV, nos permitindo explicar por contraste a visão teleológica dissidente de Burge na Seção V. Nos avaliamos seus argumentos e finalizamos oferecendo uma contra-proposta

Lastros de memória, novas perspectivas do patrimônio e os Engenhos de Ilhabela
Aluno(a): Bárbara Marie Van Sebroeck Lutiis Silveira Martins
Programa: História
Data: 27/05/2022 - 14:30
Local: Sala da Congregação
Membros da Banca:
  • Profa. Dra. Cristina Meneguello (Presidente) (Orientadora)
  • Profa. Dra. Aline Vieira de Carvalho (IFCH/UNICAMP) - Membra Titular
  • Dra. Beatriz Mugayar Kuhl (USP) - Membra Titular
  • Profa. Dra. Silvana Barbosa Rubino (IFCH/UNICAMP) - Membra Suplente
  • Dr. Eduardo Romero de Oliveira (UNESP) - Membro Suplente
Descrição da Defesa:

Do rico acervo arqueológico e patrimônio edificado que remonta aos séculos XVIII, XIX e XX na Ilha de São Sebastião, desvenda-se um momento produtor do litoral Norte de São Paulo: os engenhos de açúcar e aguardente/cachaça. A partir do estudo do panorama desses edifícios, propõe-se a leitura dos elementos que constituíram a paisagem de Ilhabela: a agricultura em seus ciclos, o turismo e o decorrente fenômeno do veranismo como momentos marcantes para a ocupação do território. Sobre os engenhos, procura-se analisar os vestígios da memória agrícola do arquipélago e estabelecer o cultivo de cana-de-açúcar como um contribuinte essencial da construção de sua paisagem cultural. Propõe-se trabalhar o tema com o Doce no momento de pujança, o Amargo no momento de queda de produção e a relativizar uma suposta decadência, introduzindo o que a autora denomina lastros de memória. O percurso da pesquisa optou pela construção de um inventário do tema dos tombamentos de engenhos no Brasil dentro dos discursos oficiais de patrimônio nas esferas federal, estadual e municipal, de modo a situar as decisões dos engenhos de Ilhabela que foram analisados oficialmente: o Engenho São Matias, o Engenho d’Água e o Engenho da Toca. O trabalho se desenvolve na chave da multidisciplinariedade apreendendo as rugosidades de Milton Santos além do campo da Geografia e o seu entendimento como instituto da História e da memória de Ilhabela, estabelecendo o papel social dos engenhos e apresentando o caso do último engenho que ainda produz cachaça em Ilhabela: o Engenho da Toca. As áreas protegidas pelo Parque Estadual de Ilhabela (PEIb) e reconhecidas como marco cultural da Serra do Mar contam hoje com a Cachoeira e o Engenho da Toca como um sítio relacionado que expande a compreensão da dinâmica agrícola do litoral Norte ao mesmo tempo que a compreende

"Pase Mizè": A linguagem do sofrimento e os haitianos em São Paulo
Aluno(a): Ana Elisa de Figueiredo Bersani
Programa: Antropologia Social
Data: 30/05/2022 - 14:00
Local: Sala de Teses 1 - IFCH/UNICAMP
Membros da Banca:
  • Prof. Dr. Omar Ribeiro Thomaz (Orientador) - IFCH/ UNICAMP
  • Profa. Dra. Cristiana Bastos - Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa /Lisboa
  • Profa. Dra. Claudia Lee Williams Fonseca - Universidade Federal do Rio Grande do Sul /Porto Alegre
  • Prof. Dr. Rodrigo Charafeddine Bulamah - Universidade Federal de São Paulo /São Paulo
  • Profa. Dra. Bela Feldman - IFCH/ UNICAMP
  • Prof. Dr. Rodrigo Ferreira Toniol - IFCH/ UNICAMP - SUPLENTE
  • Profa. Dra. Isadora Lins França - IFCH/ UNICAMP - SUPLENTE
  • Profa. Dra. Simone Miziara Frangella - Universidade de Lisboa /Lisboa - SUPLENTE
Descrição da Defesa:

Esta tese apresenta um estudo do universo de relações fundadas a partir da experiência do sofrimento e da demanda por cuidado entre haitianos na cidade de São Paulo, no Brasil, baseado em trabalho etnográfico realizado entre 2016 e 2019. A pesquisa insere-se nos debates da antropologia acerca da mobilidade e das experiências migratórias, e, mais especificamente, busca situar o tema do sofrimento e dos deslocamentos através do exame atento da presença recente da diáspora haitiana no Brasil e das narrativas acerca da acomodação e da vivência desses sujeitos na metrópole paulistana. Tendo como pano de fundo a situação dramática dos migrantes e refugiados no contexto global atual, em que o sofrimento se revela como forma de conferir reconhecimento e legitimidade social aos deslocamentos, propõe-se uma investigação acerca de seus sentidos e implicações na experiência migratória em solo brasileiro em um período de aumento considerável do número de recém-chegados e de uma inegável mudança no perfil migratório nacional. Trata-se de localizar essa relação na lógica social que a engendra, indagando sobre a gramática dos conflitos que fundamentam sua construção.

Explorando os nexos entre as experiências pessoais e coletivas e processos sociais mais amplos, busca-se apreender o sofrimento enquanto categoria política e moral, valor em disputa, elemento mediador das relações que produz e sobre o qual se produzem narrativas e práticas. O campo da saúde – espaço central de discussão e articulação entre ativistas, lideranças migrantes, membros do governo municipal, associações religiosas e organizações não governamentais – e, mais especificamente, da saúde mental é tomado enquanto objeto privilegiado de investigação, através do trabalho ativo de interpretação e mediação da pesquisadora no acompanhamento de “casos delicados” que desafiam a “rede de cuidados” em constante conformação na cidade. Constituindo um campo semântico catalisador de tensões, o sofrimento presente na experiência dos sujeitos que cuidam e são cuidados se impõe enquanto tema incontornável para se pensar as consequências das desigualdades sociais sobre a vida e as possibilidades de buscá-la (chache lavi), se mover e habitar o mundo.

HISTÓRIA EM MÚLTIPLAS QUESTÕES: ENSINO, HISTORIOGRAFIA E O VESTIBULAR DA UNICAMP (1987 – 2019)
Aluno(a): Andresa Martins Rodrigues
Programa: História
Data: 30/05/2022 - 14:00
Local: Sala Multiuso - IFCH
Membros da Banca:
  • José Alves de Freitas Neto - Orientador (UNICAMP)
  • Aline Vieira de Carvalho (UNICAMP)
  • Antonia Terra de Calazans Fernandes (USP)
  • Maria Angela Borges Salvadori (USP)
  • Marcia Rodrigues de Souza Mendonça (UNICAMP)
Descrição da Defesa:

O presente trabalho busca contribuir na discussão a respeito da relação existente entre os departamentos de História das universidades públicas, seus vestibulares e as grades curriculares do ensino médio. Para tanto, pretende-se refletir sobre o lugar do ensino de História na montagem dos currículos, estando o vestibular também na disputa por pautar o que é ensinado nas escolas. As diretrizes curriculares oficiais para o ensino de história nas escolas públicas do Estado de São Paulo nortearam o olhar para Vestibular Unicamp (VU), cuja análise buscou examinar possibilidades de estabelecer paralelos entre a universidade e a sala de aula. O objeto de pesquisa são os conhecimentos cobrados nas provas de História dos exames vestibulares da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), elaborados pela Comissão Permanente para Concursos Vestibulares (Comvest). As fontes históricas analisadas foram, principalmente, os programas de História – publicados anualmente nos manuais destinados aos candidatos – e as questões da prova de História dos exames, elaboradas para as primeiras e segundas fases nesses 32 anos do concurso vestibular. Utilizamos do ponto de vista metodológico, instrumentos analíticos capazes de nos ajudar com dados quantitativos, associando-os às abordagens qualitativas próprias do ofício do historiador. Além da análise de todas estas camadas, o presente trabalho busca identificar se, e de que forma o Vestibular Unicamp pode ter uma função de dar vozes a sujeitos silenciados na história e ter um papel no processo de democratização do acesso ao ensino superior.

Autonomia, consentimento e informação de qualidade: controvérsias e disputas na construção da violência obstétrica no Brasil
Aluno(a): Mariana Marques Pulhez
Programa: Antropologia Social
Data: 30/05/2022 - 15:00
Local: Sala LabVídeo - IFCH/UNICAMP
Membros da Banca:
  • Profa. Dra. Guita Grin Debert (Orientador) - IFCH/ UNICAMP
  • Profa. Dra. Carmen Simone Grilo Diniz - USP/ São Paulo
  • Profa. Dra. Jane Araujo Russo - Universidade do Estado do Rio de Janeiro /Rio de Janeiro
  • Profa. Dra. Cynthia Andersen Sarti - Universidade Federal de São Paulo /São Paulo
  • Profa. Dra. Maria Filomena Gregori - IFCH/ UNICAMP
  • Profa. Dra. Marina Fisher Nucci - UERJ /Rio de Janeiro - SUPLENTE
  • Profa. Dra. Maria Conceição da Costa - IG/ UNICAMP - SUPLENTE
  • Profa. Dra. Taniele Cristina Rui - IFCH/ UNICAMP - SUPLENTE
Descrição da Defesa:

Esta tese analisa as controvérsias envolvidas na construção da violência obstétrica enquanto um problema social, jurídico e científico no contexto brasileiro. Considerando o crescimento, na última década, de uma agenda política de reivindicações em torno dos direitos das mulheres no parto - pautada pelo chamado movimento pela humanização do parto e nascimento -, trata-se de compreender as arenas de disputas envolvidas nas definições de violência obstétrica e seus efeitos nas discussões acerca da assistência obstétrica no Brasil. Com base numa metodologia qualitativa, foi realizada uma etnografia dos usos de violência obstétrica, perseguindo a expressão em espaços de debates acerca da assistência ao parto: seminários, palestras, congressos de medicina, congressos militantes, cursos de formação para advogados, audiências públicas, entre outros; além disso, foram analisados documentos referentes à questão da humanização do parto e do nascimento, como pareceres, resoluções, portarias, leis e projetos de leis e realizadas entrevistas com personagens importantes nas controvérsias em torno da violência obstétrica. A tese mostra que violência obstétrica pode ser lida como um conceito fronteira, isto é, um conceito vago, impreciso, e de difícil definição, e que por isso mesmo vem ganhando cada vez mais espaço nas agendas de debate sobre os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Desta maneira, coloca-se em perspectiva a composição de uma gramática própria do combate à violência obstétrica, dada através da articulação entre o léxico dos direitos humanos e o da ciência, e que se traduz nas ideias de autonomia, consentimento e informação de qualidade.