Áreas Temáticas

No Doutorado em Ciências Sociais as linhas de pesquisa equivalem às áreas temáticas que constituem a espinha dorsal do programa.

1. Cultura e Política

Criada em 1989, a área promove um programa de ensino e pesquisa de natureza interdisciplinar cujo eixo articulador é a relação entre cultura e política enquanto constitutiva de processos formadores da experiência social contemporânea. O campo tradicional das Ciências Sociais - Antropologia, Sociologia e Ciência Política - se articula a outras disciplinas que vêm enfrentando criticamente as relações entre a cultura e política, em particular os Estudos dos Meios de Comunicação, a Ciências Ambientais, o Planejamento Urbano, e a Análise de Políticas Públicas. O rigor teórico e metodológico combina-se aqui com pesquisas empíricas que representem efetivamente um avanço no campo mais amplo das Ciências Sociais. No ano de 2012, a linha de “Cultura e Política” incorporou os docentes e pesquisas anteriormente realizadas pela Linha de “Transformações Sociais e Políticas Públicas nas Sociedades Contemporâneas”. Esta área, a partir de 2014, não aceitará mais novos ingressantes, sendo, portanto, extinta no momento em que os ingressantes até o ano de 2013 concluírem suas pesquisas/teses junto ao Doutorado.

Destacamos as seguintes linhas de pesquisa que são reveladoras de seus interesses atuais:

  • Democracia, espaço público e cidadania;
  • Movimentos sociais;
  • Políticas públicas e cultura;
  • A mídia e a dinâmica política e cultural do mundo contemporâneo;
  • Relações entre instituições políticas e a dinâmica cultural;
  • Mudanças sociais, conflitos, biodiversidade e mudanças climáticas;
  • Problemática urbana e ambiental
  • Políticas públicas e concepções de justiça;

Importante mencionar que essa área mantém uma rica interlocução e parceria com centros e núcleos de pesquisa da universidade, em particular, com o Centro de Estudos de Opinião Pública (CESOP) e com o Centro de Estudos das Migrações (CEMI), cujos professores estão associados.

    Professores Plenos: Valeriano Mendes F. Costa (Responsável), Evelina Dagnino, Guita Grin Debert, Ronaldo Rômulo Machado de Almeida, Arlete Moysés Rodrigues e Lúcia da Costa Ferreira.

    Professores Colaboradores:Luciana Tatagiba, Rita de Cássia Lahoz Morelli, Omar Ribeiro Thomaz .

     

    2. Estudos de Gênero

    Criada em 1993, como área de Família e Relações de Gênero e a partir de 2004 com nova denominação, esta área tem como objetivo geral fornecer instrumentos para o refinamento teórico e metodológico a partir de uma perspectiva interdisciplinar, visando a formação discente e constituição de grupos de pesquisa. Levando em conta as variadas manifestações presentes no mundo social, esta área concentra esforços em dar inteligibilidade às articulações entre gênero e outras categorias de diferenciação, tais como raça, idade, classe e etnia.

    Os cursos e as pesquisas em andamento estão organizados em torno das seguintes temáticas:

    • Corporalidades, Ciência & Tecnologia;
    • Sexualidade: erotismo, pornografia, mercados do sexo, trabalho sexual, diversidade sexual, políticas sexuais, tecnologias reprodutivas;
    • Curso da vida e gerações;
    • Produção Cultural: produção artística; mídia;
    • Violência; práticas jurídicas; Instituições penitenciárias; tráfico de pessoas
    • Relações familiares: conjugalidade; parentalidade; parentesco;
    • Intimidade; relacionamentos amorosos;
    • Arenas de agenciamento e ação política;
    • Relações de trabalho;
    • Migração e transnacionalidade.

    Importante mencionar que essa área mantém uma rica interlocução e parceria com centros e núcleos de pesquisa da universidade, em particular, com o Pagu (Núcleo de Estudos de Gênero), cujos professores estão associados

    Professores Plenos:Regina Facchini (Responsável), Adriana Grascia Piscitelli, Ângela Maria Carneiro Araújo, Profa. Guita Grin Debert, Isadora Lins França Karla Adriana Martins Bessa, Maria Conceição da Costa, Maria Filomena Gregori, Maria Lygia Quartim de Moraes, Marko Synésio Alves Monteiro.

    Professores Participantes: Richard Miskolci Escudeiro.

     

    3. Modos de conhecimento e suas expressões: Experiências e Trajetória

    A natureza sui generis da experiência artística foi demonstrada por Victor Turner em suas antropologias da experiência e da performance, nas quais atualizou as categorias de communitas e liminaridade que anteriormente utilizara para dar conta da análise de rituais ndembu. A particularidade da música foi também afirmada por Lévi-Strauss na abertura do tomo I das Mitológicas (O Cru e o Cozido), e com argumentos curiosamente muito próximos dos que seriam utilizados posteriormente por Turner: por conta de sua dupla vinculação à cultura e sua dupla vinculação à natureza, a música nos interpela como sujeitos integrais, isto é, mental e corporalmente – ou, como diria Turner de toda a arte, interpela-nos cognitiva, emocional e psico-motoralmente.
    O caráter sui generis da experiência artística advém do fato de que a experiência cotidiana é marcada pelas demandas econômicas e políticas a nós dirigidas por sistemas sociais que, no dizer de Turner, interpelam apenas uma parte de nós, ou nos interpelam apenas como uma parte de si. E a própria experiência artística, integral por natureza, sói ocorrer em contextos sociais marcados por demandas econômicas e políticas, tais como os mercados de arte e os diversos campos artísticos, no interior dos quais as obras e as performances adquirem valor e são hierarquizadas.
    Esta linha de pesquisa pretende abarcar trabalhos que contemplem a experiência musical em contextos como esses, buscando elucidar as formas encontradas ou não pelos próprios artistas para preservar a natureza sui generis de sua experiência, bem como experiências musicais que de alguma forma transcendam esses contextos.


  • Novos Paradigmas de subjetividade:


  • Deslocando o sujeito e a subjetividade da razão e recolocando-a nas noções de cuidado e cura partindo do suposto heideggeriano de estar-com, esta linha de pesquisa explora um novo paradigma de sujeito e subjetividade que requer uma invenção metodológica para as ciências humanas, não separando ciência e arte.

    Nesta perspectiva, embora se abrindo para outras possibilidades, pesquisas que explorem o conceito de experiência, entendido como não oposição entre sujeito e objeto, vivido e narrado, é um dos investimentos desta discussão.

    Os professores e pesquisadores desta área pretendem focalizar tais relações em seus cursos e seminários e pretendem acolher as pesquisas que proponham em seus temas o trabalho de invenção teórica e metodológica.


    Professores Plenos: Maria Suely Kofes (responsável) e Susana Oliveira Dias.
    Professores Colaboradores:Amnéris Angela Maroni e Rita de Cássia Lahoz Morelli.


    4. Processos Sociais, Identidades e Representações do Mundo Rural

    Estabelecida em 1985 com o nome de "Agricultura e Questão Agrária", e reformulada com o nome atual em 2001, esta área está voltada para a problemática dos processos sociais que envolvem sujeitos, instituições e movimentos sociais relacionados ao mundo não urbano, bem como para as correntes de pensamento acerca do Brasil e de suas raízes agrárias

    Ela é constituída por dois eixos temáticos:

    • A pesquisa das raízes rurais da história brasileira e do pensamento social por elas gerado;
    • A pesquisa de diferentes segmentos da população rural, focalizando suas trajetórias, identidades, alianças e conflitos, bem como suas relações com outros setores da sociedade.

      Importante mencionar que essa área mantém uma rica interlocução e parceria com centros e núcleos de pesquisa da universidade, em particular, com o Centro de Estudos Rurais (CERES) e com o Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPAM), cujos professores estão associados.

    Professores Plenos: Fernando Antonio Lourenço (Responsável), Emília Pietrafesa de Godoi, Mauro William Barbosa de Almeida, Nashieli Cecília Rangel Loera, Sonia Maria Pessoa Pereira Bergamasco e José Maurício Paiva Andion Arruti.

    Professores Colaboradores: Carlos Rodrigues Brandão.

     

    5. Trabalho, Política e Sociedade


    A área de Trabalho, Política e Sociedade formou-se no ano de 2001, reunindo professores dos departamentos de antropologia, ciência política e sociologia. Ela se origina da ampliação e reformulação da antiga área de Trabalho e Sindicalismo, criada em 1988. Refletindo sua vocação pluralista e interdisciplinar, a área integra um espectro amplo de interesses teóricos e abordagens metodológicas oriundos das disciplinas antropologia, ciência política e sociologia, sem abrir mão do diálogo com outras disciplinas pertinentes. A área enfatiza a necessidade de uma articulação dinâmica entre pesquisa empírica e reflexão teórica, seja na forma de uma teoria ancorada na pesquisa ou na forma de uma pesquisa teoricamente informada.

    A área contempla 4 eixos temáticos:

    • Formas de ação coletiva
    • Formas de manifestação do trabalho
    • Trabalho e ordem social
    • Eixos teóricos.

    Importante mencionar que essa área mantém uma rica interlocução e parceria com centros e núcleos de pesquisa da universidade, em particular, com o Cemarx (Centro de Estudos Marxistas) e com o Pagu (Núcleo de Estudos de Gênero), cujos professores estão associados.

    Professores Plenos:Ângela Maria Carneiro Araújo (Responsável), Giovanni Antonio Pinto Alves,Liliana Rolfsen Petrelli Segnini, Márcia de Paula Leite, Thomas Patrick Dwyer, José Dari Krein, José Roberto Montes Heloani e Magda Barros Biavaschi.

     

    6. Estudos das Relações China-Brasil

    Esta área foi criada no primeiro semestre de 2012 com a proposta de desenvolver uma abordagem interdisciplinar ao estudo das relações entre a China e o Brasil. De maneira imprevista, as relações com a China passaram a ocupar um lugar central no processo de alteração da posição do Brasil no mundo, e também hoje se fala cada vez mais no fenômeno BRICS. O Brasil se encontra despreparado para esta mudança e a fundação desta área, fruto do trabalho de seus docentes no grupo de estudos Brasil-China do Centro de Estudos Avançados da Unicamp visa contribuir a alterar esta situação. A área combina perspectivas desenvolvidas nas seguintes áreas de atuação: economia, sociologia, relações internacionais, estudos do meio ambiente e inovação.

    Os docentes desta área se organizam a partir dos seguintes temas:

    • Globalização cultural
    • Globalização econômica
    • Transformações de relações internacionais e supranacionais
    • Meio Ambiente – política comparada
    • Inovação – política e desenvolvimento em termos comparados
    • Federalismo e formas de governo em perspectiva comparada

    Ademais, já no ano de 2012, esta área contou com 5 projetos de pesquisa em temas intimamente associados às linhas de investigação elencadas acima.

    • Sociologia da juventude nos países BRICS
    • Valores, projetos e estilos de vida de jovens universitários chineses e brasileiros
    • Dimensões da Política Ambiental China-Brasil
    • Federalismo – ótica comparada

    É importante frisar que essa área mantém uma rica interlocução e parceria com vários órgãos da Unicamp, como os Institutos de Ensino e Pesquisa de Economia (IE), de Geociências (IG) e de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), destaca-se a interlocução com o Centro de Estudos Avançados (CEAv). Dentro do IFCH mantém uma interlocução permanente e parceria com o Centro de Estudos de Opinião Pública (CESOP) e com o Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPAM). No plano internacional existem relações pessoais e/ou institucionais como: Centre for Advanced Studies in the Humanities – University of Fudan; Institute of Sociology -Chinese Academy of Social Sciences; Center for the Study of Contemporary China - University of Peking, entre outros.

    Professores Plenos:Thomas Patrick Dwyer (responsável) e Valeriano Costa.

 
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