Áreas Temáticas

No Doutorado em Ciências Sociais as linhas de pesquisa equivalem às áreas temáticas que constituem a espinha dorsal do programa.

1. Processos Sociais, Identidades e Representações do Mundo Rural

Estabelecida em 1985 com o nome de "Agricultura e Questão Agrária", e reformulada com o nome atual em 2001, esta área está voltada para a problemática dos processos sociais que envolvem sujeitos, instituições e movimentos sociais relacionados ao mundo não urbano, bem como para as correntes de pensamento acerca do Brasil e de suas raízes agrárias

Ela é constituída por dois eixos temáticos:

  • A pesquisa das raízes rurais da história brasileira e do pensamento social por elas gerado;
  • A pesquisa de diferentes segmentos da população rural, focalizando suas trajetórias, identidades, alianças e conflitos, bem como suas relações com outros setores da sociedade.

Importante mencionar que essa área mantém uma rica interlocução e parceria com centros e núcleos de pesquisa da universidade, em particular, com o Centro de Estudos Rurais (CERES) e com o Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPAM), cujos professores estão associados.


Professores Plenos: Fernando Antonio Lourenço (responsável), Emília Pietrafesa de Godoi, Mauro William Barbosa de Almeida, Nashieli Cecília Rangel Loera, Sonia Maria Pessoa Pereira Bergamasco e José Maurício Paiva Andion Arruti.;

Professores Colaboradores:Carlos Rodrigues Brandão.

 

2. Estudos de Gênero

Criada em 1993, como área de Família e Relações de Gênero e a partir de 2004 com nova denominação, esta área tem como objetivo geral fornecer instrumentos para o refinamento teórico e metodológico a partir de uma perspectiva interdisciplinar, visando a formação discente e constituição de grupos de pesquisa. Levando em conta as variadas manifestações presentes no mundo social, esta área concentra esforços em dar inteligibilidade às articulações entre gênero e outras categorias de diferenciação, tais como raça, idade, classe e etnia.

Os cursos e as pesquisas em andamento estão organizados em torno das seguintes temáticas:

  • Corporalidades, Ciência & Tecnologia;
  • Sexualidade: erotismo, pornografia, mercados do sexo, trabalho sexual, diversidade sexual, políticas sexuais, tecnologias reprodutivas;
  • Curso da vida e gerações;
  • Produção Cultural: produção artística; mídia;
  • Violência; práticas jurídicas; Instituições penitenciárias; tráfico de pessoas
  • Relações familiares: conjugalidade; parentalidade; parentesco;
  • Intimidade; relacionamentos amorosos;
  • Arenas de agenciamento e ação política;
  • Relações de trabalho;
  • Migração e transnacionalidade.

Importante mencionar que essa área mantém uma rica interlocução e parceria com centros e núcleos de pesquisa da universidade, em particular, com o Pagu (Núcleo de Estudos de Gênero), cujos professores estão associados.

Professores Plenos:Regina Facchini (Responsável), Adriana Grascia Piscitelli, Ângela Maria Carneiro Araújo, Profa. Guita Grin Debert, Isadora Lins França Karla Adriana Martins Bessa, Maria Filomena Gregori, Maria Lygia Quartim de Moraes e Marko Synésio Alves Monteiro.

Professores Participantes: Richard Miskolci Escudeiro e Maria Conceição da Costa.

 

3. Trabalho, Política e Sociedade


A área de Trabalho, Política e Sociedade formou-se no ano de 2001, reunindo professores dos departamentos de antropologia, ciência política e sociologia. Ela se origina da ampliação e reformulação da antiga área de Trabalho e Sindicalismo, criada em 1988. Refletindo sua vocação pluralista e interdisciplinar, a área integra um espectro amplo de interesses teóricos e abordagens metodológicas oriundos das disciplinas antropologia, ciência política e sociologia, sem abrir mão do diálogo com outras disciplinas pertinentes. A área enfatiza a necessidade de uma articulação dinâmica entre pesquisa empírica e reflexão teórica, seja na forma de uma teoria ancorada na pesquisa ou na forma de uma pesquisa teoricamente informada.

A área contempla 4 eixos temáticos:

  • Formas de ação coletiva
  • Formas de manifestação do trabalho
  • Trabalho e ordem social
  • Eixos teóricos.

Importante mencionar que essa área mantém uma rica interlocução e parceria com centros e núcleos de pesquisa da universidade, em particular, com o Cemarx (Centro de Estudos Marxistas) e com o Pagu (Núcleo de Estudos de Gênero), cujos professores estão associados.

Professores Plenos:Ângela Maria Carneiro Araújo (Responsável), Giovanni Antonio Pinto Alves,Liliana Rolfsen Petrelli Segnini, Márcia de Paula Leite, Thomas Patrick Dwyer, José Dari Krein, José Roberto Montes Heloani e Magda Barros Biavaschi.


 

4. Modos de conhecimento e suas expressões: Experiências e Trajetória

Esta área, formulada em 2010 e criada formalmente em 2011, substitui (preservando parte de seu espírito) a área de Itinerários Intelectuais e Etnografia do Saber. Configurada pelas suas linhas de pesquisa e tendo como objetivo o ensino, pesquisa e invenção teórica e metodológica esta área atual Modos de conhecimento e suas expressões: Experiências e Trajetórias assenta-se na interface entre ciência e as chamadas humanidades (arte, música, e literatura), tendo como um dos seus eixos a relação entre experiências e trajetórias. Os professores e pesquisadores desta área pretendem focalizar tais relações em seus cursos e seminários e pretendem acolher as pesquisas que proponham em seu temas o trabalho de invenção teórica e metodológica.

Linhas de pesquisa:

Conhecimentos e suas expressões:

Focalizando sistemas e/ou modos de conhecimentos (compreendido como contendo concepções, organizações, trajetórias, contextos –relações e ações - e expressões ( o como, que Turner & Bruner designam como expressões.), esta linha estimula pesquisa e reflexões sobre os modos de percepção, de compreensão e simbolização do mundo e da vida (“conhecimento e suas expressões”, conforme o título). No que se refere à expressão, particularmente, expressões narrativas (em seus desafios conceituais e metodológicos), como: biografias, etnografias , e, contrapontos extensivos, relatos de viagens, coleções, acervos.

Trajetórias e experiências artísticas no campo musical e no mercado de música:

A natureza sui generis da experiência artística foi demonstrada por Victor Turner em suas antropologias da experiência e da performance, nas quais atualizou as categorias de communitas e liminaridade que anteriormente utilizara para dar conta da análise de rituais ndembu. A particularidade da música foi também afirmada por Lévi-Strauss na abertura do tomo I das Mitológicas (O Cru e o Cozido), e com argumentos curiosamente muito próximos dos que seriam utilizados posteriormente por Turner: por conta de sua dupla vinculação à cultura e sua dupla vinculação à natureza, a música nos interpela como sujeitos integrais, isto é, mental e corporalmente – ou, como diria Turner de toda a arte, interpela-nos cognitiva, emocional e psico-motoralmente. O caráter sui generis da experiência artística advém do fato de que a experiência cotidiana é marcada pelas demandas econômicas e políticas a nós dirigidas por sistemas sociais que, no dizer de Turner, interpelam apenas uma parte de nós, ou nos interpelam apenas como uma parte de si. E a própria experiência artística, integral por natureza, sói ocorrer em contextos sociais marcados por demandas econômicas e políticas, tais como os mercados de arte e os diversos campos artísticos, no interior dos quais as obras e as performances adquirem valor e são hierarquizadas. Esta linha de pesquisa pretende abarcar trabalhos que contemplem a experiência musical em contextos como esses, buscando elucidar as formas encontradas ou não pelos próprios artistas para preservar a natureza sui generis de sua experiência, bem como experiências musicais que de alguma forma transcendam esses contextos.

Novos Paradigmas de subjetividade:

Deslocando o sujeito e a subjetividade da razão e recolocando-a nas noções de cuidado e cura partindo do suposto heideggeriano de estar-com, esta linha de pesquisa explora um novo paradigma de sujeito e subjetividade que requer uma invenção metodológica para a ciências humanas, não separando ciência e arte. Nesta perspectiva, embora abrindo-se para outras possibilidades, pesquisas que explorem o conceito de experiência, entendido como não oposição entre sujeito e objeto, vivido e narrado, é um dos investimentos desta discussão.

Imagem, acontecimento e experiência:

Focalizando os modos de conhecimento por imagem e suas grafias, esta linha de pesquisa prioriza estudos acerca da experiência metodológica do pensamento por imagem como um lugar de questões e experimentos, acontecimentos e narrativas, e memórias e imaginários. As proposições teóricas e de pesquisa desta linha situam desafios conceituais no deslocamento das fronteiras entre imagem e palavra, estabelecendo problematizações e evidenciando as potencialidades heurísticas da imagem no campo das ciências sociais.

Professores Plenos:Maria Suely Kofes (responsável) , Amnéris Angela Maroni, Carolina Cantarino Rogriguesc, Susana Oliveira Dias e Rita de Cássia Lahoz Morelli.
Professores Participantes:Fabiana Bruno.

 

5. Estudos das Relações China-Brasil

Esta área foi criada no primeiro semestre de 2012 com a proposta de desenvolver uma abordagem interdisciplinar ao estudo das relações entre a China e o Brasil. De maneira imprevista, as relações com a China passaram a ocupar um lugar central no processo de alteração da posição do Brasil no mundo, e também hoje se fala cada vez mais no fenômeno BRICS. O Brasil se encontra despreparado para esta mudança e a fundação desta área, fruto do trabalho de seus docentes no grupo de estudos Brasil-China do Centro de Estudos Avançados da Unicamp visa contribuir a alterar esta situação. A área combina perspectivas desenvolvidas nas seguintes áreas de atuação: economia, sociologia, relações internacionais, estudos do meio ambiente e inovação.

Os docentes desta área se organizam a partir dos seguintes temas:

  • Globalização cultural
  • Globalização econômica
  • Transformações de relações internacionais e supranacionais
  • Meio Ambiente – política comparada
  • Inovação – política e desenvolvimento em termos comparados
  • Federalismo e formas de governo em perspectiva comparada

Ademais, já no ano de 2012, esta área contou com 5 projetos de pesquisa em temas intimamente associados às linhas de investigação elencadas acima.

  • Sociologia da juventude nos países BRICS
  • Valores, projetos e estilos de vida de jovens universitários chineses e brasileiros
  • Dimensões da Política Ambiental China-Brasil
  • Federalismo – ótica comparada

É importante frisar que essa área mantém uma rica interlocução e parceria com vários órgãos da Unicamp, como os Institutos de Ensino e Pesquisa de Economia (IE), de Geociências (IG) e de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), destaca-se a interlocução com o Centro de Estudos Avançados (CEAv). Dentro do IFCH mantém uma interlocução permanente e parceria com o Centro de Estudos de Opinião Pública (CESOP) e com o Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPAM). No plano internacional existem relações pessoais e/ou institucionais como: Centre for Advanced Studies in the Humanities – University of Fudan; Institute of Sociology -Chinese Academy of Social Sciences; Center for the Study of Contemporary China - University of Peking, entre outros.

Professores Plenos:Thomas Patrick Dwyer (responsável), Antonio Florentino Neto e Valeriano Costa.

 

6. Estudos Sobre Cidade

Criada em 2015, esta área tem por objetivo investigar a vida social nos meios urbanos contemporâneos. Para tanto, oferece como ensino da pesquisa em ciências sociais tanto temáticas atuais (território, desigualdade, migração, política, violência, religião, entre outros) como a possibilidade de conhecimento e articulação de metodologias de caráter quantitativo e qualitativo.

I Ementa das Disciplinas de Fundamento:

- A cidade e sua dinâmica sócio-demografica

A disciplina pretende desenvolver uma reflexão teórica-metodológica sobre aspectos relativos à produção das cidades, bem como suas contra partidas sócio-demográficas, particularmente o processo de redistribuição e diferenciação sócio espacial da população. Nesse sentido, pretende-se não apenas apresentar diferentes visões teóricas e metodológicas sobre o estudo do fenômeno urbano, mas também abordar questões sócio-demográficas decorrentes do processo de urbanização com atenção a elementos técnicas e fonte de dados.


- Etnografias Urbanas

A proposta desta disciplina tem duplo objetivo, um teórico e outro metodológico. Em primeiro lugar, oferecer ao aluno a trajetória do objeto cidade nas teorias das ciências sociais: da Escola de Chicago aos debates mais contemporâneos. Em segundo, aprofundar a reflexão teórica sobre o método etnográfico a partir de leituras de etnografias em meio urbanos.


Professores Plenos:Ronaldo Rômulo Machado de Almeida (responsável), José Marcos Pinto da Cunha, Gabriel de Santis Feltran, Arlete Moyses Rodrigues

 
Dúvidas Frequentes | Secretaria
Pós-Graduação do IFCH
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
CEP 13083-896 - Campinas - São Paulo - Brasil
  Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais:
José Maurício Paiva Andion Arruti
Secretária do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais:
Beatriz Tiemi Suyama
Segunda a Sexta-feira: das 09h30 às 11h30hs e das 13h30 às 15h30hs
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