Projeto
Cultura Política e Representação
Resumo
O projeto tem como objetivo dar suporte, em termos de interlocução e inserção internacional, ao projeto "Kant, imaginação prática e representação política". Do ponto de vista institucional, pretende-se estreitar os vínculos entre os Programas de Filosofia da UFBA com os Programas de Filosofia da USP, UNICAMP, UFABC e em especial com o Laboratório "Philosophie des Normes", da Universidade de Rennes I. Do ponto de vista filosófico, o projeto pretende introduzir o conceito de cultura político na discussão sobre o problema da representação política. O conceito de cultura política sem dúvida merece uma melhor determinação, sobretudo no que ele pode operar na tensão entre universal e particular de modo a tornar uma perspectiva filosófico-normativa mais atenta às particularidades do caso que pretende subsumir. Trata-se de projeto com duplo viés: investigativo e formativo. A formação encontra seu lugar natural na graduação, mas sobretudo na Pós-Graduação em Filosofia da UFBA ? graças à sua temática, o projeto poderá beneficiar também alunos e pesquisadores dos cursos de História, Direito e Ciências Sociais, em especial de Ciência Política. Mais especificamente, porém, o projeto será desenvolvido no quadro do Grupo Kant, que retoma suas atividades, com encontros quinzenais de leitura e discussão de textos clássicos do pensamento político. Do ponto de vista da investigação, trata-se de fazer com que a pesquisa principal aqui proposta (Kant, imaginação prática e representação política) dialogue com outras pesquisas, todas levadas de modo independente, mas que podem se beneficiar de um contato entre os diversos pesquisadores aqui presentes. Quanto ao seu objeto, o projeto visa a relação entre representação e cultura política. Se considerarmos que a representação política tem como função a formação de uma vontade política em espaço público, tal formação não se dá no vazio, mas se alimenta e leva em conta as tensões da cultura (em geral) e da cultura política (particular) em que está inserida. Ela deve não apenas ser o resultado, mas igualmente transformar tal cultura política, o que em termos filosóficos pode ser entendido com a determinação de princípios universais normativos abertos à variações decorrentes do momento de sua aplicação. Tal passagem do universal ao particular não está imune, porém, a patologias, derivadas, por assim dizer, da anfibologia de tomar o particular pelo universal.
Responsáveis
Membros
FERNANDO COSTA MATTOS
François Calori
Magali Bessone
MAURICIO CARDOSO KEINERT
MONIQUE FRAGELLI HULSHOF