Linhas de Pesquisa

Área 1: História da Arte

1.1) Estudo das Tradições Clássicas:

Esta linha de pesquisa é composta de estudos sobre a questão da trajetória dos temas clássicos da Antigüidade aos nossos dias, concentrando-se em subtemas: a) Historiografia da Arte sobre o largo período desde a Antigüidade até nossos dias; b) Questões de arqueologia clássica, de arte antiga e medieval, com estudos que formam um núcleo de questões vinculadas à Antigüidade Clássica e aos seus desdobramentos na Idade Média; c) Tradições clássicas no período Moderno e Contemporâneo, com estudo das projeções do universo clássico em épocas que vão do Renascimento aos nossos dias; d) Temas iconográficos, com estudos iconográficos e iconológicos comparados; e) História das Técnicas Artísticas; f) A Literatura artística e a fortuna dos tratados de arte, bem como os estudos sobre o léxico e sobre as estruturas retóricas dos discursos propositivos.

Docentes da Linha: César Marques Filho, Pedro Paulo de A. Funari, Luciano Migliaccio e Cláudia Valadão de Mattos.

1.2) Questões de Arte Moderna e Contemporânea

Esta Linha de Pesquisa se concentra em temas que caracterizam os problemas centrais do domínio da arte e da cultura, do Renascimento aos nossos dias. O conjunto de interesses são: a) estudos sobre História da Arquitetura; b) estudos sobre a eclosão do Renascimento no século XV, sobre divulgação do Renascimento na Europa e sobre a crise Maneirista no século XVI; c) A renovação do século XVII, com estudos das formas culturais e artísticas ligadas ao surgimento da Contra-Reforma e do Absolutismo; d) Iluminismo e tradições no século XVIII , com estudos sobre a renovação "filosófica" do século XVIII, ligada à reforma das artes, de frente à permanência das formas do Antigo Regime; e) Arte do século da revolução industrial, com estudos voltados para a idéia de modernidade artística no século XIX, no seu sentido mais amplo; f) O século XX, abordando questões ligadas às experiências formais das vanguardas e das produções que lhes permaneceram paralelas; g) História da crítica de Arte.

Docentes da Linha: Jorge Coli, Nelson Aguilar e Marcos Tognon.

1.3) Questões de arte não-europeia

Objetivos: A presente proposta visa ampliar o âmbito da formação dos alunos do Programa de Pós-Graduação em História, área de concentração História da Arte para incluir o estudo de arte não europeia, a saber, em quatro campos de estudos específicos: arte pré-colombiana, arte africana, arte japonesa e teoria da arte. A ideia da criação da nova linha de pesquisa surgiu com a doação da coleção do Prof. Rogério Cerqueira Leite à Unicamp, a qual oferecerá uma importante oportunidade para formação de alunos nesses novos campos de conhecimento. Além disso, a importante presença da cultura japonesa em São Paulo e a existência de uma forte tradição artística dentro desta comunidade, levou-nos a incluir uma formação em arte japonesa nesta linha. A presença da teoria da arte como campo de formação visa introduzir uma reflexão consequente sobre novas teorias e métodos, assim como sobre a história da história da arte no curso.

Acesse link para entrevista "Diálogo sem Fronteira - Os Desafios do Estudo da Arte não Européia"

A nova linha de pesquisa em arte não-europeia contará com a atuação dos seguintes docentes do programa de pós-graduação em História: Claudia Valladão de Mattos, Marcos Tognon, Pedro Paulo Funari, Luciano Migliaccio e Omar R. Thomaz

Descrição: Esta linha de pesquisa concentra-se nas tradições não europeias da arte e em questões teóricas referentes ao desenvolvimento de novos métodos e instrumentos para uma história da arte em perspectiva global. A linha atribui especial ênfase a questões sobre: 1) arte pré-colombiana: incluindo a produção artística dos diversos povos que habitaram o continente Americano antes da chegada dos Europeus, assim como questões relativas à sua recepção, colecionismo, conservação e interação com a produção artística e cultural, desde sua produção, até a atualidade. 2) arte asiática: incluindo o estudo de sua produção, recepção e circulação nos países asiáticos e no mundo, desde os tempos pré-históricos até a atualidade. A produção artística e visual da comunidade asiática no Brasil, em todos os seus aspectos e em sua interação com o ambiente local, do século XIX à atualidade, também será contemplada. 3) arte africana: incluindo sua produção recepção e circulação no continente africano e na diáspora negra, em todos os períodos históricos. Arte afro-brasileira, dos tempos da colônia à atualidade também será um dos focos da linha. 4) teoria da arte: incluirá estudos sobre questões teóricas e metodológicas relacionadas à expansão da disciplina da história da arte em direção a novos campos de estudo, em particular para o estudo de tradições não-europeias da arte. Teorias e questões relacionadas à construção de uma História da Arte Global serão também contempladas. 5) estudo de outras tradições não-europeias, em todos os períodos históricos, também serão contemplados na presente linha de pesquisa. Esta linha de pesquisa conta com o apoio da Fundação Getty de Los Angeles que por um período de dois anos financiará a vinda de professores visitantes especialistas em arte não-europeia para ministrar cursos semestrais junto ao Programa.

Área 2: História Cultural

2.1) Historiografia, Religiões e Cultura.

A linha de pesquisa desenvolve reflexões historiográficas e metodológicas na perspectiva da história cultural. Tem como objetivo central analisar representações e práticas culturais em temáticas localizadas em espaços e temporalidades diferenciadas. Volta-se ao estudo das linguagens, da literatura, das artes, das idéias filosóficas e políticas, dos sistemas religiosos como práticas de significação históricas e culturais que tratam da organização de atividades, instituições e relações em diferentes momentos históricos e aos estudos de historiografia no que se refere à metodologia e às práticas escritas da história com enfoque nas narrativas, interpretações, subjetividades, alteridades.

São eixos centrais de pesquisa dos docentes que compõem a linha:

2.1.1) História cultural das religiões no Brasil dos séculos XIX e XX; missionarismo, Gênero e Religião; questões teóricas e metodológicas sobre história e historiografia das religiões.
2.1.2) História e historiografia da Igreja com ênfase em seu papel na normatização de condutas e sua interação com estruturas de poder gerais e locais entre os séculos VI e XIV;
2.1.3) Religiões do Novo Mundo; catequese; crônicas religiosas e hagiografia nos séculos XVI e XVII; Inquisição.
2.1.4) Estudos de correntes historiográficas nacionais e internacionais como produções culturais.

Docentes da Linha: Prof. Dr.Edgar Salvatori De Decca; Profa. Dra.Eliane Moura da Silva; Leandro Karnal; Profa. Dra.Neri de Barros Almeida. , Rui Luis Rodrigues

2.2) Gênero, Subjetividades, Cartografias e Cultura Material

Esta linha de pesquisa aborda temas e problematiza questões ligadas à sexualidade e à produção das subjetividades, na perspectiva da História Cultural, das representações cartográficas, da expressão artística e da cultura material. Investiga as formas históricas de manifestação do poder e dos contra-poderes, articulando-as aos conceitos de classe, gênero, raça e etnia. Trabalha com a Cultura Material, considerada como um novo campo de investigação histórica, útil para os estudos sobre a Antiguidade Clássica, assim como para os relativos à Modernidade e à Pós-Modernidade. Desenvolve e incentiva estudos sobre história da cartografia e temas afins, como relatos de viagens e questões de fronteiras.

Docentes da Linha: Luzia Margareth Rago; Pedro Paulo Abreu Funari, André Leonardo Chevitarese, Aline Vieira de Carvalho, Paulo Celso Miceli

Área 3: História Social

3.1) História Social da Cultura

Esta linha de pesquisa desenvolve uma reflexão política, historiográfica e metodológica sobre o universo da cultura centrada nos sujeitos históricos e em sua diversidade, enfocando os confrontos culturais presentes em diferentes espaços e práticas sociais. Quatro grandes eixos articulam o conjunto de trabalhos em andamento: um enfatiza a experiência de negros, africanos e seus descendentes durante o período escravista e no pós-abolição. Um segundo enfoca a "história dos índios", articulando abordagens da história e da antropologia. O terceiro eixo volta-se especificamente para os intelectuais, em especial os literatos e folcloristas que pensaram, tematizaram e investigaram aquilo que definiam como "o popular". Finalmente, o quarto toma como objeto as tradições festivas e coletivas das ruas, procurando múltiplos significados em situações que a bibliografia mais tradicional tendeu a eleger como expressões da identidade brasileira.

Docentes da Linha: Lucilene Reginaldo, Robert W. Slenes, Sidney Chalhoub, Silvia Hunold Lara, Maria Clementina Pereira Cunha.

3.2) História Social do Trabalho

Esta linha tem como tema principal a experiência dos trabalhadores urbanos e rurais em sua diversidade, enfocando os diferentes aspectos que compõem o mundo do trabalho: os processos produtivos e as relações de produção no local de trabalho; a organização dos trabalhadores e os movimentos sociais; os movimentos migratórios; os espaços do cotidiano, com suas condições e práticas específicas de lazer, moradia e saúde; a cultura, os valores e concepções que informam as relações de classe; os diferentes projetos e as disputas políticas em torno das relações de trabalho; as relações dos trabalhadores com as instituições e os espaços públicos e sua atuação frente às instâncias do legislativo e do judiciário.

Docentes da Linha: Cláudio Henrique de Moraes Batalha, Fernando Teixeira da Silva, Jefferson Canno, Michael McDonald Hall.

3.3) História Social da África

Esta linha estuda os processos de formação de sociedades, culturas e identidades sociais na África e no contexto da Diáspora Africana na América, no Oriente Médio e no Índico a partir de questões comparativas ou centradas em realidades africanas. Por exemplo, são bem-vindos estudos sobre a escravidão e o escravismo na África e na América, a definição social de “raça” nos países de antiga colonização portuguesa, inglesa, ou francesa, a re-significação de símbolos e rituais religiosos no encontro de africanos e afro-descendentes com o cristianismo e com o islamismo, os “mundos do trabalho” em espaços urbanos. São também de grande interesse estudos sobre as rotas comerciais que conectavam o norte, o centro e o sul do continente africano, os movimentos messiânicos, a formação dos Estados conquista, a resistência ao estabelecimento dos Estados coloniais, os movimentos de libertação nacional, a formação histórica das literaturas nacionais.

Docentes na Linha: Robert Wayne Slenes, Lucilene Reginaldo, Omar Ribeiro Thomaz e Silvia Hunold Lara.

Área 4: Cultura, Política e Cidades

4.1) Cultura e Cidade

Esta linha compõe um campo de trabalho sobre a produção do universo urbano na sociedade moderna pela construção da história da cidade em várias linguagens e áreas de conhecimento. A cidade é pensada como o lugar simbólico e político da formação do cidadão – o sujeito jurídico de direitos – e o modo pelo qual desenvolve diferentes formas de sensibilidade e de percepção e apropriação do espaço edificado, público e privado, a partir de diversos pontos de vista (conhecimentos especializados e vivências cotidianas). Dedica especial atenção ao estudo da representação da cidade pela produção técnica e artística – os meios de comunicação de massa (fotografia, cinema e outras mídias) – e pelas memórias/esquecimentos presentes na configuração das camadas temporais que a constituem. Estuda ainda, as idealizações do espaço urbano e de seu planejamento bem como as diferentes estratégias de intervenção que fazem da cidade um laboratório experimental de diversos saberes (medicina, higiene, arquitetura e instituições sociais) no intuito de transformá-la em ambiente normatizado e previsível. Desse modo, a cidade e seus componentes, visualizados a partir da perspectiva histórica em toda a sua complexidade, configura seu núcleo de atenção.

Docentes: Maria Stella Martins Bresciani, Josianne Francia Cesaroli, Silvana Rubino, Cristina Meneguello.

Bibliografia

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4.2) Politica, Cultura e Memória.

A história e a cultura políticas podem ser compreendidas levando-se em conta as motivações, a um só tempo conscientes e inconscientes, das ações humanas, individuais e coletivas. As pesquisas desenvolvidas destacam a reverberação dos sentimentos, sensibilidades e paixões nas ações políticas, nas práticas culturais e na produção de memórias. Nesse sentido, a linha define uma ampla área de trabalho em quatro campos de reflexão. 1) manifestações do pensamento político moderno (sécs. XVII - XXI): suas matrizes teóricas; os temas imbricados em sua argumentação (indivíduo, liberdade, poder, trabalho, riqueza, pobreza, doença social, revolução, cidadania, jogo partidário, Estado); sua dimensão Estética nas diversas formas de produção literárias e artística; suas relações entre saber, memória e poder. 2) pensamento político em situações históricas específicas nas quais se exterioriza temporalmente na modernidade euro-americana; 3) práticas políticas (linguagens, governabilidades, jogos de representação, dimensões simbólicas e utópicas das experiências moderna e contemporânea), e práticas culturais (literatura, alimentação, fotografia, cinema e ilustrações) vivenciadas nestes espaços; 4) análise da Historiografia brasileira e internacional sobre esses campos e temas, os vínculos entre a memória e a história e as relações tecidas entre os conceitos, representações e imaginário.

Docentes: Maria Stella Martins Bresciani, Izabel Andrade Marson, José Alves de Freitas Neto, Leila Mezan Algranti, Iara Lis Schiavinatto, Vavy Pacheco Borges; Josianne Francia Cesaroli, Rui Luis Rodrigues

Bibliografia

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4.3) Cultura Visual, História Intelectual e Patrimônios.

A linha de pesquisa Cultura Visual, História Intelectual e Patrimônios, em sua multiplicidade, propõe abordagens historiográficas a partir de temáticas que expressem as mobilidades representacionais do período contemporâneo. No diálogo entre a dimensão social das práticas intelectuais, das representações visuais historicamente constituídas e a reflexão sobre as plurais manifestações dos patrimônios, busca-se compreender as estratégias de memória, a historicidade dos conceitos e a construção da paisagem e percursos intelectuais, visuais, sociais, políticos e culturais.

Na perspectiva do diálogo em que campos diferentes dialoguem sem excluir suas especificidades, as pesquisas em desenvolvimento contemplam alguns eixos principais:

  • a cultura visual problematiza o processo de desnaturalização do objeto artístico e da imagem e indaga-se sobre formas de rememoração e esquecimento, as operações de cristalização da memória em suas diferentes representações, materialidades, hábitos, percepções e perpetuações imagéticas;
  • a história intelectual aborda as formas discursivas do pensamento, a dimensão social das práticas intelectuais, a historicidade dos conceitos, a trajetória de pensamentos, autores e grupos sociais e suas intervenções políticas, culturais e sociais no domínio do espaço público;
  • os patrimônios remetem à própria constituição do campo, refletindo sobre suas origens políticas e institucionais, sua refração junto às práticas sociais e a investigação dos patrimônios histórico, artístico, industrial, moderno, intangível, assim como para a reflexão sobre os modos de constituição dos acervos, de valorização e criação de passados possíveis.

Docentes: José Alves de Freitas Neto,, Cristina Meneguello, Silvana Rubino, Iara Lis Schiavinatto, Aline Vieira de Carvalho

Bibliografia

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