Lançamento do livro "Entre Integralistas e Nazistas - Racismo, Educação e Autoritarismo no Sertão de São Paulo"

Data da publicação: ter, 07/12/2021 - 10h13min

O Arquivo Edgard Leuenroth e a Alameda Editorial convidam para o lançamento do livro Entre Integralistas e Nazistas - Racismo, Educação e Autoritarismo no Sertão de São Paulo, do pesquisador Sidney Aguilar Filho, dia 10 de dezembro às 19 horas, no canal do IFCH Unicamp no Youtube.

A mesa contará com a presença do autor Sidney Aguilar Filho (historiador e pós-doc no IFCH Unicamp), Mário Augusto Medeiros da Silva (IFCH Unicamp), Ediogenes Aragão Santos (FE Unicamp), Belisário Franca (diretor do filme Menino 23), Roberta Estrela D`Alva (atriz e produtora cultural, e Haroldo Ceravolo Sereza (editor da Alameda).

O livro Entre Integralistas e Nazistas, da Alameda Editorial, é fruto da pesquisa que Sidney Aguilar Filho realiza a mais de 20 anos sobre as influências nazistas e supremacia racial no interior de São Paulo. Em 1998, o autor ensinava sobre nazismo alemão para uma turma de ensino médio quando uma aluna mencionou que havia centenas de tijolos na fazenda de sua família estampados com a suástica, o símbolo nazista. Esta informação despertou a curiosidade do historiador e desencadeou sua pesquisa, a qual revelou que empresários ligados ao integralismo e ao nazismo removeram 50 meninos órfãos da cidade do Rio de Janeiro para Campina do Monte Alegre, no interior paulista, para dez anos de escravidão e isolamento de uma fazenda.

O trabalho reconstituiu laços estreitos entre setores das elites brasileiras e as perspectivas nazifascistas, refletidos em um projeto eugênico. Aloísio Silva, um dos sobreviventes, lembrou o contemporâneo da terrível experiência que escravizou e numerou os meninos, ele transformado no menino 23.

Entre integralistas e nazistas apresenta a história dos anos 1920, 1930 e 1940 explicando como o Brasil absorveu e aceitou as teorias de eugenia e de pureza racial a ponto de incluí-las na Constituição de 1934. A trajetória da pesquisa reforça ainda mais as teses de que os conceitos de “supremacia branca” e as tentativas de “branqueamento da população” marcaram nossa sociedade, sendo o racismo e – mais ainda – a negação do mesmo ainda perenes.