Projeto
A CONSTRUÇÃO SIMBÓLICA DO ESPAÇO: A IMAGEM DO BRASIL NO CONTEXTO DOS MEGAEVENTOS ESPORTIVOS
Resumo
O mercado de turismo assume expressamente o espaço como um objeto de consumo, atribuindo-lhe uma marca e adotando estratégias de marketing para promovê-lo. Neste contexto, agentes buscam ligar essas marcas a valores que sejam globalmente aceitos e garantir que sejam esses valores que se legitimem enquanto representações dos lugares. Contudo, em uma situação de globalização, há diversos agentes interessados nessa produção simbólica, o que causa ao mesmo tempo o conflito e o surgimento de administradores simbólicos . No caso do turismo, esses administradores são os escritórios de turismo, como a Embratur, que buscam se legitimar frente ao mercado e aos governos como especialistas da produção de imagem do Brasil. Adotando a técnica de marketing denominada de branding, que desde os anos 1990 passou a ser adaptada à promoção de lugar, tenta-se controlar a produção de imagem, em função de interesses específicos. Os megaeventos esportivos Copa do Mundo e Olimpíadas são assumidos como oportunidade de se promover a imagem que aqueles administradores simbólicos querem formar em relação ao Brasil. Contudo, também abrem espaço para produções dissidentes. O objetivo deste projeto de pesquisa é interpretar os sentidos que a Embratur busca dar aos megaeventos, em termos da produção da imagem turística do Brasil, ao mesmo tempo em que compreender os interesses dos agentes relacionados a essa produção. Ainda, busca-se compreender as produções dissidentes e as maneiras como elas entram em conflito com a intenção da Embratur em controlar tal dissensão.
Responsáveis
Membros