Centro, Núcleo ou Laboratório
Physis - Núcleo de Estudos sobre a História da Filosofia da Natureza
Resumo
O Grupo de Estudos sobre a História da Filosofia da Natureza, atualmente dirigido pela Profa. Dra. Fátima Évora, conta com membros do Brasil e do exterior e destina-se a investigar temas fundamentais da reflexão histórica sobre a filosofia da natureza, desde a Antiguidade até a revolução científica dos séculos XVI e XVII, passando pela recepção e transformação do pensamento aristotélico na Idade Média (latina e árabe) e Moderna. O Núcleo mantém intenso intercâmbio acadêmico com pesquisadores e instituições do Brasil e do exterior; coordena trabalhos de pesquisa e organiza, juntamente com Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Unicamp e o GT História da Filosofia da Natureza da ANPOF, a série de Colóquios de História da Filosofia da Natureza, que reúne pesquisadores e estudantes de pós-graduação em História da Filosofia, História da Filosofia da Natureza, Epistemologia e História do Pensamento Científico de todo o país e do exterior com a finalidade de promover a pesquisa na área e possibilitar o intercâmbio acadêmico. Já foram realizados oito Colóquios de História da Filosofia da Natureza. O Núcleo também é responsável pela publicação da coleção Estudos sobre História da Filosofia da Natureza. O Núcleo possui uma página na internet em dois idiomas onde são divulgadas suas atividades e publicações. Este grupo incorporou o Grupo de Pesquisa CNPq Revolução Científica dos Séculos XVI e XVII: Origens, Influências e Bases Científicas e Filosóficas (certificado pela UNICAMP e credenciado junto ao CNPq), e inclui o projeto "O Uso da Fisica de Aristóteles na Discussão sobre a Eternidade do Mundo na Antiguidade Tardia e na Idade Média". Edital CNPQ 061/2005 Proc. n. 401241/2006-8. E encontra-se intimamente vinculado ao Projeto Temático A Filosofia de Aristóteles, Fapesp 2005/58322-7. As pesquisas dividem-se nos seguintes núcleos temáticos que se completam: * a) Estudo da Física e Cosmologia de Aristóteles, com especial atenção aos conceitos de natureza e movimento em Aristóteles. * b) Estudo da recepção da filosofia da natureza de Aristóteles na Antigüidade Tardia, com especial atenção aos Comentários de Filopono de Alexandria (490-570) e Simplicio (século VI) à Física e Cosmologia de Aristóteles. Análise das noções de extensão material, extensão espacial e conceito de força cinética impressa e incorpórea, elaborado na teoria do movimento de Filopono. Estudo da concepção de Filopono e Simplicio de lugar. Discussão sobre a Eternidade do Mundo na Antigüidade Tardia: Filopono e Simplicio. Discussão do argumento da impossibilidade do infinito por sucessão. * c) Comentários árabes à Física de Aristóteles: Avicena (Ibn-Sina, 980-1037), Avempace (Ibn-Badja, 1106-1138) e Averróis (Ibn-Roschd, 1126-1198). * d) A recepção da filosofia da natureza de Aristóteles na Idade Média, especialmente quanto ao hilemorfismo e à incorporação pelos medievais do legado aristotélico na construção de uma teoria das ciências intermediárias, como nas teorias do movimento de Buridan, Oresme e Bradwardine, as quais prenunciam a ciência do século XVII; * e) A recepção da filosofia da natureza de Aristóteles nos séculos XVI e XVII, sobretudo as críticas que a nova ciência, no momento decisivo de sua origem, dirige à herança do aristotelismo escolástico, mais particularmente, a ruptura efetuada por Galileu Galilei na análise do movimento, com a negação da heterogeneidade entre o mundo celeste e o mundo sublunar, a crítica dos autores cartesianos ao hilemorfismo teleológico da escolástica, a revolução astronômica de Copérnico, Galileu, Kepler e Newton, teoria do movimento de Descartes, Galileu e Newton; * f) O impacto e a influência da revolução científica dos séculos XVI e XVII, especialmente Galileu, Descartes, Gassendi, Hobbes, Boyle, Huygens, Leibniz e Newton.
Responsáveis
Membros
Enéias Júnior Forlin
Márcio Augusto Damin Custódio