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Brandão

Os Rostos do Campo: a Poética do Encontro de Carlos Rodrigues Brandão

  • Comunicação

A exposição Os Rostos do Campo: a Poética do Encontro de Carlos Rodrigues Brandão entrou em cartaz no dia 29 de julho, na Sala Gabriel García Márquez, no Memorial da América Latina, em São Paulo, com entrada gratuita e visitação das 10h às 17h. A mostra, que segue aberta ao público até 28 de agosto, celebra a trajetória do antropólogo, educador e professor emérito da Unicamp.

O evento reúne 230 fotografias selecionadas de um acervo de aproximadamente 4 mil imagens produzidas por Brandão ao longo de décadas de pesquisas de campo. Organizada pelo Centro de Memória-Unicamp (CMU) com o apoio do Consulado Geral do México, a iniciativa tem curadoria da diretora do CMU, Maria Silvia Hadler, e da pós-doutoranda Iara Rolim, materializando também uma homenagem póstuma e a realização de um projeto idealizado em vida pelo pesquisador.

O recorte visual transporta os visitantes por registros produzidos em 1966 no México — durante a formação de Carlos Rodrigues Brandão no Centro Regional de Educação Fundamental para a América Latina (Crefal) —, além de capturar a religiosidade popular brasileira e o cotidiano de comunidades rurais. A exposição evidencia como o renomado expoente da Educação Popular na América Latina já exercitava um olhar sensível e pioneiro da antropologia visual antes mesmo de sua consolidação acadêmica.

Falecido em 2023, Carlos Rodrigues Brandão deixou uma marca profunda na história da instituição campineira, onde foi docente do Departamento de Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) de 1976 até 1997, permanecendo após a aposentadoria como Professor Colaborador na pós-graduação. Além disso, participou da criação do Centro de Estudos Educação e Sociedade (Cedes) na Faculdade de Educação (FE) e do Centro de Estudos Rurais (Ceres) no IFCH, mantendo também forte vínculo com o Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam).