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Diretores do IFCH Unicamp e FFLCH USP se reúnem com o MEC sobre escalada de ataques extremistas nas universidades

  • Comunicação

Na última quarta-feira, 06 de maio, o diretor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, Ronaldo de Almeida, e o diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Adrián Pablo Fanjul, reuniram-se no Ministério da Educação (MEC). A agenda, realizada a convite da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), tratou da escalada de atos de intolerância e invasões de agitadores de extrema-direita em cursos e faculdades das universidades públicas, especialmente na área de humanidades.

Os diretores foram recebidos por Lucia Campos Pellanda, da Diretoria de Desenvolvimento Acadêmico do MEC. Durante a audiência, o professor Ronaldo de Almeida detalhou o protocolo institucional construído coletivamente com a comunidade do IFCH na gestão que o antecedeu. O documento estabelece diretrizes de conduta para lidar com a presença de provocadores no ambiente universitário, visando garantir a segurança coletiva e a preservação da integridade acadêmica.

Na ocasião, foi ressaltado o apoio que o Instituto tem recebido da Reitoria da Unicamp, que mobilizou a Procuradoria Geral da universidade para o encaminhamento de denúncias formais junto à polícia e à justiça, buscando a punição dos envolvidos, bem como da Secretaria de Vivência nos Campi (SVC) para aprimorar a segurança e vigilância do IFCH. 

O professor Ronaldo destacou, ainda, que o modelo de segurança adotado conta com a participação ativa dos estudantes, que atuam como agentes fundamentais na execução dos procedimentos. Como subsídio para futuras ações do ministério, o diretor do IFCH entregou um dossiê relatando o histórico de casos de invasão de agitadores no instituto entre 2025 e 2026.

Além das medidas de reação, o encontro serviu para apresentar iniciativas que buscam antecipar ações de grupos extremistas. Esse monitoramento permite uma resposta preventiva capaz de garantir a segurança da comunidade acadêmica diante de possíveis ameaças e tentativas de desestabilização do ambiente de ensino.