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Defesa de Mestrado Profissional de Gabriela Droichi Antonio

  • Mestrado Profhistória

Título: ENSINO DE HISTÓRIA INDÍGENA: reflexões e práticas para desconstruir as narrativas eurocêntricas na História do Brasil

Aluna: Gabriela Droichi Antonio

Programa: PROFHISTÓRIA

Data: 27/06/2025 às 14h00

Local: Sala da Congregação - IFCH/UNICAMP

 

Membros da banca:

Profa. Dra. Aline Vieira de Carvalho (REIT/UNICAMP)

Prof. Dr. Arnaldo Pinto Jr (FE/UNICAMP)

Profa. Dra. Luana Cristina da Silva Campos (UFMS)

 

A presente pesquisa investiga como as narrativas sobre os povos indígenas são abordadas no ensino de História do Brasil nos anos finais do Ensino Fundamental II, com o objetivo de propor uma sequência didática que contribua para a superação do eurocentrismo presente nas aulas. A partir da pergunta norteadora “Como abarcar as narrativas indígenas anteriores, concomitantes e posteriores à chegada dos portugueses no ensino de História do Brasil?”, a pesquisa tem como objetivos específicos: refletir sobre as representações dos povos originários nos livros didáticos e na Base Nacional Comum Curricular (BNCC); problematizar o início tradicional da cronologia da história brasileira em 1500; e propor uma abordagem que valorize a diversidade e o protagonismo dos povos indígenas. Fundamentada teoricamente em autores como Paulo Freire, Walter Benjamin, Chimamanda Adichie, Arif Dirlik e intelectuais indígenas como Edson Kayapó e Ailton Krenak, a pesquisa analisa a persistência de uma história única que silencia a multiplicidade de vozes indígenas. Prevê-se também a proposição de uma sequência didática sobre a temática indígena, construída com base na análise da prática docente em turmas do 7º ano de uma escola privada de Sorocaba-SP. Os resultados indicam que o planejamento de aulas com base na problematização e na análise de fontes visuais e textuais favorece o desenvolvimento da autonomia dos estudantes, bem como sua capacidade crítica em relação às narrativas oficiais. Conclui-se que o ensino de História do Brasil, ao incorporar as vozes indígenas e desafiar o currículo tradicional, pode contribuir significativamente para a formação de sujeitos críticos, éticos e comprometidos com a valorização da diversidade.

Palavras-chave: Ensino de História; Povos indígenas; Lei 11;645/08; Sequência didática