Território de afetos: práticas femininas antirracistas nos quilombos contemporâneos do Rio de Janeiro

A visibilidade atual das mulheres quilombolas é o ponto de partida desta tese, que pergunta sobre os modos femininos de fazer política, especialmente a dimensão antirracista dessas ações. O recorte temporal parte do final de 1980, quando foi criado o direito territorial para as comunidades remanescentes de quilombo. O trabalho focaliza práticas de quilombolas do Rio de Janeiro que, ao transmitirem saberes, fortalecem os laços entre as pessoas e os territórios onde vivem. Essas ações, compreendidas como territórios de afetos, ampliam espaços de subjetivação por meio dos deslocamentos de sentimentos provocados pelos dispositivos racistas, sexistas e classistas que incidem sobre seus corpos e territórios. As análises desdobram-se em três vértices: o primeiro debruça-se sobre as abordagens teóricas que permitem ver as singularidades das ações; o segundo situa as condições históricas e as práticas femininas que favoreceram a redefinição dos territórios de comunidades negras como quilombolas; o terceiro descreve experiências que extrapolam a reivindicação territorial por meio de ações no campo da educação, da religiosidade e da formação política. O trabalho fundamenta-se teoricamente nas análises sobre corpo, afeto e política, inspiradas nas teorias feministas interseccionais e nos enfoques da Filosofia da Diferença.

Data da defesa: 
terça-feira, 27 Fevereiro, 2018 - 17:00
Membros da Banca: 
Luzia Margareth Rago - Unicamp
Jose Mauricio Paiva Andion Arruti - Unicamp
Hebe Maria da Costa Mattos Gomes de Castro - UFF
Lucilene Reginaldo - Unicamp
Rosane da Silva Borges - USP
Programa: 
Nome do Aluno: 
Marilea de Almeida
Sala da defesa: 
Sala de Defesa de Teses

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