Justiça e inclusão: Desafios contemporâneos aos movimentos feministas, na perspectiva de Iris Young.

Ana Catarina Pereira

Resumo


As situações de injustiça social têm, segundo Iris Young, uma motivação comum e mecanismos de opressão idênticos. O processo de identificação das principais vítimas e agressores, ou daqueles que são beneficiados por um sistema opressor, é assim fundamental para uma desejável universalização dos direitos humanos, em geral, e da igualdade, em particular. Numa perspectiva de género e de lutas feministas, esta igualdade deverá ainda ser instituída com o apoio de uma maior consciencialização e de um debate acerca das estruturas que reproduzem estereótipos e normas sociais discriminatórias. A presente reflexão parte do estudo de dois textos fundamentais da filósofa e cientista política norte-americana, nomeadamente “Five faces of oppresion”, da obra Justice and the politics of difference, e “O gênero como serialidade: pensar as mulheres como um colectivo social”, publicado no oitavo número da Revista Ex Aequo, da Associação Portuguesa de Estudos das Mulheres.

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Dissonância: Revista de Teoria Crítica

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