A economia feminista e a crítica ao paradigma econômico predominante

Marilane Oliveira Teixeira

Resumo


Este artigo discute a construção de um novo marco conceitual para a disciplina da economia tendo como referência a insatisfação crescente das economistas, pesquisadoras e feministas com a abordagem da economia dominante. Esse novo campo de análise reconhecido como economia feminista irá formular a crítica a economia predominante a partir do reconhecimento de sua estreiteza ao focar em métodos matemáticos fenômenos repletos de conexões e relações de dominação e, com isso, enfraquecendo sua capacidade de explicar os fenômenos do mundo real e em sua visão endocêntrica

Texto completo:

PDF

Referências


O desenvolvimento do conceito de relações sociais de sexo e do conceito de gênero constitui-se em um processo importante da elaboração teórica visando a possibilitar, de forma complexa e integral, uma compreensão das relações entre mulheres e homens, como categorias sociais. (Godinho, 2007:41)

Esta mirada crítica al concepto de eficiencia y su importancia fundamental en el análisis económico están basadas en la observación de que: a) el óptimo de Pareto presupone que ‘el bienestar económico puede calcularse de acuerdo con un único sistema de medición y b) los temas distributivos no pertenecen al ámbito de la ciencias económicas. (Benería, 2004:37)

A nivel del ámbito de estudio, la economía feminista se caracteriza por asumir como tarea prioritaria el replanteamiento de la estructura androcéntrica que identifica la economía con lo monetizado y desvelar los sesgos androcéntricos subyacentes. En primer lugar, se pretende dar una definición más amplia de lo económico que, de forma clave, atienda a las actividades invisibilizadas históricamente realizadas por las mujeres. Se trata, por tanto, de descentrar a los mercados hacia los que se había dirigido la mirada primordial o exclusiva. Este descentramiento tiene que permitir, en segundo lugar, una recuperación de los elementos femeninos invisibilizados, recuperando a las mujeres como agentes económicos. En tercer lugar, es necesario mostrar las relaciones de poder de género que subyacían a la estructura dicotómica y, a la par, convertir dichas relaciones en un objeto legítimo de estudio económico. (Orozco, 2005:50)


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2019 marilane oliveira teixeira



Temáticas - revista de pós-graduandos em ciências sociais da Unicamp

ISSN: 1413-2486

e-ISSN: 2595-315X