Barroco da Sérvia à Bahia, resistências audiovisuais na antropologia

Entrevista com Mattijs van de Port

  • Carly Barboza Machado Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
  • Cristhian Caje Universidade Federal de Santa Catarina
  • Adriano Santos Godoy Universidade Estadual de Campinas https://orcid.org/0000-0002-2347-5311
Palavras-chave: Cinema, Candomblé, Barroco, Bahia, Sérvia, Entrevista, Holanda, Ciganos

Resumo

Em uma tarde de domingo no início da primavera, no dia 24 de março de 2019, fomos recebidos por Mattijs van de Port em sua casa para essa entrevista. Doutor em Antropologia pela Universiteit Utrecht, ele é professor de antropologia tanto da Vrije Universiteit Amsterdam como da Universiteit van Amsterdam a qual, aliás, é possível ver da janela da sua sala. A conversa de mais de uma hora sobre sua trajetória enquanto pesquisador e cineasta aconteceu ao lado de uma rede, entre imagens de santos, de orixás, de marinheiros, e na partilha de tortas vindas de Maastricht, sua cidade natal.

Entrevista em vídeo disponível em:

https://youtu.be/_m2kp3POC2k

Biografia do Autor

Carly Barboza Machado, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Professora de Antropologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ, desenvolve pesquisa no campo que envolve as temáticas de religião, mídia, política e cidade. Atua no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFRRJ. É doutora em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2006), possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1997), e mestrado em Psicossociologia da Comunidades e Ecologia Social também pela UFRJ (2000). Em 2005 realizou estágio de doutorando no exterior na Universidade de Amsterdam e no ano de 2007 desenvolveu atividades de Pós Doutorado na Universidade McMaster, no Canadá. Coordena, com Patricia Birman, o grupo de pesquisa Distúrbio / UERJ - Dispositivos, tramas urbanas, ordens e resistências. É pesquisadora do Observatório Fluminense / UFRRJ.

Cristhian Caje, Universidade Federal de Santa Catarina

Possui bacharelado em Comunicação Social pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). Mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Doutorado em Antropologia Social, em andamento pela mesma instituição. Atualmente é pesquisador associado ao Núcleo de Antropologia Visual e estudos da Imagem (NAVI). Tem experiência na área de Antropologia Visual, com ênfase em Antropologia Urbana, atuando principalmente nos seguintes temas: relações de gênero, masculinidade e esporte.

Adriano Santos Godoy, Universidade Estadual de Campinas

Doutorando em Antropologia Social pela Unicamp e bolsista pela Fapesp. Mestre em Antropologia Social e Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas. Foi pesquisador visitante na Universiteit Leiden e na Universiteit Utrecht. É pesquisador do Laboratório de Antropologia da Religião (LAR) e editor da Proa: revista de antropologia e arte.

Referências

Meyer, Birgit; Van de Port, Mattijs. 2018. Sense and Essence: heritage and the cultural production of the real. New York: Berghahn.
Peixoto, Fernanda. 2012. O candomblé (barroco) de Roger Bastide. Revista De Antropologia, 54(1). https://doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2011.38602
Van de Port, Mattijs. 2001. Geliquideerd. Criminele afrekeningen in Nederland. Amsterdam: Meulenhoff.
Van de Port, Mattijs. 2006. Visualizing the sacred. Televisual styles and the religious imagination in Bahian candomblé. American Ethnologist 33 (3): 444-461.
Van de Port, Mattijs. 2011. Ecstatic Encounter: Bahian Candomblé and the quest for the really real. Amsterdam: Amsterdam University Press.
Van de Port, Mattijs. 2017. The possibility of spirits. Journal of Anthropological Films 1 (1). https://doi.org/10.15845/jaf.v1i1.1316
Van de Port, Mattijs; Mol, Annemarie. 2015. Chupar Frutas in Salvador da Bahia. A case of practice-specific altereties. Journal of the Royal Anthropological Institute, 21, pp. 165-181.
Publicado
2019-12-15
Como Citar
Machado, C. B., Caje, C., & Godoy, A. S. (2019). Barroco da Sérvia à Bahia, resistências audiovisuais na antropologia. PROA Revista De Antropologia E Arte, 2(9), 300 - 317. Recuperado de https://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/proa/article/view/3913