De Uggly Peggy a working girl

figurinos como objetos de leitura de mundo na construção do discurso feminista de Peggy Olson em Mad Men

  • Mauro Melo Universidade Federal de Juiz de Fora
Palavras-chave: Figurino, Moda, Narrativa seriada, Feminismo, Audiovisual

Resumo

Em vista ao grande aumento de discussões do campo feminista nos últimos anos, principalmente dentro do segmento do audiovisual, este artigo busca discutir a ideia de uma construção feminista por meio dos figurinos e caracterizações da personagem Peggy Olson na série televisiva Mad Men (2007). No encontro entre objetos distintos, a moda e o figurino, os diálogos entre os novos ideais exportados ao longo dos anos de 1960 e os rumos trilhados pela personagem analisada, ganham resultados norteadores na construção contemporânea de um produto seriado audiovisual preocupado com uma “forte” e questionável representação feminina.

Biografia do Autor

Mauro Melo, Universidade Federal de Juiz de Fora

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Artes, Cultura e Linguagens (PPGACL) - Linha de pesquisa: Arte e Moda: História e Cultura.

Referências

ANAZ, Sílvio Antonio Luiz. Processo criativo na indústria do audiovisual: do roteiro ao imaginário. Galáxia. Revista do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica. ISSN 1982-2553, n. 38, 2018.

ARRUZZA, Cinzia; BHATTACHARYA, Tithi; FRASER, Nancy. Feminismo para os 99%: um manifesto. Boitempo Editorial, 2019.

BARROS, José D.'Assunção. Cinema e história - considerações sobre os usos historiográficos das fontes fílmicas. Comunicação & Sociedade, v. 32, n. 55, p. 175-202, 2011.

CALANCA, Daniela. História Social da Moda. São Paulo: Senac São Paulo, 2008.

CRANE, Diana. Ensaios sobre moda, arte e globalização cultural. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2011.

DA COSTA, Francisco Araujo. O figurino como elemento essencial da narrativa. Sessões do imaginário, v. 7, n. 8, 2002.

DEBOM, Paulo. Moda: nascimento, conceito e história. In: Veredas da História, [online], v. 11, n. 2, p. 7-25, dez., 2018.

GARCIA, Carla Cristina. Breve história do feminismo. Claridade, 2018.

KORNIS, Mônica Almeida - História e Cinema: um debate metodológico. Estudos históricos, Rio de Janeiro, vol.5, n.10, 1992, p. 237-250.

LOPES, Renata Vieira. Figurino cenográfico: O acervo do Grupo Divulgação. Disponível em: http://www.ufjf.br/posmoda/files/2010/09/monop%C3%B3s.pdf, acesso em 15 de agosto de 2019.

MARTIN, Brett. Homens difíceis: os bastidores do processo criativo de Breaking Bad, Família Soprano, Mad Men e outras séries revolucionárias. Aleph, 2015.

MEMÓRIA GLOBO. Entre tramas, rendas e fuxicos. O figurino na teledramaturgia da TV Globo. Rio de Janeiro: editora Globo, 2007.

MITTELL, Jason. Complexidade narrativa na televisão americana contemporânea. MATRIZes, v. 5, n. 2, p. 29-52, 2012.

NAPOLITANO, Marcos. A história depois do papel. In PINSKY, Carla B. (org.). Fontes históricas. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2008. p. 235-289.

PELEGRINI, Christian H. Aspectos do personagem no audiovisual: uma abordagem pela narratologia transmidiática. In: MUANNIS, Felipe de C; PELEGRINI, Christian H. (org). Perspectivas do audiovisual contemporâneo: urgências, conteúdos e espaços.

PESAVENTO, Sandra Jatahy. História & história cultural. São Paulo: Autêntica, 2013.

RAINHO, Maria do Carmo Teixeira. Moda e revolução nos anos 1960. Contra Capa, 2014.

Publicado
2020-12-15
Como Citar
Melo, M. (2020). De Uggly Peggy a working girl. PROA Revista De Antropologia E Arte, 2(10), 120-140. Recuperado de https://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/proa/article/view/3902
Seção
Artigos