“Ô abre alas que eu quero passar”

rompendo o silêncio sobre a negritude de Chiquinha Gonzaga

  • Carolina Gonçalves Alves Universidade Estadual do Rio de Janeiro
Palavras-chave: Gênero, Raça, Memória

Resumo

Neste artigo, discuto a consolidação da imagem de Chiquinha Gonzaga, personagem central para a história do choro carioca. As disputas travadas no processo de construção de sua memória têm raízes profundas no projeto político de branqueamento da população brasileira, iniciado no contexto do pós-abolição. As representações históricas de Chiquinha Gonzaga podem revelar aspectos fundamentais para a compreensão do racismo brasileiro que endossa o branqueamento de personagens negros da nossa história. Para discutir sobre os silêncios a respeito da negritude de Chiquinha, analiso as interpretações da personagem por atrizes brancas no teatro e na TV. O silêncio sobre a sua negritude será discutido à luz das recentes lutas pós-coloniais que têm estimulado revisões do passado, disputando narrativas e propondo reformulações epistemológicas que reivindicam uma escrita produzida nos marcos da experiência colonial.

Biografia do Autor

Carolina Gonçalves Alves, Universidade Estadual do Rio de Janeiro

Doutoranda na Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Publicado
2020-08-18
Como Citar
Alves, C. G. (2020). “Ô abre alas que eu quero passar”. PROA Revista De Antropologia E Arte, 1(10), 18-36. Recuperado de https://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/proa/article/view/3529