Modernidade, colonialidade e tradição

uma reflexão sobre o repertório padrão de concerto no estudo e prática do violino

Palavras-chave: Repertório violinístico padrão, Música de concerto, Tradição violinística, Modernidade/Colonialidade, Pensamento decolonial

Resumo

Este artigo propõe uma reflexão, no âmbito da música de concerto, sobre o repertório violinístico padrão – homogeneizado mundialmente tanto nos meios profissionais quanto de formação no instrumento. Tal repertório exclui, quase totalmente, a produção musical proveniente de países situados fora do continente
europeu, além de priorizar as obras compostas nos séculos XVIII e XIX, e manter à margem, também, as obras compostas por mulheres sejam estas de qualquer lugar ou época. A partir do pensamento crítico decolonial, buscamos analisar a matriz de poder contida nesta tradição, além de explicitar a reprodução sistemática de obras musicais que instigam e perpetuam uma visão eurocêntrica do instrumento.

Biografia do Autor

Luiza Gaspar Anastácio, Universidade Federal de Minas Gerais

Violinista. Doutoranda em Performance Musical na Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Programa de Pós-Graduação em Música. Bolsista CAPES.

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Publicado
2020-08-18
Como Citar
Gaspar Anastácio, L. (2020). Modernidade, colonialidade e tradição. PROA Revista De Antropologia E Arte, 1(10), 221-238. Recuperado de https://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/proa/article/view/3528