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Coisa de Congada: um relato a dez mãos

Adriano Santos Godoy, Lis Furlani Blanco, Mariana de Carvalho Ilheo, Rafael Nascimento César, Rodrigo Iamarino Caravita

Resumo


Chegamos em Aparecida, São Paulo, no dia 22 de abril de 2017. Sabíamos muito
pouco, ou quase nada, do encontro de Congadas e da Festa de São Benedito, que já estava em sua 108ª edição. O desafio de realizar uma etnografia conjunta deste evento – com um grupo de antropólogos (e amigos), com afinidades em comum, mas que estudam temas tão diversos como música popular,  xamanismo, políticas públicas e catolicismo – foi o que mais nos motivou a encarar tal empreitada (que se revelaria muito mais cansativa do que  poderíamos imaginar). Múltiplos olhares, múltiplas perspectivas, nenhum “especialista”. 
Nós, os antropólogos, éramos um grupo de seis pessoas: quatro doutorandos1 do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, um pesquisador de pós-doutorado do Departamento de Antropologia e uma graduanda em Ciências Sociais, todos da Universidade Estadual de Campinas, dos quais quatro são membros do Laboratório de Antropologia da Religião (LAR - IFCH/Unicamp), e dois membros do Ateliê de Produção Simbólica e Antropologia (APSA - IFCH/Unicamp). Não éramos os únicos pesquisadores no evento. Algumas pessoas com as quais conversamos logo que chegamos disseram estar trabalhando em pesquisas do IPHAN, outras trabalhavam com mídia, música ou cinema e estavam ali também com o intuito de estudar aquela manifestação cultural.


Palavras-chave


Congadas; Nossa Senhora Aparecida; São Benedito; Festa

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