Política da existência

  • Josnei Di Carlo

Resumo

A exposição Farnese de Andrade – Arqueologia Existencial circula há anos pelas unidades da Caixa Cultural. Em Curitiba, entrou em cartaz em 19 de setembro de 2017. Dias antes, a exposição Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira foi cancelada em função de ataques sofridos nas redes sociais e na unidade do Santander Cultural de Porto Alegre, onde estava em cartaz. A partir daí qualquer manifestação artística dialogaria com uma conjuntura política e social fundada no cerceamento à liberdade de expressão, caso a obra tratasse simbolicamente da família, da religiosidade e da sexualidade. É o caso da mostra Arqueologia Existencial, que reúne obras de Farnese de Andrade produzidas após sua guinada artística em 1964.

Biografia do Autor

Josnei Di Carlo
Bacharel e licenciado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), em 2006, com especialização em Ensino de Sociologia, em 2010, na mesma instituição de ensino superior. Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em 2013. Doutor em Sociologia Política pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em 2018. Atualmente, é pesquisador do Laboratório de Sociologia do Trabalho (LASTRO/UFSC).

Referências

BENJAMIN, Walter. "Eduard Fuchs, colecionador e historiador". In: O anjo da história. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.

COSTA, Marcus de Lontra. "As instâncias prisioneiras do ser". In: A. Eleotério; I. Ferreira (orgs.), Farnese de Andrade – arqueologia existencial. Curitiba: Caixa Cultural/ADUPLA, p. 7-11, 2017.

WOOLF, Virginia. "Músicos de rua". In: O valor do riso e outros ensaios. São Paulo: Cosac Naify, p. 25-33, 2014.

Publicado
2018-12-15
Como Citar
Di Carlo, J. (2018). Política da existência. PROA Revista De Antropologia E Arte, 2(8), 293-295. Recuperado de https://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/proa/article/view/2920