Ser, estar e fazer: notas sobre circo de rua na Amazônia

  • Juliana Oliveira Silva

Resumo

As ruas são pontos de encontro. Frequentemente avistamos pessoas nos semáforos de várias cidades brasileiras – limpando vidros de automóveis, pedindo ou vendendo alimentos, jornais, revistas etc. –, recriando a rua com fins diversos. São estimuladas por suas motivações pessoais e pelos transeuntes que, inúmeras vezes, tornam-se seus eventuais clientes. Dentre essas pessoas, estão as/os malabaristas que levam práticas circenses para os semáforos. A partir de vivências etnográficas realizadas na Amazônia em 2017, esse artigo discute a tríade ser, estar e fazer na rua, com ênfase (i) nas concepções que essas pessoas possuem acerca das atividades desenvolvidas em locais públicos, e (ii) nas consequências e peculiaridades de fazer da rua um palco circense.

 Palavras-chave: Arte; Circo; Rua; Trabalho; Malabaristas.

Biografia do Autor

Juliana Oliveira Silva
PPGAS-Museu Nacional-Universidade Federal do Rio de Janeiro

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Publicado
2017-12-31
Como Citar
Silva, J. O. (2017). Ser, estar e fazer: notas sobre circo de rua na Amazônia. PROA Revista De Antropologia E Arte, 2(7), 25 - 46. Recuperado de https://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/proa/article/view/2853
Seção
Dossiê