O orgulho dos artistas do corpo: entre doenças do ideal, techne e poiesis

  • Stéphane Héas Université Européenne de Bretagne

Resumo

Tradução de Rodrigo Charafeddine Bulamah. Os artistas do corpo, tais como os cantores, os mímicos, os contorcionistas, os imitadores etc. são populações pouco estudadas pelas ciências sociais. Aqui, são analisadas as maneiras pelas quais esses profissionais vivenciam o fato de ter desenvolvido capacidades físicas extraordinárias, específicas. As entrevistas realizadas com esses artistas do corpo (N = 21) enfatizam esse foco “êmico” e permitem entrever seu orgulho profissional. A análise de conteúdo acentua que ser bem sucedido, inovador e reconhecido por seus pares, ou seja, tornar-se célebre, representa as facetas dessa consciência artística de si. Os corpos modificados e refinados ao longo dos anos de trabalho tornam-se a pedra fundamental das relações com o mundo, com os outros e consigo mesmos.

Biografia do Autor

Stéphane Héas, Université Européenne de Bretagne
Stéphane Héas é sociólogo e professor-pesquisador da Universidade Europeia da Bretanha, França, é membro do LARES LAS, da Universidade de Rennes 2. Publicou neste ano Les discriminations dans les sports (PU Nancy, 2010) e Les Virtuoses du corps (Maxmilo, 2010). É co-criador da revista eletrônica International Review on Sport and Violences (www.irsv.org). Dirigiu a publicação em dois da obra Variations sur la peau (L’Harmattan, 2007/2008).
Publicado
2010-12-01
Como Citar
Héas, S. (2010). O orgulho dos artistas do corpo: entre doenças do ideal, techne e poiesis. PROA Revista De Antropologia E Arte, 1(2). Recuperado de https://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/proa/article/view/2380
Edição
Seção
Artigos