Husserl e o Budismo - naturalismo, consciência e subjetividade

  • Joaquim Monteiro

Resumo

O presente artigo trabalha com três eixos centrais. O primeiro deles procura sugerir que o diálogo entre a tradição fenomenológica e o Budismo pode se desenvolver de uma forma mais satisfatória através do pensamento de Husserl (1859-1928), do que daquele de Heidegger (1889-1976). No segundo, ele aponta diversas razões tanto factuais quanto teóricas para sustentar esta asserção. Dentre as razões factuais é possível apontar para um esboço de diálogo entre Husserl e o periódico japonês Kaizô, dentre as razões teóricas existe uma referência à discussão desenvolvida por Husserl a respeito do caráter essencialmente ocidental da filosofia e da ciência, assim como uma preocupação com a ética e com a racionalidade prática. O terceiro sugere que o pensamento da subjetividade desenvolvido na história da filosofia chinesa, pela escola Yogacãra do Budismo e pelo Neoconfucionismo, possui plena capacidade de se constituir como um parceiro de diálogo com o pensamento de Husserl em relação a estes problemas associados à ética e à racionalidade prática.
Publicado
2018-10-23
Como Citar
Monteiro, J. (2018). Husserl e o Budismo - naturalismo, consciência e subjetividade. Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-121], 2(3). Recuperado de https://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/modernoscontemporaneos/article/view/3321