Descartes e o fundamento metafísico da inércia natural dos corpos na correspondência com Mersenne

  • Djalma Medeiros

Resumo

Descartes não reconhece nenhuma inércia ou lerdeza natural nos corpos, porque inérciaé sempre relativa aos corpos circundantes. É num sentido analógico que se pode falar de inércianatural, pois na matéria só há extensão, figura e movimento; e nenhuma qualidade intrínseca. Elerejeita a visão kepleriana de inércia como propensão da matéria ao repouso e efetua a transição paraa noção moderna de inércia como persistência do estado quer de repouso ou de movimento, a partirde demonstrações rigorosas fundamentadas em princípios de conservação justificados apelando-se à imutabilidade da natureza de Deus. Somente geometria e os princípios de conservação domovimento regulam o comportamento dos corpos físicos.
Publicado
2018-09-09
Como Citar
Medeiros, D. (2018). Descartes e o fundamento metafísico da inércia natural dos corpos na correspondência com Mersenne. Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211], 1(2). Recuperado de https://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/modernoscontemporaneos/article/view/3259