A escrita do sujeito no livro-experiência de Foucault

  • Osvaldo Fontes Filho

Resumo

Foucault sugere abertamente que suas análises historiográficas, ao implicarem numa “relação difícil com a verdade”, não seriam mais que ficções. A afirmação se baseia num aspecto até o presente momento subestimado de sua obra: o livro-experiência. Um livro-experiência é definido pelo uso da ficção na prática de crítica com efeitos de des-subjetivação. Este estudo propõe uma breve incursão pelo envolvimento foucaultiano com a escrita de modo a avaliá-la a partir do embate entre as normas da história e as representações do sujeito. Para tanto, as experiências transgressivas de certa literatura são consideradas como fontes do conceito foucaultiano de livro-experiência. O objetivo é obter uma perspectiva da crítica de Foucault onde figuras de intransitividade prestam-se a atenuar o ceticismo epistemológico da afirmação de que sua historiografia seria ficcional.

Publicado
2015-03-20
Como Citar
Filho, O. F. (2015). A escrita do sujeito no livro-experiência de Foucault. Revista Aulas, 1(3). Recuperado de https://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/aulas/article/view/1933
Seção
Artigos