Problematizações culturais do “sindicalismo” na Argentina (1920-1940)

  • Dora Barrancos Universidad Nacional de Quilmes

Resumo

Este texto analisa a resistência cultural de um segmento do sindicalismo revolucionário após o rompimento deste com a Confederação Geral do Trabalho (CGT), em 1935. Enquanto o principal grupo caminhou em um sentido integrativo (CGT 2), o segmento em estudo (CGT 1) fundamentou-se nas ideias de ação direta, rejeição das mediações políticas e preferência pela educação e cultura produzidas pelos trabalhadores sindicalizados. O teatro permaneceu como o elemento principal de seu modelo, enquanto o cinema e outras expressões da indústria cultural eram rejeitados. Esportes populares, sobretudo o futebol, foram uma preocupação porque poderiam desviar a consciência proletária. Entre as dificuldades, cabe apontar a diminuição da presença das mulheres nas expressões culturais, em razão de sua escassa participação nas organizações operárias. O artigo conclui com a análise das limitações desse tipo de proposições e o seu anacronismo em meio às novas manifestações culturais adotadas pelos trabalhadores.
Publicado
2012-05-10
Como Citar
Barrancos, D. (2012). Problematizações culturais do “sindicalismo” na Argentina (1920-1940). Cadernos AEL, 17(29). Recuperado de https://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/ael/article/view/2600