


#
Minas-Rio - ou - como lucrar vendendo no mercado mundial o
que sobrou das belas montanhas de MG infernizando dezenas
de municípios e o litoral do RJ. O
hoje mal afamado e muito progandeado projeto
começou formalmente em 07 de março de
2008 com a assinatura, no Palácio da
Liberdade (?) em Belo Horizonte, de um acordo entre o
empresário Eike Batista, o então governador
Aecio Neves Cunha, Marcio Lacerda, então
Secretário estadual de Desenvolvimento, atualmente
Prefeito de BH, e os prefeitos de
Conceição do Mato Dentro, Serro, Alvorada de
Minas e Dom Joaquim (veja no link o Protocolo
de Intenções por eles assinado).
# O
avanço da prospecção de
petróleo no Acre e no Sudoeste do Amazonas,
nos vales dos rios Juruá e Javari,
até a faixa de fronteira com o Peru, tem grandes
e graves consequências para os moradores locais,
para várias tribos indigenas e suas terras
homologadas, para grupos de índios isolados e
para as unidades de conservação ambiental.
Mesmo assim as atividades vão sendo promovidas
pela ANP-Agencia Nacional do Petróleo e apoiadas
politicamente pelos governos petistas do Acre. Sobre
isso dei duas entrevistas a um jornalista de Rio Branco,
e que deveriam ser publicadas num jornal local e numa
agência nacional de notícias. Mas...foram
censuradas, ou seja, não foram publicadas e
nenhuma explicação me foi dada.
peça
publicitária com a marca do Planalto, do Ministro
Mantega, da Fazenda e dos demais Ministérios a ele
subordinados, para ser divulgado por nossas autoridades quando
em visitas aos banqueiros e investidores no exterior. 
# Abril
de 2013 - O Palácio do Planalto decide
tornar permanente a presença da Força
de Segurança Nacional na região de
Altamira e Vitoria do Xingu, para proteger os
canteiros de obras da usina Belo Monte e impedir
manifestações de trabalhadores e de
populações atingidas pelas obras; na mesma
época, decide que a mesma força repressiva
será empregada para proteger os funcionários
da Eletrobrás, da Empresa de Pesquisa
Energética e das consultorias contratadas nos
levantamentos ambientais e socio-econômicos nas áreas
previstas para os projetos de hidrelétricas nos
rios Tapajós e Jamanxin, no Sudoeste do
Pará. A escaada repressiva confirma a
militarização dos investimentos de grande
porte, que passaram a ser considerados estratégicos
pelo grande capital internacional e que foram designados
como "estruturantes" pelo governo federal.# Em
2009, ampliei a pesq
uisa
sobre os problemas sociais da indústria
petrolífera, que eu havia começado a acompanhar
de perto desde 1992, quando comecei a assessorar o
Sindicato dos Petroleiros de Paulínia, SP, e
continuado, em 1997/98, quando estive varias
vezes em Macaé,RJ colaborando com o Sindicato dos
Petroleiros do Norte Fluminense nas questões de
Acidentes, Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente.
Uma compilação
inicial foi feita sobre a difícil coexistencia entre o
petróleo e a pesca no litoral brasileiro, para
apresentar no Congresso da ALASRU -Associação
Latinoamericana de Sociologia Rural, em Pernambuco, novembro
de 2010:
SEVA Fo. A. O. “Cercamento
do litoral pelo capital petrolífero: sinais das
derrotas dos pescadores e marisqueiros” . Comunicação
no VIII Congreso Latinoamericano de Sociologia Rural, Porto de
Galinhas, PE, Brasil, 2010. Grupo de Trabajo 7 -
Dinamicas territoriales y disputa por recursos naturales.
# Na imagem da escavadeira rasgando a
praia de Mauá, município de Magé, na
Baía de Guanabara, RJ - que simboliza o conflito
instalado no final da década de 2000
entre os pescadores e a ampliação industrial
petrolifera - v. tem o link para a série de fotos e
cartografias de alguns trechos do litoral brasileiro
onde ocorrem problemas desse tipo, e que foi apresentada
naquele congresso.
#
Na mesma época, a entidade FASE, no RJ
iniciou, com a minha participação, um
projeto de pesquisa visando a posterior
divulgação dos problemas sociais das
populações atingidas de algum modo pelos
riscos e pela poluição
característicos do funcionamento da
indústria petrolífera, a começar
pelos seus próprios trabalhadores e pelos
moradores das vizinhanças.
Em 2012,
finalizei a minha parte da pesquisa e entreguei o
capitulo inicial previsto no sumário, que
está aguardando a devida
publicação em forma de livro, sob os
auspícios da mesma Fase e de entidades
parceiras; acesse no link do título:
SEVA,O. "Capitulo 1 -
Riscos e prejuízos sociais e ambientais da
Indústria petrolífera. Uma
introdução sobre o panorama no
Brasil até 2011."
# Os problemas de segurança no trabalho continuam acontecendo a cada dia em cada instalação dessa indústria. Apesar de normas federais cada vez mais detalhadas e preventivas, as gerências nem sempre prezam o seu cumprimento fiel; quando os sindicalistas reclamam, fazem passar abaixo-assinados, divulgam os ocorridos, as empresas procuram negar, escamotear, atribuir a outros fatores tal interesse sindical . Acidentes fatais também, foram cinco operários mortos até agosto de 2012 somente na Petrobrás. Voce pode acompanhar tudo isso nos sites das duas maiores federações sindicais de atuação nacional: a FUP- Federação Unica dos Petroleiros, do campo cutista, e a sua "dissidência" recentemente criada, a FNP- Federação Nacional dos Petroleiros.
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# Refinarias de petróleo e terminais
petrolíferos marítimos no Estado de São Paulo.

Clique na foto da pluma de fuligem saindo do "flare" da
refinaria REPLAN, em Paulínia -
para ver uma seleção de 41 pranchas com uma ou
mais fotos, cartografias e diagramas, realizadas
durante visitas, vistorias e perícias entre
1993 e 1998, na companhia de representantes da
empresa, dos sindicatos de petroleiros, da Defesa Civil, de
Promotores Públicos, peritos judiciais e assistentes
técnicos em algumas instalações
da Petrobrás e suas imediações:

#
Durante o ano de 1997, estive no Programa de
Engenharia de Produção da Coppe/UFRJ realizando um
"pós-doutorado" enfocando a situação de
riscos para o trabalhador e para o entorno das
instalações da indústria petrolífera
em geral e em especial, as atividades de
exploração e produção no litoral
norte fluminense, o chamado "off-shore", na região
produtora conhecida como "Bacia de Campos".
A primeira parte do meu relatório
de pós-doutorado resultou no capítulo
“Segura peâo! Alertas sobre o
risco técnico coletivo recente na industria petrolífera,
Brasil, anos 1990”
do livro "Acidentes Industriais Ampliados", (Porto,
Freitas e Machado, orgs), Editora Fiocruz, RJ 2000. Ver abaixo
no bloco 2.4 desta página.
A
segunda parte, com resultados parciais e atividades que ainda
estavam em andamento em 1997, consiste num roteiro de informes
sobre as pesquisas em várias instâncias e numa
sistematização do material visando a
elaboração de textos didáticos e artigos.
Intitula-se :
“ Investigações
acadêmicas, sindicais, jurídicas e parlamentares sobre o
agravamento dos riscos e a degradação do trabalho social
na produção de petróleo e gás no Norte Fluminense, anos
1990”
#
Durante os anos 1990, após uma série de acidentes
fatais no "off-shore", aumentou a pressão dos sindicatos
de trabalhadores (os mais conhecidos eram o Sindipetro NF e o
Sindicato dos Mergulhadores RJ) sobre as autoridades e os
políticos no sentido de serem apuradas as
responsabilidades e cobradas as devidas correções
e melhorias. Um dos resultados foi a instalação,
em 1997, pela ALERJ- Assembléia Legislativa
do Estado do Rio de Janeiro, de uma CPI -
Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar
a "Falta de segurança e condições de
Trabalho nas plataformas petrolíferas do Estado do
Rio de Janeiro", presidida pela deputada Miriam
Reid e relatada pelo deputado Edmilson Valentim. Além das
sessões realizadas no Palåcio Tiradentes,RJ, houve
audiência pública na Câmara Municipal de
Macaé, RJ, em 06 de junho, com a casa lotada, onde alguns
sindicatos apresentaram relatos detalhados dos problemas
sofridos pelos trabalhadores. O Sindipetro NF apresentou um
dossiê com 80 paginas, elaborado por um diretor sindical
dessa área e a assessoria, com a qual colaborei, junto
com um médico e uma assistente social:
MARINHO, SEVA Fo. , VASCONCELLOS, AMARAL "Os
Subterrâneos da Bacia: as mortes, os riscos e a
ilegalidade na exploração e
produção de petróleo da Bacia de Campos"
1997.
# Quando houve o grave acidente com a
plataforma P-36, em 2001, com a perda da
embarcação e onze homens mortos e perdidos,
fui convidado pelo jornalista José Pedro Martins,
(de Campinas, SP, que mantinha uma página ambientalista
no portal Cosmo, chamada Mundoazul) a comentar o
ocorrido. Recuperei artigo que
já havia escrito em 1998 comparando as duas
regiões produtoras de óleo e gás no meio
do oceano (off-shore): "Mares
do Norte, Naufrágios das alianças" . E,
depois de algum tempo do acidente, escrevi mais dois artigos: "Explosão e perda da maior
plataforma: “Não
tenho nada a ver com isto !” e " Para ajudar a quem se interessa
pela investigação do acidente da P – 36" .
Para acessar o arquivo com os
artigos, clique no cartaz ao lado, de
autoria de RSDAJ, capturado na internet.
#
Em 2006/7, o concluinte de Engenharia Mecanica
da Unicamp, Rodrigo de
Mello Ferreira, desenvolveu sob minha
orientação um projeto de
Iniciação Cientifica, com bolsa do CNPq, cujo
relatório final teve o titulo: "Fontes de dados e ferramentas
para a memória ambiental da indústria petrolífera e
avaliação dos riscos cumulativos na principal região
produtora, Norte Fluminense, e na refinaria Reduc, Baía
da Guanabara, R.J."
Clique na foto ao lado, dos terminais de
petróleo da Baía de Guanabara, para
obter o arquivo.
# Em 2012,
dentro da publicação já mencionada,
organizada pela Fase, está previsto outro
capítulo de minha autoria:
SEVA.O.
"Capítulo 2- O Estado do Rio de Janeiro, capital
dos problemas ambientais e sociais da indústria
petrolífera - os casos do Norte Fluminense e da
Baía da Guanabara"
Relatório desta visita : Análise preliminar técnica e ambiental da produção e do escoamento de óleo e gás em Urucu, Amazonas, Brasil, com informe sobre algumas contingências políticas.
Alguns
dos raros registros e avaliações da
atuação da empresa petrolífera mais
importante do Brasil, nos países vizinhos foram
compilados pelos pesquisadores Jean P ierre Leroy e Julianna
Malerba , da entidade FASE- Federação dos
órgãos assistenciais e educacionais, do Rio de
Janeiro, em coalizão com estudiosos e entidades das
regiões afetadas e ameaçadas pela industria
petrolífera na Argentina, na Bolívia, no Peru, no
Equador (foto acima) e na Colômbia. O último artigo
do livro, editado em 2005, é do escritor uruguaio Eduardo
Galeano.
MALERBA,
J. e LEROY J-P. “Petrobrás:
integración
o explotación?”
Rio de Janeiro: FASE- Programa Brasil Sustentável e
Democrático, 2005
FASE -
Federação dos Órgãos
Assistencias e Educacionais - Solidariedade e
Educação fundada
em 1961, com escritórios no Pará,
Pernambuco, Bahia, Espirito Santo e Mato Grosso, e sede
no RJ
Para acompanhar os conflitos em
regiões petrolíferas de outros
países :
OilWatch,
uma federação de entidades/ movimentos
com atuação global, atualmente tem
sede na Nigéria.
Observatório
Petrolero Sur, criado na Argentina, e
acompanhando casos em países da América
do Sul
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No início do ano de 2007, começou
se formar no Acre uma “onda” oficial de
especulações, expectativas e até ansiedades
sobre um possível futuro
petrolífero para o Estado. Fui convocado às
pressas para ajudar entidades e grupos locais que poderiam ser
prejudicados pelas atividades de prospecção, ainda
mais que uma boa parte das terras florestadas do Estado é
formada por unidades de conservação federal, por
reservas extrativistas e por Terras Indígenas. Iniciei a
minha ajuda por meio da elaboração de uma serie de
três artigos, os quais foram publicados graças ao
convite dos antropólogos Txai Terri Aquino e Marcelo Piedrafita, que editam há alguns anos a
coluna dominical chamada “Papo de índio”, em um jornal de
Rio Branco, o “Pagina 20” (www.pagina20.com.br).
Papo
de Indio - O Petroleo e o gas debaixo da terra Pan
Amazonica I II e III
Na
reunião anual da ANPOCS - Associação
Nacional de Pós Graduação em Ciências
Sociais, de 2008,
apresentei uma atualização desse trabalho anterior
(em co-autoria com o antropólogo Marcelo Piedrafita
Iglesias e publicado na coluna Papo de Indio). Incorporei o que
aprendi com os indígenas peruanos e equatorianos que
estiveram presentes no seminário que o Tashka Iawanawa
realizou em Rio Branco em 2007. Resultou o artigo:
[Link para
o texto na cartografia dos blocos de
exploração em licitação na
Amazonia Peruana em 2006]
Em 2012, fui
procurado por um repórter de um jornal de Rio Branco para
opinar sobre o inicio da prospecção sísmica
no vale do juruá, que já estaria afetando
moradores de alguns municípios acrianos. Minha
entrevista, mesmo curta e genérica, sem mencionar nomes
nem fatos precisos, não foi mesmo publicada, mostrando
como a imprensa local está dominada pelos interesses da
família Vianna e seu clã, que comandam a politica
local há uma década e meia. O jornalista Altino Machado, com o seu Blog do Altino, o mais
comentado do Estado, ajudou a romper o cerco e reproduziu a
entrevista, em 16 de junho.
1.2.2. Uma pequena amostra das dimensões da
mineracao
de ferro na Serra do Carajas Para pode ser vista nesta seleção das fotos
de visita feita por técnicos de empresa onde trabalhava o
meu orientando engenheiro eletricista Rubens Araújo, que
cedeu as fotos.
1.2.3. Junto com vinte
estudantes que participavam da Semana de Engenharia
Mecânica na Unicamp, em outubro de 2006, visitamos por
poucas horas uma parte das instalações
industriais de fundição e de
laminação de alumínio da CBA na cidade de
Alumínio, (ex-Mairinque), SP. Juntando com
algumas outras imagens obtidas no Pará por mim e pelo
engenheiro Rubens Araújo sobre a fábrica da
Albrás, com fotos que fiz em Ouro Preto, MG sobre a
velha fábrica da Alcan, e com algumas imagens
extraídas de uma publicação estrangeira,
montei uma nova série de imagens
e
dados básicos sobre a fabricação de
aluminio
Num dos
galpões de fornos eletrolíticos de
alumínio da CBA, em 2006, a máquina de
quebrar a crosta do material incandescente, para liberar
os gases acumulados (com fluoretos, CO e outros) e
melhorar a performance da fundição

1.2.4. SEVÁ ,
O. "Mina
Grande Conflitos Gerais"
Texto elaborado em 2011, especialmente para a pasta de "Textos
analíticos", na apresentação do projeto
“Mapeamento dos Conflitos
Sócio-ambientais em Minas Gerais”
desenvolvido pela equipe do Grupo de Estudos em Temáticas
Ambientais GESTA, do Instituto de Ciências Humanas e
Filosofia da a Universidade Federal de Minas Gerais.
1.2.5. Os de Minas Gerais,
costumam dizer orgulhosos que lá é a "caixa
d'água" do Brasil. Exagero deles, uai !
Porém, alguns dos maciços serranos do Estadio
são - ainda, apesar de tudo - verdadeiras caixas
d'água onde se forma a correnteza de numerosos rios das
principais bacias fluviais do país. Juntei aqui imagens
feitas entre 1991 e 2007, em alguns locais do fabuloso conjunto
formado pelas Serras da Moeda, Caraça,
Espinhaço, parte do chamado "Quadrilátero
ferrífero", incluindo as cercanias de Ouro Preto
e de Congonhas do Campo e do Vale do Aço, para que se
veja uma amostra da degradação e da "riqueza"
típicas do capitalismo mineral.
O quê restava, em 1991, do Pico do Itabirito, um dos
pontos culminantes de Minas Gerais, comido pela
mineração de ferro.
1.2.6 . Uma
boa referência sobre a situação
socio-econômica recente e os conflitos fundiários e
ambientais nos municípios onde funcionam as dez
maiores minas no Brasil é o livro organizado pelo
CETEM- (Centro de Tecnologia Mineral um órgão
federal de pesquisas, com sede no campus da UFRJ) no qual cada
capitulo foi feito por um grupo de pesquisadores que se dedicou
a cada uma dessas grandes minas. Interessante que, em
nenhum desses casos, os indicadores de desenvolvimento e de
qualidade de vida do município podem confirmar qualquer
progresso ou quiçá desenvolvimento após o
inicio do funcionamento das grandes empresas. São
analisados os casos dos municípios paraenses de
Canaã dos Carajás, onde a Vale vai extraindo e
concentrando em grande escala os valiosos metais cobre e ouro;
e de Juruti , próximo de
Santarém, onde a norte-americana Alcoa começa a
abrir uma das maiores minas mundiais de bauxita, minério
precursor do alumínio metálico;
também no município goiano de
Crixás, onde a sul-africana AngloGold extrai ouro por
meio de um processo altamente contaminante;
dos municipios de MG : Paracatu, com a
extração de ouro pela multinacional Kinross; de
Vazante e Lagamar, com a extração de zinco e prata
pelo grupo Votorantim; de Congonhas do Campo,
com a mineração de ferro pela CSN e Vale. Os
dramas e problemas já começam também, bem
antes do funcionamento da mina de ferro, como mostra a pesquisa
em Conceição do Mato Dentro, MG e do mineroduto
que vai ligar com o novo terminal maritimo de Açu, no
litoral do RJ.
FERNANDES, F.R.C., ENRIQUEZ,
M.A.R.da S., ALAMINO, R.de C.J. (editores) “Recursos
Minerais & Sustentabilidade Territorial: grandes
minas” vol.1, Rio de Janeiro: CETEM/MCTI,
2011.
1.2.7. Corredor
de exportação de ferro "Minas-Rio". A mina
projetada no coração da Chapada Diamantina
afetaria diretamente a utilização de água
na Serra do Sapo e os municípios Dom Joaquim e Alvorada
de Minas, MG; a previsão é de captar inicialmente
captar 600 litros de água por segundo, no Rio do
Peixe, fazendo 32 km de adutora com túneis. Com a
construção de mais um mineroduto na região
- além do que já existe ligando a região de
Mariana com o porto de Ubu, ES – haveria uma nova
transposição de água da bacia do rio Doce,
que será despachada junto com”polpa” de minério, e
descartada na ponta final do duto. Quase quarenta
municípios se localizam ao longo do trajeto de 525 km,
dali até a região da foz do rio Paraíba do
Sul, no Município de São João da Barra,
distrito de Açu no litoral norte fluminense. No rastro
dos destroços, chamados “impactos indiretos”, seriam
afetados Parques Municipais e Estaduais; seria transformada para
sempre, e para pior, a vida na pacata e turística
Conceição do Mato Dentro. Se o projeto se
concretizar, um fluxo estimado em 27 milhões de toneladas
por ano de minério de ferro com água e
aglomerantes seria transportado para o terminal de Açu,
destinado á exportação na forma de pellets
ali produzidos após a secagem da lama de minério -
ou - à transformação em aço
ali mesmo, caso vinguem os projetos de usinas
siderúrgicas da indiana Tatá e da chinesa Wuhan. A
abertura da mina e a implantação da
infra-estrutura para o despacho de lama de minério
provocou na região de Conceição uma
reação intensa contra a empresa Anglo American,
(oficialmente, a etapa de lavra e transporte do projeto se chama
Anglo Ferrous Minas-Rio, e foi adquirido do grupo MMX que
originalmente seria o dono). Na ocasião da
concessão da licença ambiental, as
audiências públicas foram tumultuadas pela postura
agressiva da empresa e pelas manobras de bastidores
típicas da política mineira, onde os interesses
empresariais se fizeram representar em todos os níveis do
legislativo, executivo e judiciário, restando apenas a
“janela” do Ministério Público que canalizou parte
da insatisfação dos grupos atingidos e de
entidades de defesa regional.
" Mineradora recebe recomendações para que
respeite direitos humanos no interior de MG. Objetivo
é evitar mais violações a direitos das
populações atingidas pela
exploração de uma mina e
construção do Mineroduto Minas-Rio" .
Acompanhe pelo site do próprio Ministerio
Publico Federal em MG, o teor dessas
recomendações feitas em junho de 2012.





# Na foto da chaminé,
você obtem o link para uma série de fotos: as
fábricas Papirus e Ripasa e o seu entorno, nas margens do
rio Piracicaba, município de Limeira divisa com Americana, SP;
no entorno da Riocell, em Guaíba, RS; e em dois pontos de
rodovias paulistas; mais a carreta de toras de eucalipto na BR
101, sul da Bahia, e fotos ilustrativas do conflito no
litoral do Espírito Santo, entre Vitória e a foz do rio Doce,
de onde a indústria Aracruz expulsou índios Tupiniquim de suas
terras.
#
Um panorama da situação no Sul do país pode
ser obtido no "Cadernos IHU em Formação" - A monocultura do eucalipto.
Deserto disfarçado de verde? Ano IV no.27,
2008 também disponivel no site do Instituto
Humanitas Unisinos, da Universidade do vale dos Sinos, em
São Leopoldo, RS.
# Um panorama dos
problemas da ampliação dos eucaliptais e das
fabricas de celulose em países vizinhos do Brasil
consta do estudo feito por um grupo de pesquisas da
Universidade Nacional de Buenos Aires: SEOANI,
TADDEI, ALGRANATI “Recolonización,
bienes comunes de la naturaleza y alternativas desde los
pueblos” Dialogo de los Pueblos / GEAL- Grupo de
Estúdios sobre America Latina y Caribe (UBA), Buenos
Aires, 2010.
Mais
informações sobre a atual ofensiva dos imensos
eucaplitais e da indústria de celulose em países
vizinhos e no Sul da Bahia estão em:
RECOMA
- Red latinoamericana contra los monocultivos de arboles
Centro
de Estudos e Pesquisas para o desenvolvimento do extremo Sul
da Bahia
A
engenheira Auxiliadora Moura Santi , à época
analista ambiental na agência estadual FEAM, de MG, fez a
sua pós-graduação na área de
Planejamento Energetico da FEM, enfatizando na pesquisa um dos
problemas mais graves e controversos da industria cimenteira: a
prática, então no início, hoje generalizada
- da utilização dos grandes fornos rotativos de
clinquer como se fossem incineradores de resíduos
sólidos, pastosos e líquidos de origem industrial,
uma parte dos quais classificada como resíduo
perigoso. A dissertação
de mestrado foi concluída, sob minha
orientação e a co-orientação da
profa. Silvia Nebra, em 1997: "O emprego de resíduos
como combustiveis complementares na produção
de cimento na perspectiva da Energia, da Sociedade e do Meio
Ambiente. Estudo de caso: Minas Gerais no período
1980 - 1997"
Na
comunicação feita no VIII Congresso Brasileiro
de Energia, dezembro de 1999, RJ, veja um resumo dessa etapa
da pesquisa:
SANTI, A.M.M. e SEVA Fo.,A.O.
"Resíduos renováveis e perigosos como combustíveis
industriais. Estudo sobre a difiícil sustentação
ambiental da fabricação de cimento no Brasil, anos 1990"

No prosseguimento da pesquisa, Auxiliadora Santi, professora da UFOP- Universidade Federal de Ouro Preto, apresentou em fevereiro de 2003 sua tese de doutorado na
mesma área de Planejamento Energético da
Unicamp: "Co-incineração
e co-processamento de residuos industriais perigosos
em fornos de clinquer : investigação no
maior polo produtor de cimento do pais, região
metropolitana de Belo Horizonte, MG, sobre os riscos
ambientais, e propostas para segurança quimica"
SANTI, SEVA " Combustíveis
e riscos ambientais na fabricação de cimento;
casos na Região do Calcário, ao Norte de Belo
Horizonte e possíveis generalizações"
- é um artigo que resume
aquela tese, especialmente na questão dos riscos
ambientais da queima de resíduos, e foi apresentado
no Encontro de 2004 da ANPPAS- Associação
Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em
Ambiente e Sociedade". Na foto ao lado, os pneus usados
aguardam para ser introduzidos como combustível
complementar no grande forno rotativo de clinquer de uma das
cimenteiras da região Norte de BH. A propaganda
empresarial e as agências ambientais envolvidas
consideram como "destinação adequada e
ecologicamente correta".


Veja a série
completa de imagens de duas regiões calcárias em
MG
Os afloramentos rochosos e dolinas dessas duas
regiões estão sendo minerados há
várias décadas para a
fabricação de cal e cimento:
1) uma ao norte de Belo
Horizonte, onde se situam famosas cavernas
calcárias, dentre elas a Lapa Vermelha (foto ao
lado), ainda preservada; veja o mapa
temático da Região Metropolitana
da capital mineira (parte da bacia do rio das Velhas, mais a
região de Lagoa Santa, Pedro Leopoldo, Matozinhos
até perto de Sete Lagoas) com
imagens produzidas durante a tese de doutorado da professora
Auxiliadora Santi (da UFOP)- e -
2) a outra no Centro Oeste de MG
(municípios de Pains e Arcos, bacia do alto rio
São Francisco.
1a. foto na zona rural de Arcos, MG, sob o ar carregado da poeira e da fumaça das indústrias, a granja coexiste com a caieira que vai desmontando as dolinas calcárias ao fundo, 2006; 2a. foto: uma das grutas mais famosas da Região Calcária ao Norte de BH, a Lapa Vermelha, ainda preservada, em meio a dezenas de outras formações destruídas e ameaçadas.
No Estado do Amazonas

#
Todas as cidades do Amazonas dependem de
geração termelétrica; nas menores,
são em geral motores a diesel ou, em poucos
casos, como em Itacoatiara, pequenas turbinas a
vapor cujas caldeiras queimam resíduos de
madeira; Manaus tem uma parte equivalente a 20% da
demanda total que é atendida pela usina
hidrelétrica de Balbina; o restante vem de quatro
"polos" de usinas térmicas em diferentes bairros
da cidade. Veja no
link, uma série de fotos feitas em 1999, durante visita
técnica à Manaus Energia, ( fotos ao
lado, o prédio principal, com duas das quatro
chaminés das caldeioras a óleo grosso em
funcionamento; e a sala de máquinas com quatro
turbinas a vapor, ciclo Rankine, com potencia de 136
MW). Fica no bairro Mauazinho, perto do ferry-boat
para Careiro da Várzea; na série, algumas
fotos das usinas vizinhas com turbinas a óleo diesel
e com grandes motores, então pertencentes à El
Paso e à Wartsila; e outras fotos, feitas em 2003, do parque
térmico do bairro Aparecida, da Manaus Energia,
próximo ao centro histórico.
No
Estado de São Paulo:
#
Coincidindo com a finalização da
construção do gasoduto Bolívia-Brasil, pro
volta de 1998/9, e com o
período de privatização das empresas
estatais de eletricidade, e da "crise de oferta" de energia
elétrica, vários municípios de São
Paulo se tornaram alvos de um surto intempestivo de tentativas
de implantação de usinas termelétricas de
grande porte, movidas a gás natural. Veja no link algumas
fotos das Audiências Públicas
convocadas pela Secretaria de
Meio Ambiente do Estado de São Paulo, durante
o processo de licenciamento ambiental de projetos de usinas,
mais os croquis, fotos aéreas e de satélite
dos locais previstos em Jundiaí,
ao lado da subestação da Cesp ( projeto BJE-
Bom Jardim Energética, 840 MW, sócios Entergy
e CESP, 1998-99, em Paulínia,
ao lado da refinaria de petróleo Replan ( projeto
TPP- Termelétrica do Planalto Paulista, 650 MW,
Florida Power , Petrobrás e Ultra 1999-2000) em Santa Branca, vale do
Paraíba do Sul, na beira da represa da usina
hidrelétrica Santa Branca ( projeto Eletroger, 1000
MW, Eletropaulo-AES, Light RJ-EDF 2001-2002) e
em Americana,
na beira do rio Piracicaba, divisa com S. Barbara d'Oeste (
projeto Carioba II, 1.200 MW, sócios Intergen e
Shell, em 2001-03)

1. Na audiência da TPP na Camara
Municipal de Paulínia, as faixas dos vereadores
devidamente "a favor" do projeto, e os sindicatos cutistas
de eletricitários, trabalhadores do saneamento
básico e petroleiros, então
contrários...2. Na audiência da Eletroger no
Ginasio Municipal de Santa Branca, o pessoal contrario de
costas para os palestrantes oficiais, no 1o. plano os
lideres ambientalistas Mauro
Wiken e Ricardo
Ferraz ( in memoriam); 3. na parede do
plenário vazio do Teatro Municipal de Americana, as
faixas pró e contra, antes de uma Audiência que
não se realizou, suspensa por falta de
segurança, devido aos tumultos na rua em frente; 4.
Em Jundiaí, o antigo Theatro Politheama lotado para a
audiência da BJE.
#
Dentre esses projetos (e outros que não pude
acompanhar tão de perto), o mais conflitivo foi o projeto
chamado Carioba-II, em Americana. Em 2001, atendendo a uma
solicitação da Prefeitura Municipal, elaborei,
junto com o colega professor André
Luis Ferreira, um extenso parecer
técnico, demonstrando o excessivo consumo de
água e o aumento brutal de poluição
atmosférica por parte da usina projetada,
recomendando que o então Prefeito Waldemar Tebaldi
não concedesse a Certidão de Uso de Solo em
conformidade com o Zoneamento Municipal para aquele projeto
- o quê bloquearia o processo de licenciamento
perante o Consema do Estado de SP. A Prefeitura preferiu ceder
às pressões das empresas proponentes e seus
"lobbistas", emitiu a Certidão; apesar dos tumultos
e violências ocorridas nas audiências realizadas em
quatro cidades da região, o Secretário Estadual de
Meio Ambiente, José
Goldemberg concedeu a Licença ambiental.
Porém, a empresa brasileira integrante do
Consórcio (CPFL) se retirou e alguns meses depois, os
socios norteamericanos desistiram, sem nunca explicar
porquê...

# Veja a série
de fotos da Usina Termelétrica Piratininga
da empresa EMAE, no bairro Interlagos, zona Sul de
SP,durante a visita realizada em 20 de outubro
de 2005 junto com uma turma de estudantes da FEM, dentro da
programação da Semana de Engenharia
Mecânica da Unicamp. A antiga usina da Light,
inaugurada nos anos 1950 no bairro Interlagos, zona Sul de
SP (depois passou para a estatal Eletropaulo, depois para a
ainda estatal EMAE) foi sendo ampliada e atingiu a
potência de 450 MW ; as quatro caldeiras inicialmente
queimavam óleo grosso e estavam sendo convertidas
para queimar gás natural; o vapor que acionava as
quatro turbinas era condensado em circuito aberto usando a
"água" do canal Pinheiros, logo abaixo da barragem de
Pedreira, que integra o sistema Billings. (foto ao lado) .
No mesmo site, a Petrobrás construiu no inicio da
década de 2000 a sua usina termelétrica com
quatro turbinas a gás, podendo operar em ciclo
combinado com turbinas a vapor, com potencia na faixa de 400
MW, chamada de "Nova Piratininga",
que foi uma das duas únicas usinas a gás que foram
construídas - dentre as dúzias de projetos
anunciados no Estado de São Paulo naquele período
de 1998 a 2003. A outra foi feita também pela
Petrobrás, dentro da Refinaria RPBC, em Cubatão.
# Roteiro para
avaliação crítica do projeto Cofepar
projeto de usina a resíduos de
petróleo, prevista para a cidade de Araucária,
Região Metropolitana de Curitiba, em co-autoria com Aline
Rick, e elaborado a pedido de entidades da região (
Associação de Defesa do Meio Ambiente
Araucária-AMAR, e SindipetroPR-SC), em Abril de 2001 (832
KB)
#
Artigo
sobre licenciamento de usinas termelétricas em MG, SP e
PR,
em co-autoria com a orientanda Auxiliadora Santi e
outros técnicos da FEAM, apres. no IX Congresso
Brasileiro de Energia, maio 2002 (89 KB)

A bio-massa é linda, mas... comecemos pela paisagem,
pelo uso da terra e da água, pela
poluição e pelo balanço de massas do
processo produtivo, pelos veículos, pelas
instalações industriais, e pelas pessoas!
Na foto do tanque de vinhoto da antiga usina Santa
Bárbara, com o prédio da Prefeitura de
Santa Bárbara d' Oeste, SP ao fundo, você
baixa um power point (formato pdf com 6,4 MB) com fotos de
pesquisa e visitas em canaviais e usinas e destilarias
Em SP: Santa Bárbara d Oeste, 1994
Cosmópolis, Paulínia, Campinas, 1993-94
Mogi-Mirim, 1992, 2007, e fotos aéreas 2007
Pedra de Fogo,PE e També, PB 1983-85
Campos dos Goitacases, RJ, 1979
Cláudio, MG , 2006-7
mais algumas fotos de painéis de
autoria do fotógrafo João Roberto Ripper, obtidas em uma
exposição volante organizada pelo prof. José Roberto Novaes,
do NAEA/UFRJ, sobre Trabalho infantil, em uma escola de
São Gonçalo, RJ , 1999.
Consulte
o artigo por ele elaborado uns anos depois sobre a
super-exploração a que são submetidos os
trabalhadores dos canaviais nas regiões mais "modernas"
desse agronegócio; publicado na revista Estudos
Avançados, do IEA/USP:
NOVAES,
José Roberto Pereira. Campeões
de produtividade: dores e febres nos canaviais paulistas.
Estud. av. [online]. 2007, vol.21, n.59, pp. 167-177. ISSN
0103-4014.
------------------------------------------------------------------------------------------------------
No nome
dos autores, você tem o link de um relatório de
pesquisas de campo feitas em regiões canavieiras e de
oleaginosas em MG e MS:
ASSIS,
W.F.T. ZUCARELLI, M.C. "Despoluindo incertezas.
Impactos territoriais da expansão dos
agro-combustíveis e perspectivas para uma
produção sustentável”,
Belo
Horizonte,: Editora O Lutador, 2007
2. TEXTOS
TEÓRICOS, ANALÍTICOS,TESES, GUIAS, ENSAIOS,
PREFÁCIOS E CAPITULOS DE LIVROS,
E VERSÕES PRELIMINARES DE
PUBLICAÇÕES FUTURAS
Poluição e riscos
ambientais
# SEVA Fo. A. O. "Para
combater a poluição, pense globalmente dentro
e fora da fábrica, equacione rigorosamente a
matéria e a energia"
Apresentação de fiz para o livro de LORA, Electo Silva
"Prevenção e Controle da Poluição
nos setores Energético, Industrial e de Transporte",
2a. ed/ Interciência, RJ:2000 pp. IX a XXIII.
#
Céu noturno avermelhado Ensaio
sobre as cidades industriais brasileiras com a atmosfera
mais poluída.
# Artigo publicado na revista Estudos Avançados,
do IEA/USP, em 1991, relatando parte dos meus estudos de
pós-doutorado, sobre alterações
ambientais decorrentes da queima de combustíveis
fósseis, especialmente sobre a
acidificação da atmosfera e das
regiões mais industrializadas: Como
estão as "manchas ácidas" no Brasil
# A poluição do ar, suas
fontes, os parâmetros utilizados para medí-la, as
políticas de controle dos poluidores fixos
(indústrias) e móveis (frotas), a
situação preocupante do ar que se respira nas
metrópoles brasileiras, as consequências disto
para a saúde humana, o direito e a necessidade de
informação correta e em tempo hábil para
os cidadãos - são temas raramente abordados de
modo sistemático pelas próprias agências
ambientais, pelas entidades de pesquisa, e até mesmo
pelas ongs ambientalistas. A
organização de interesse público (oscip)
Instituto de Energia e Meio
Ambiente de São Paulo é uma
das poucas que priorizam esse campo, além de destacar a
importância da mobilidade urbana e suas diversas
alternativas; uma das publicações mais
interessantes e úteis é o guia "O direito à
informação ambiental e a qualidade do ar",
de 2009, de autoria do prof. Paulo Affonso Leme Machado, o decano dos
juristas ambientais brasileiros.
TG
Guilherme Zaparoli, 2007 Sobre a poluição
ambiental de industria cerâmica em Jundiaí,
SP
#
SEVA, O. "
Brésil: face à la debacle,
négocier, se revolter, ou occuper les
lieux?"
pp.
82-84 revue "Travail"
AEROT - Association d 'Enquête et Recherche sur
l'Organization du Travail, no 2/3 , juin 1983.
#
Inédito na internet: Mapeamento ambiental
pioneiro, no Recôncavo
Baiano e nas Regiões Metropolitanas de São Paulo
(ABC), de Belo
Horizonte e no Vale
do Aço (MG), feito em 1992 por sindicatos,
ONGs, técnicos de governo e pesquisadores.
Em 1990 foi criado pela CUT- Central Única dos
Trabalhadores o INST-Instituto Nacional de Saúde
no Trabalho, para subsidiar e apoiar as atividades dos
sindicatos de trabalhadores na luta pela melhoria das
condições de trabalho, e pela
redução dos acidentes de trabalho e das
doenças ocupacionais, que são verdadeiras
epidemias descontroladas nas empresas brasileiras. Uma
das atividades na etapa de implantação,
feita com a cooperação técnica e
financeira da central sindical italiana CGIL, foi o
"mapeamento dos riscos ambientais" em algumas das
principais regiões industriais brasileiras.
Participei intensamente dessa atividade entre 1991 e
1992; foram apresentados no Global Forum 1992, no RJ, um
livro com três cartografias temáticas e uma
exposição fotografica com fotos de minha
autoria. No titulo da publicação,
voce obtem o arquivo digital do livro. ATENÇÃO:
cerca de 13 Mb, demora para
baixar!
BARBOSA, Rosana M. e SEVÁ
FILHO, A. Oswaldo (coordenação
editorial)
“Risco Ambiental- Roteiros para avaliação
das condições de vida e de trabalho em
três regiões: ABC/ São Paulo,
Belo Horizonte e Vale do Aço/ MG , Recôncavo
Baiano” , INST- Instituto Nacional de Saúde no
Trabalho/ CUT,São Paulo, 1992.
# Relatório
de pós-doutorado no Programa de Engenharia de
Produção, da COPPE/UFRJ, concluído
no 1o. semestre de 1997, sobre Combustíveis,
Trabalho Social e Riscos Técnicos enfocando a industria
petrolífera brasileira, e em especial, as atividades
off-shore, no litoral norte fluminense.
# Ver também o
"release" de divulgação do livro
Acidentes Industriais
Ampliados, organizado por Carlos M. Freitas, Marcelo
Firpo S. Porto e Jorge H.Machado, Editora
Fiocruz,RJ, 2000. Acesse aqui a
íntegra do meu texto, com mapas e pranchas,
intitulado "Segura,
peão! Alertas sobre
os riscos técnicos coletivos crescentes na
indústria brasileira de petróleo, anos
1990" e que foi
parcialmente publicado como um capitulo daquele livro
(após "copy-desk" sem minha aprovação
posterior e suprimindo 16 notas explicativas e de
referências ao final do texto).
# SEVA Fo. A. O. Meio ambiente,
energia e condições de trabalho no Brasil. Estudo
retrospectivo 1991 - 2001 sobre algumas iniciativas
sindicais
apresentado numa mesa-redonda do IV
Biennial International Workshop Advances in Energy
Studies, realizado
em Campinas, junho de 2004. A lista de participantes e
algumas apresentações desse workshop podem
ser encontrados no site organizado pelo prof Enrique
Ortega, da Faculdade
de Engenharia de Alimentos.
#
PORTO, Marcelo Firpo e BARTHOLO, Roberto (organizadores)
"Sentidos do
Trabalho Humano. Miguel de Simoni, presença
inspiração" E-papers,
RJ, 2005
Abaixo
os links para alguns capítulos selecionados do livro
publicado em homenagem ao amigo Miguel de Simoni, professor
do curso de Engenharia Industrial e do Programa de
Pós em Engenharia de Produção da
UFRJ.
FIRPO, Marcelo e BARTHOLO, Roberto
"Apresentação"
pp.7-16 mais Sumário
SIMONI, Miguel de
"São
Francisco de Assis e o trabalho humano" pp.25-53
SIMONI, Miguel de
"Mestre
do fogo , mestre dos homens"
pp. 87-90
KAMEL, José Augusto
N. e SIMONI, Miguel de
"Aluno
não é cliente, educar não é
negócio" pp.117-125
ADISSI, Paulo
"Aspectos
do trabalho agrícola através do relato de um
pesquisador" pp. 179-195
FIGUEIREDO, Marcelo e PAIXAO, Marcelo
"Pavão
Mysterioso. Considerações sobre as
condições de trabalho no Brasil do sexto
século"
pp.217-233
em construção: TG Reinilson Prado "Engenharia de Segurança do Trabalho" de 2006
# Durante o XXX ENEGEP - Encontro Nacional de
Engenharia de Produção, realizado
em São Carlos, em outubro de 2010, participei a
convite, da mesa-redonda “Condições de trabalho” ,
coordenada pelo prof. Francisco
J. Costa Alves, do DEP/UFSCar, e a
participação de representantes da
Federação Estadual de trabalhadores rurais e
dos usineiros (que estavam então finalizando o
famoso "compromisso" de modernização das
relações de trabalho - mais um engodo
destinado a salvar a imagem dos produtores de
açúcar e etanol perante o mercado mundial) -
e de técnicos da entidade certificadora Imaflora e
da agencia Fundacentro, de Medicina e Segurança do
trabalho, do Ministério do Trabalho. Exibi uma
coleção de 150 pranchas intitulada:
Produção e
Utilização de Combustíveis no
Brasil - Imagens representativas das
instalações e condições de
trabalho
nos setores: carvão mineral e carvão
vegetal, siderurgia e metalurgia,
mineração de ferro e de cassiterita,
petróleo e álcool de cana.
A série foi montada com fotos das minhas pesquisas
e viagens, feitas entre 1979 e 2010, e algumas de outros
pesquisadores a quem agradeço: Renata
Nóbrega, Rubens Milagre Araujo
(in memoriam) e também com algumas fotos que fiz
dos painéis do fotografo J.R.Ripper, na
exposição organizada pelo prof. Jose Roberto Novaes,
da UFRJ, em 1999. As fotos durante
a perícia feita na Refinaria Replan em 1995/6
foram possíveis porque numa Ação
Civil Publica no ambito da Justiça do Trabalho,
já mencionada. Em outros locais de trabalho da
mesma empresa, as fotos foram toradas durante visitas e
inspeções acompanhando os sindicatos de
trabalhadores e o Ministério Publico Estadual.
Os
projetos de infra-estrutura industrial e
energética de grande escala resultam de
decisões e de interesses nos âmbitos
internacional, nacional e local, e de algum modo,
estão fortemente condicionados,
geograficamente, pela apropriação
específica de recursos minerais, fluviais e
locacionais – posição no terreno e
territórios a controlar. Nesses
territórios, que passam a ser vistos como
“regiões” géoeconômicas assim
definidas e de uso a ser unidirecionado pelo grande capital, é
inegável a presença anterior de povos nativos,
de comunidades étnicas, inclusive de
afro-descendentes.
Em 2007,
com essa delimitação, criei uma disciplina
inédita, com sigla tripla, que atendesse estudantes
interessados vindos de tres cursos distintos: HS 123 – Tópicos em
Antropologia, para o doutorado em Antropologia
Social, HS 928 - Tópicos em
Processos Sociais, Identidades e
Representações no Mundo Rural
para o Doutorado em Ciências Sociais, ambos no IFCH e
PE- 180 Tópicos
Especiais em Planejamento Energético da FEM com o sub-título de
“Territórios
e grupos humanos ameaçados e atingidos por
grandes projetos”
Em 2008, o
subtítulo das disciplinas foi:
HS120_928:
" Conflitos sociais da ampliação
capitalista recente (mineração,
petróleo e gás, eletricidade,
combustíveis, celulose)"
----------------------------------------------
Em 2009,
foi um curso de "Leituras dirigidas" solicitado
por estudantes que tinham projetos nesse campo de
pesquisa:
HS 930 A – "Conflitos
da Expropriação
de Populações Rurais,
Indígenas e de Pequenas Cidades pelo Capital
Hidrelétrico"
----------------------------------------------
Em 2010
:
HS928 e HS
119 - " Acumulação
primitiva e as populações rurais e nativas .
Conflitos atuais em regiões brasileiras e
latino-americanas"
------------------------------------------------
Em
2011 :
HS928 e HS
119 - " Conflitos
atuais da acumulação primitiva
. Projetos de investimento em
infra - estrutura, populações
nativas e rurais e os movimentos sociais no Brasil e
nas Américas do Sul e Central”
------------------------------------------------
Em 2012 -
HS 124 e HS 928
Territórios-Resistência
do Povo [grupos nativos, comunidades
étnicas, famílias de agricultores,
ribeirinhos, pescadores, marisqueiros, coletores
florestais] e Regiões-Alvo do
Capital
[mineração e metalurgia, petróleo
e gás, agro-negócio, “fazendas” de
piscicultura e de criação de
crustáceos, plantações
industriais para combustíveis vegetais e para
celulose, usinas hidrelétricas,
termelétricas e eólicas, eixos de
transportes, projetos turísticos e Unidades de
Conservação Ambiental ]
#
Com o mesmo escopo dessa disciplina de
pós, elaborei um artigo intitulado
"Territorios-resistência
do Povo e regiões-alvo do Capital-
notas sobre a espoliação e a
luta política" ,
elaborei um artigo para
apresentação num Forum Especial da
28a. reunião anual da ABA-Associação
Brasileira de Antropologia (S.P,
julho de 2012) , mencionando os principais
autores teóricos debatidos nessa
disciplina e mencionando vários casos de
expropriação, de
poluição ambiental e de
violência contra as
populações e os movimentos de
resistência, desencadeados durante os
investimentos em mineração,
petróleo, eletricidade e
agronegócio, no Brasil e nos
países vizinhos
---------------------------------------------------------------
acrescentar pdfs dos arquivos
disponiveis de
bibliografia
ATUALIZAR COM AS
PALESTRAS NOS CURSOS DA POS
curso de
especialização no PNCSA Manaus
2008 mini cursos
na UFPa e UFOPa 2010
4. Cursos na área de Energia
2006
No link do titulo do
curso, você obtem os roteiros adotados na
disciplina de Tópicos Especiais em Planejamento
Energético, oferecida no 1o. semestre de 2006
PE180 - Licenciamento e passivo ambiental de usinas
termelétricas e hidrelétricas
2007
Os projetos de infra-estrutura industrial e
energética de grande escala resultam de
decisões e de interesses nos âmbitos
internacional, nacional e local, e de algum modo,
estão fortemente condicionados, geograficamente, pela
apropriação específica de recursos
minerais, fluviais e locacionais – posição no
terreno e territórios a controlar. Nesses
territórios, que passam a ser vistos como
“regiões” géoeconômicas assim definidas
e de uso a ser unidirecionado pelo
grande capital, é inegável a presença
anterior de povos nativos, de comunidades étnicas,
inclusive de afro-descendentes.
Em 2007,
com essa delimitação, criei uma disciplina
inédita, com sigla tripla, que atendesse estudantes
interessados vindos de tres cursos distintos:
HS 123 – Tópicos
em Antropologia, para o doutorado em Antropologia
Social,
HS
928 - Tópicos em Processos Sociais, Identidades e
Representações no Mundo Rural
para o Doutorado em Ciências Sociais, ambos no IFCH
e PE- 180 Tópicos
Especiais em Planejamento Energético da
FEM com o
sub-título de “Territórios
e grupos humanos ameaçados e atingidos por grandes
projetos”
4.2 Cursos na
graduação de Engenharia Mecânica
[programas +
palestras de convidados]
De 1991 a 2011, como professor do Departamento de Energia da
FEM/Unicamp, me atribuíram disciplinas para os cursos
de graduação, chamadas "de serviço"
(que eram obrigatórias, para turmas de estudantes de
Engenharia Elétrica) e "eletivas", da modalidade
"Energia e Meio Ambiente" para turmas de estudantes de
Engenharia Mecanica e de Engenharia de Controle e
Automação. Dentre essas, as mais recentes
foram
Convidei
alguns profissionais para palestrar nessas
disciplinas; eles tiveram a gentileza de nos deixar os
power points.
# Em 22 de outubro de 2004, no
único semestre em que me atribuiram na FEM a
disciplina Engenharia Ciencia e Sociedade, convidei
alguns colegas experientes em distintos campos para
palestrar; o colega e ex-orientando Paulo Jorge Moraes
Figueiredo, professor da Engenharia de
Produção da Unimep e conselheiro do
Conselho Estadual de Meio Ambiente montou um power
point como roteiro para um belo apanhado das responsabilidades
ambientais das empresas e das agências de
governo, destacando
vários casos graves de
contaminação e de crimes ambientais em
nossa região.
# No
dia 28 de março de 2006, na tivemos uma palestra
do prof Sérgio Bajay , do Departamento de Energia da
FEM/Unicamp sobre
a estrutura institucional do setor elétrico
brasileiro.
# Em 02 de
maio de 2007, o sr Luis
Carlos McCracken, gerente da Cooperativa de Triagem
Cooperlínia, que funciona em Paulinia,
dentro do Aterro Industrial Estre, palestrou sobre o funcionamento de
uma unidade de triagem de resíduos sólidos
recebidos de serviços municipais de coleta domiciliar
seletiva. Veja o arquivo
com apresentação oficial da Cooperlinia
e também as fotos feitas por estudantes da turma
de 2006 durante visita aos locais:
arquivo com fotos do aterro Estre e da cooperativa
# No dia 23 de maio de 2007, tivemos a
palestra do engenheiro
eletricista Antonio Carlos Baltazar, da Eletropaulo,
Veja o arquivo
com power point da sua apresentação
sobre Qualidade de Energia elétrica, feita no exame de qualificação de sua
dissertação de mestrado no Programa Inter
unidades de Pós Graduação em Energia, da
USP, em dezembro 2006.
# Por iniciativa de um
grupo de colegas de várias universidades
brasileiras, conseguimos realizar por tres vezes um Encontro nacional dos
pesquisadores em Ciencias Sociais e Barragens:
a 1a. vez foi na UFRJ, Rio de Janeiro em 2005, a 2a. vez foi
em Salvador,BA em Novembro de 2007 e a 3a. vez
foi em Belém, Pará, em novembro de 2010.
Confira a programação e os anais dos eventos
de 2005 e de 2007:
II Encontro
Ciencias Sociais e Barragens ;
e os resumos e trabalhos completos do evento de 2010 em Anais
do III Encontro Ciências Sociais e Barragens
# No Forum
Permanente Energia e Meio Ambiente da Unicamp ,
numa sessão realizada no dia 02 de maio de 2007 sobre Desastres Naturais,
fiz uma
apresentação sobre Sismicidade,
acidentes e alterações ambientais em
represas
# Em 2010, fui
convidado por um colega geógrafo para
contribuir para um livro sobre Riscos
Técnicos e riscos naturais, que seria
publicado por professores do Instituto de Geociencias da
Unesp de Rio Claro. Preparei um longo capítulo
bastante ilustrado com diagramas e fotos sobre os riscos
geotécnicos das barragens de hidrelétricas,
assunto pouco explorado no Brasil e praticamente
não divulgado para o grande público, e que
não seria abordado por outros autores no mesmo
livro.
Pronto o capítulo em janeiro de 2011, fui
surpreendido uns meses depois com uma "revisão"
feita no capítulo sob a supervisão da
"editora" do futuro livro; a pretexto de enquadrar meu
material nas normas técnicas, acabou
adulterando o estilo da escrita e induzia a erros de
interpretação. Corrigir a
situação constrangedora me obrigaria a um
cansativo trabalho de revisar a revisão; solicitei
então que o capítulo fosse retirado do
livro. Torno aqui disponível a versão
original, que pode ainda conter falhas, mas é
garantidamente, de minha lavra...
"Riscos
de Acidentes, de Alterações
Hidrológicas e de Sismos provocados por
represas de Hidrelétricas.
Formulação teórica,
compilação de casos no exterior e no
Brasil, e um alerta sobre os projetos no Rio Ribeira
do Iguape (PR-SP)"
"Impasses e controvérsias da hidreletricidade" do prof Célio Bermann, Programa Inter unidades de pós-graduação em Energia, USP
"Recursos
hidráulicos: questões sociais e
ambientais"
do
prof Carlos Bernardo Vainer, do Instituto de Planejamento
Urbano e Regional, UFRJ
#
A revista Ciência e Cultura, da
SBPC – Sociedade Brasileira para
o Progresso da Ciência preparou para o seu
número trimestral Julho a setembro de 2008 um “Núcleo
temático: Energia”, para reforçar o interesse pelo
60º. Encontro Anual da sociedade, que ocorreu na Unicamp no
mês de Julho – cujos eixos foram “Energia, Tecnologia e
Ambiente” . Esse “Núcleo” se compôs de cinco artigos
escritos por sete pesquisadores e uma apresentação
pelo seu coordenador, prof Sinclair Guerra. Baixe no link
do titulo, o artigo de minha autoria:
“Estranhas
catedrais. Notas sobre o capital hidrelétrico, a
natureza e a sociedade”
rificação
em áreas rurais Análise da
instalação e da desativação 
Série de fotos de canteiros
de obras de hidrelétricas de grande porte:
Itaparica, PE/BA (link na foto ao lado) Lajeado TO , Serra da Mesa GO
# Consulte a revista eletrônica ComCiência, editada em 10 de fevereiro de 2005, pelo Laboratorio de Jornalismo Cientifico da Unicamp, e aproveite para ler bons artigos e reportagens sobre alguns importantes rios brasileiros , em especial o São Francisco e o polêmico projeto de transposição de vazão para outras regiões do Nordeste.
Série de Fotos de hidrelétricas de médio porte, em operação: Samuel, RO e Canabrava, GOSérie de fotos sobre hidrelétricas
nos rios Atibaia e Corumbataí , na
bacia do Piracicaba, SP
# Trabalho de Graduação em
Engenharia de Controle e Automação do
Bruno
Wilmer Fontes Lima, de 2009, sobre as
Pequenas Centrais Hidroelétricas, com dois
estudos de caso: na antiga usina da CPFL
no rio Atibaia, (foto ao lado, perto da rodovia Dom
Pedro I e do condominio Nova Suiça); e a
nova PCH Cachoeira de Cima no rio Mogi Guaçu.

# São
bastante desconhecidos da opinião pública e
dos pesquisadores e estudantes os
dramas e prejuízos sofridos pelas populações
atingidas pelas obras de hidrelétricas, na realidade
a grande maioria são expropriadas e expulsas,
Na foto ao lado, uma assembléia de atingidos na
área da usina Campos Novos, Santa Catarina, quando da
visita de uma relatora da ONU sobre direitos humanos, em
2005. A foto foi extraída do site do MAB- Movimento nacional dos
Trabalhadores atingidos por Barragens .
No link da foto, veja uma série de imagens
ilustrando
* casos nas usinas de Tucuruí, PA (fotos de Giuseppe
Bizzarri) e de Itá, SC (foto da igreja com
as torres "salvas" da demolição,
e fotos obtidas

# Artigo apresentado no X Congresso Brasileiro de Energia, RJ, outubro de 2004, por Oswaldo Sevá em co-autoria com Josias Alves e Rubens Araújo, sobre o processo de eletrificação no estado de Goiás e sobre as relações da energia elétrica com a expansão da mineração, da agro-indústria e a urbanização.
# Artigos em co-autoria com
a economista Maria
Fernanda Bacile Pinheiro:
Expansão
Hidrelétrica no Período 2003 -2006:
Conflitos Sociais e Institucionais em Novas Represas e
nas Concessões Leiloadas
, apresentado no Encontro da ANPPAS,
Brasilia, 2006 (Associação Nacional de
Pesquisa e Pós graduação em Ambiente e
Sociedade) .
Conflitos
Sociais e Institucionais na concretização
recente de algumas Concessões de aproveitamentos
hidrelétricos assinadas entre 1997 e 2000
Artigo publicado nos anais do XI Congresso
Brasileiro de Energia realizado em 2006 no RJ.
[ As 304 barragens e
projetos de barragens assinaladas no mapa ao lado foram
recompiladas a partir dos diagramas
topológicos do Sispot- Sistema de
Potencial Hidrelétrico da Eletrobrás, de
2003, e desenhadas de forma inédita para o livro
Tenotã Mõ (ver abaixo). Clique na figura e acesse o arquivo Word com
esta lista. A situação atual é
bastante distinta, pois além de obras prontas ou em
fase de construção, foram acrescentados
dezenas de novos projetos, destacando-se alguns de grande
porte nos principais rios da bacia do Tapajós, no
MT e no PA, e ao longo do rio Araguaia, nos trechos de
divisa GO/MS e GO/MT]
-------------------------------------------------------------------------------------
# Acesse também a
íntegra da dissertação
de mestrado da Maria Fernanda Pinheiro que foi aprovada em fevereiro de 2007, e que,
além dos casos brasileiros indicados nos dois artigos
acima, inclui uma seleção de casos de
hidrelétricas em outros países e um capitulo
sobre o histórico de implantação da
usina de Yaciretá Apipe no rio Paraná, divisa
Paraguai – Argentina.
-----------------------------------------------------------------------------------
# Na mesma época,
o engenheiro eletricista Francisco
del Moral Hernandez apresentou no PIPGE / USP a sua
dissertação
de
mestrado sobre as populações humanas que
vivem às margens dos rios e que ficaram à margem
das decisões de construção das usinas.
Problemas e conflitos nas usinas do Rio Madeira e outras no Estado
de Rondônia

Nas ruas
de Porto Velho, em 2005, a estatal Furnas
utilizada como "fachada" do discurso
ufanista e sustentável, na
operação publicitária
do governo federal, foto A.Moret.
A mortandade de peixes em dezembro de
2011,logo abaixo da usina Santo Antonio,
após o início da
operação. (foto extraida do
site TudoRondonia, 19/12/2011)
Em
construção:
# 2003 texto OS "efeitos
especiais..."
# 2006
O
XIV Encontro Nacional de Geógrafos
aconteceu em Rio Branco Acre, nos dias 16 a 21 de julho de 2006,
com o tema geral: “A Geografia e a Amazônia no
contexto latino-americano: diálogos,
práticas e percursos”. Eu havia participado de
um ENG na Bahia em 1990, e depois de dezesseis anos, fui
novamente convidado.
Apesar da distância considerável para quase
todos os brasileiros, foi um Encontro com mais de mil
participantes, a grande maioria estudantes de
graduação, os demais estudantes de pós
e docentes de todos os Estados, de muitas Universidades
Públicas e de algumas particulares. Dentre as onze
mesas-redondas realizadas nos dias 17 a 19, estive numa mesa
coordenada pelo Prof Marcelo Mendonça, de
Catalão, U F de Goiás, onde palestraram
também os Profs. Manuel Masulo, de Manaus(U F
Amazonas) e Lúcia Helena Gratão, (da U
Estadual de Londrina,PR), intitulada:
Da
hidrologia aos saberes ribeirinhos: água
como insumo ou como meio de vida?
( no link, um roteiro de palestra com o mesmo titulo da
mesa).
Também mostrei um power point com as:
Imagens
iniciais de um Estudo preliminar sobre as
hidrelétricas projetadas na bacia do rio Madeira
indicando também algumas de suas
conseqüências caso fôssem implementadas no rio
Madeira - como de fato foram - os projetos conhecidos como Santo
Antonio, na cachoeira logo acima de Porto Velho, e Jirau, a meio
caminho entre a capital e a fronteira da Bolívia
(Abunã).
# 2007
artigo OS no II ECSB Madeira e Xingu
artigo
de Luis Fernando Novoa Garzón " Rio Madeira é alvo do
'vale-tudo’ dos grandes negócios"
#
Uma dissertação
feita por Renata da Silva
Nóbrega aborda pela 1a. vez na Sociologia da
Unicamp os conflitos abertos pelas empresas de eletricidade em
suas usinas. Foi o que se passou ainda nos anos 1980 quando a
estatal Eletronorte anunciou que ia fazer vários
barramentos no rio Machado, no centro
do Estado de Rondonia, região de Ji-Paraná; os
projetos foram combatidos
ferrenhamente pelas tribos indigenas que lá moravam e por
entidades que os apoiavam. Os projetos foram aparentemente
abandonados, mas, atualmente, 2012, um deles, na Cachoeira
Tabajara, municipio de Machadinho d'Oeste, retornou à
pauta do governo federal, das empreiteiras e dos lobbies
tradicionais de Rondonia. Veja no link do titulo, a
dissertação que foi orientada pelo prof. Fernando Lourenço e
co-orientada por mim:
NOBREGA, Renata da Silva "Contra as invasões bárbaras, a humanidade. A luta dos Arara (Karo) e dos Gavião (Ikólóéhj) contra os projetos hidrelétricos do Rio Machado, em Rondônia" , dissertação de mestrado em Sociologia, IFCH, Unicamp, abril de 2008.
#
2008
Em 13 de agosto de 2008, o IBAMA
emitiu a LI - Licença de Instalação
para o consorcio liderado por Odebrecht e Furnas instaar o
canteiro de obras da usina Santo Antonio. O professor
Luis Fernando Novoa
Garzón verificou os termos da licença
em relação aos condicionantes estabelecidos na
licença anterior (L.P.= Licença Prévia)
e enquadrou a decisão no contexto geral da
área energética do então governo
federal.
Ver o artigo "Licença
para hidrelétricas abre caminho para
privatização irrestrita do Madeira" publicado
no Correio da Cidadania edição
616 , de 20 de agosto de 2008
#
2009
Uma parte da
equipe do Projeto Nova Cartografia
Social da Amazônia, com base em Manaus,
havia recebido em meados de 2008 um treinamento
específico sobre os problemas sociais e ambientais da
implantação de hidrelétricas - do qual
participei como docente- e, nos meses seguintes se deslocou
para Porto Velho, com a colaboração de
pesquisadores lá residentes. Foi traçado um
diagnóstico da situação social dos que
já estavam sendo e que seriam atingidos pelas obras
das duas usinas no rio Madeira, bem como elaborada a
contextualização das lutas dos atingidos
contra os interesses poderosos das multinacionais e estatais
que implantavam os projetos. Resultou a
publicação do livro :
ALMEIDA, Alfredo Wagner B. de
"Conflitos
sociais no "COMPLEXO MADEIRA" " UEA Edições, Manaus, 2009
com capítulos escritos por Aurélio Vianna Jr,
Thereza Cristina Cardoso Menezes, Luis Fernando Novoa
Garzón, Emmanuel de Almeida Farias Junior,
Renata da Silva Nóbrega, Ana Paulina Aguiar Soares,
Glaucia Maria Quintino Barauna, Kariny Teixeira de Souza,
Luciane Silva da Costa , Mason Clay Mathews, Marco
Domingues Teixeira, Dante Ribeiro da Fonseca e Almeida
Casseb, Tenharin e Jiahuy e Alex Justus da Silveira, Ana
Carla dos Santos Bruno, Davi Avelino Leal, Rosa Acevedo
Marin e Joseline S. B. Trindade.
# 2010-2011 Em meados de 2010, os pesquisadores Renata da Silva Nobrega, doutoranda na Sociologia da Unicamp e Luis Fernando Novoa Garzón, doutorando no IPPUR/UFRJ foram convidados pelos professores Vinicius Miguel e Antonio Manuel Borrero, da UNIR a escrever um capítulo sobre as hidrelétricas em um livro mais geral sobre a Economia e a Sociedade em Rondonia, e me incluíram na empreitada. Resultou um texto a seis mãos, em que eu fiz a parte mais geral caracterizando os rios da Amazonia como "jazidas de Megawats" , a Renata compilou os problemas graves ocorridos na implantação da usina Samuel, nos anos 1990 e na tentativa de barrar o rio Machado, repudiada pelos indigenas da região de Ji Paraná, e o Novoa fez o balanço critico da situação criada pelas usinas Santo Antonio e Jirau, no rio Madeira, então em fase dramática de implantação. Por questões de espaço, o artigo não foi publicado na integra, e depois apresentamos uma outra versão, também parcialmente amputada, no Encontro anual da ANPPUR, Rio de Janeiro, 2011. No link do titulo, v. tem a versão completa do artigo, datado de dezembro de 2010:
SEVÁ Filho, Arsênio Oswaldo; GARZON, Luís Fernando Novoa & NÓBREGA, Renata da Silva "Rios de Rondônia: jazidas de megawatts e passivo social e ambiental" pp. 51-67. In BORRERO, Antônio Manuel Valdés & MIGUEL, Vinicius Valentin Raduan (orgs.). Horizontes Amazônicos: economia e desenvolvimento. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2011. ISBN: 978-85-7785-114-0
#
2012 Após o
inicio da operação da usina Santo Antonio, em
2011, uma das sequelas previstas ocorreu de modo
dramático e revoltante: começaram a desmoronar
as altas barrancas da margem direita do rio Madeira,
justamente onde fica, a poucos km, a capital Porto Velho. O
bairro imediatamente prejudicado foi o Triangulo, por
ironia, um dos pontos hidtoricos de origem da cidade no
final do seculo XIX, quando se iniciou a
implantação da famosa ferrovia Madeira -
Mamoré. O Grupo de pesquisa "Poder e politicas
públicas nas bordas da Amazônia", da UNIR [
coordenado pelo prof. Luis
F. Novoa Garzon e formado pelos jovens
pesquisadores da Geografia e da Ciências Sociais
: Paula
Stolerman, Inaê Nogueira Level, Daniela
Moreira , Estefânia Monteiro e Eliaquim T. da Cunha]
estudou o caso, fez fotos, tomou depoimentos dos moradores,
enfim, mapeou a situação e tornou
público, em março de 2012, o
"Informativo Triangulo: as
transformações no bairro Triangulo em
Porto Velho" .
# Conjunto
de longas reportagens, documentos e séries de boas
fotografias sobre as duas obras de usinas no rio Madeira foi
disponibilizado em Novembro de Dezembro de 2012
no site jornalístico "Apublica".
Ver
também outro bloco similar sobre os
projetos de obras nos rios Tapajós e Jamanxim,
no Estado do Pará
# Num
seminário organizado pela Pró - Reitoria de
Extensão da Unicamp, e o seu Programa de apoio às
Comunidades
em junho de 2006, apresentei uma visão
geográfica preliminar das usinas
hidrelétricas existentes em rios da bacia do
Ribeira . Esses
rios drenam terras e áreas de conservação
ambiental do sul de São Paulo e Leste do Paraná,
onde se localizam muitas cavernas e formações
cársticas (calcárias).
#
Nos dias 06 a 10 de julho de 2007, foram realizadas pelo
IBAMA as cinco Audiências Públicas sobre o Estudo
de Impacto Ambiental do projeto da hidrelétrica
Tijuco Alto, prevista para ser construída no rio
Ribeira, no trecho em que faz a divisa entre São Paulo
( município de Ribeira) e Paraná
(municípios de Cerro Azul e Adrianópolis)
Além dessas cidades houve Audiências
também nas cidades paulistas de Eldorado e de Registro,
que ficam na beira do rio Ribeira abaixo da barragem
projetada.
No link v. encontra um parecer
independente sobre o licenciamento e sobre os riscos do
projeto para as
populações vizinhas e para a região
entorno - que é parte de uma ampla
área geográfica conhecida por suas cavernas,
grutas e outras formações cársticas, e
também por suas áreas de proteção
natural, como os Parques Estaduais do Alto Ribeira PETAR
e o de Jacupiranga, PEJ. Elaborei esse
relatório/parecer, sob encomenda do ISA - Instituto
SócioAmbiental, com a
colaboração das pesquisadoras Aline Tiana Rick e Carla Minello. A pesquisa
foi feita a partir de junho de 2006, com duas estadias em
campo, em cidades da região; o parecer foi entregue ao
ISA em março de 2007; e numa dessas Audiências
realizadas em Julho, um exemplar foi protocolado perante o
IBAMA em nome das entidades da região, para ser anexado
ao processo de licenciamento. Até
o momento, o projeto não obteve o licenciamento
ambiental.
Legenda das fotos: Em meados de 2006, aumentou muito a pressão da CBA para a implantação do seu projeto de hidrelétrica na área de Catas Altas, perto das cidades de Ribeira e Adrianópolis, e que atingiria bastante o municipio de Cerro Azul. A empresa mandou confeccionar e colocar nas estradas beira-rio várias faixas típicas de campanhas, com os mesmos argumentos de sempre: geração de empregos, controle de cheias, etc. Enquanto isso, os agricultores continuavam suas atividades de plantio e venda de generos, mesmo nas glebas, muitas, que já haviam sido adquiridas pela empresa.
#
A engenheira eletricista Luciana
Maria Kalinowski , de Curitiba, professora do
antigo Cefet, atual UFT-Pr, trabalhando sob minha
orientação, realizou na mesma região do
Ribeira, nos dois estados vizinhos, uma pesquisa para o seu
doutorado em Planejamento Energético, defendido em
julho de 2011: "A região do Ribeira
do Iguape (Paraná/São Paulo) e a
hidreletricidade : elementos para uma revisão
crítica (1970-2010) arquivo
disponivel na Biblioteca Digital da Unicamp.
# Sobre os
resultados de sua pesquisa fizemos um pequeno artigo, publicado
em 2012 na revista Estudos Avançados,
do IEA/USP. SEVA FILHO, A. Oswaldo e
KALINOWSKI, Luciana Maria. Transposição
e hidrelétricas: o desconhecido Vale do Ribeira
(PR-SP) . Estud. av. [online]. 2012,
vol.26, n.74, pp. 269-286. ISSN 0103-4014.
Em Novembro de 2008 em Madrid
e Barcelona
Ciclo de conferencias "Amazonia
herida - Amazònia ferida"
Participei
como conferencista convidado nesse ciclo de cinco
conferências nos museus de ciência
"CosmoCaixa", braço cultural da
Fundació "La Caixa".
A programação
teve a participação dos professores
Alfredo Wagner de Almeida, (antropologia -UFAM)
Carlos Walter Porto Gonçalves
(Geografia-UFF), Ariowaldo Umbelino de Oliveira
(Geografia USP) e seu orientando, pesquisador
Mauricio Torres, curador do evento.
Minha conferência teve o titulo,
atribuído pelo curador:
_____
Abril de 2008 - Seminário Nacional "Desenvolvimento
e Conflitos Ambientais"
organizado pelo GESTA-Grupo de Estudos em
Temáticas Ambientais da UFMG-
Universidade Federal de Minas Gerais, no auditório da
Reitoria, Belo Horizonte MG, 02 a 04 de abril de 2008.
Os trabalhos apresentados pelos palestrantes convidados
foram posteriormente editados em livro com o mesmo titulo,
organizado pelos professores Andrea Zhouri, da Antropologia e
Klemens Laschefski, da Geografia.
Veja a
capa e o sumário do livro
Apresentei trabalho intitulado:
"Problemas
intrínsecos e graves da expansão mineral,
metalúrgica, petrolífera e
hidrelétrica nas Amazônias"
Acesse também a série de
imagens apresentadas (quase
9Mb)Também compilei fotos de todas as mesas e montei
uma "reportagem" com as legendas e
identificações dos palestrantes. Faça o
link na foto ao lado, onde estou com Jean Pierre Leroy, Raquel
Rigotto e Henri Acselrad, e aproveite para conhecer as imagens
dos participantes e o ambiente do seminário.
2005 - Encuentro latino americano para una nueva Cultura
del Agua
Clique sobre a fo
to com o mar da praia de Mucuripe, as turbinas
eólicas, a pequena jangada e os recbocadores e
navios-tanque, e obtenha o arquivo com o texto final do
Encuentro, a Declaração de Fortaleza
arquivo com o texto da minha
conferencia na sessão
"Alternativas
estratégicas aos grandes projetos
hidráulicos"
arquivos PDF das séries de imagens cartográficas e fotográficas lá exibidas
01-
sobre os monumentos fluviais
(Caratatas
do Iguaçu, Sete Quedas de Guaira, Paulo Afonso e
Volta Grande do Xingu)
02- sobre
o passivo das grandes hidrelétricas
(America
do Sul, Amazonia
brasileira, bacia do Paraná)
04- sobre
os projetos de mega-hidrelétricas e
transposições
(Sudamerica, rios
da Amazonia, Centro america, projeto de
transposição do rio São Francisco)
Vários
estudos e críticas - desde 1988 - sobre as
conseqüências dos projetos
hidrelétricos Belo
Monte e outros no rio Xingu"

1988
- Publicação do livro coletivo "As
Hidrelétricas do Xingu e os Povos Indígenas"
- pela Comissão
Pró-Indio de São Paulo, organizado pelas
antropólogas Lucia M.M. Andrade e Leinad A.O.Santos,
com a participação voluntária de vinte e
três pesquisadores (dos quais três estrangeiros),
especialistas em Energia, Direito Ambiental, Financiamento
Multilateral, Ecologia, Sociologia, Antropologia e Etnologia
Indígena. Um acontecimento extraordinário, pois
a empresa federal Eletronorte havia anunciado desde 1986 a
construção do "complexo hidrelétrico de
Altamira" ( a usina então chamada Kararaô, depois
rebatizada Belo Monte) e naquele mesmo ano (1988) tornava
pública a intenção de fazer outras quatro
grandes barragens no rio Xingu e uma no seu principal afluente
Iriri, com possivel financiamento de bancos multilaterais.
Todas essas obras afetariam bastante diversas terras indigenas
no Pará e uma delas afogaria totalmente a cidade de
São Felix do Xingu. Poucos meses depois do
lançamento do livro em SP, foi realizado em Altamira o
I Encontro dos Povos Indigenas do Xingu - para o qual o livro
e suas cartografias tiveram importante papel de
conscientização dos principais interessados: os
próprios índios e boa parte dos brasileiros da
região de Altamira, PA. Selecionei alguns dos
capítulos para os "links" nesta página:
* VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo, ANDRADE,
Lúcia.M.M.
"Hidrelétricas
do Xingu: O Estado contra as sociedades indígenas"
pp 7-23
*
SEVA FO. A. Oswaldo
"Obras na Volta
Grande do Xingu: um trauma histórico
provável?" pp.25-41
*
MIRANDA, Evaristo E., MIRANDA,J.Roberto, SANTOS, Perseu.F.
"Efeitos
ecologicos das barragens no rio Xingu: uma
avaliação preliminar"
pp.83-101
*
SIGAUD, Lygia
"Implicações
sociais da política do setor elétrico"
pp.103-110
*
MAGALHAES, Sonia B.
"Exemplo
Tucuruí - uma política de
relocação em contexto"
pp.111-120
*
TUDE DE SOUZA, Angela M.
"Os
trabalhadores na Amazonia paraense e as grandes barragens"
pp 121- 134
2005 -
Lançamento do livro coletivo "Tenotã
Mõ" .
A entidade International Rivers Network, uma
coligação de movimentos de atingidos de
barragens e de movimentos de preservação dos
rios organizou em 2003 um Painel independente de especialistas
e de entidades sobre os projetos de cinco usinas no rio Xingu
e uma no seu maior afluente rio Iriri. Disto resultou um
livro, publicado em maio de 2005, "Tenotã-mõ
Alertas sobre as conseqüências dos projetos
hidrelétricos no rio Xingu" . Um
resumo do livro, ainda antes de ser publicado, pode ser
encontrado ne edição de fevereiro de 2005 da
revista eletronica ComCiencia,
do Laboratório de Jornalismo Científico da
Unicamp.
As partes do livro podem ser baixadas em separado, em
arquivos de melhor resolução para
impressão, nos seguintes arquivos:
capa incluindo
sumário e resumo executivo mais os documentos anexos,
glossário e lista de autores
parte I Os
xinguanos e o direito
parte
II Eletricidade
para que e paraquem ?
parte
III Natureza :
avaliação prévia dos prejuízos

A imagem cartográfica ao lado
foi retrabalhada a partir de um "autocad"
extraído do Estudo de Viabilidade Tecnica do
projeto Belo Monte. Veja a configuração
não convencional desta usina com suas tres
grandes barragens, cinco médias barrando os
igarapés afluentes do Xingu e mais de vinte
diques para conter o extravazamento das sucessivas
represas. As numerosas consequencias previsiveis
estão sintetizadas na nota técnica item
7.1 do livro Tenotã Mõ :
# SEVA , Oswaldo "A
lógica da Volta Grande adulterada"
parte IV
O anti exemplo ali perto, o povo ameaçado e
confundido
parte
V Um outro futuro:
não barrar rios nem gente
mapas básicos : encarte da
capa - vale do rio Xingu e
barragens projetadas
encarte do verso - imagens
cartográficas recentes e hipotéticas da
Volta Grande do Xingu
# Para ver mais fotografias da
região, muitas obtidas durante a pesquisa de campo em
Outubro de 2003, e
também um resumo histórico e dados
técnicos sobre os projetos e o rio Xingu,
veja o roteiro da palestra proferida em
Belém, em reunião da SBPC, em agosto de 2004,
sobre "A terceira
tentativa de implantação dos projetos de
hidrelétricas no rio Xingu"
# Veja os álbuns das fotos das
cerimônias de lançamento do livro Tenotã
Mõ, realizadas na cidade de Altamira, Pará, no
dia 14 de julho de 2005, no auditório da Casa de
Cultura Municipal Jarbas Passarinho e na beira-rio, na rampa
do Seis. O material está dividido em três
arquivos separados:
lançamento
parte
I lançamento
parte II
lançamento
parte III
2008
- Xingu Vivo para
sempre !
Altamira, Pará, 19 a 23
de maio
Lá estávamos, para
discutir e repudiar projetos de construção de
mega-barragens no rio Xingu, no
“Encontro dos
Povos Indígenas e Movimentos Sociais da Bacia do Rio
Xingu”
[ link para um arquivo com dois documentos apresentados
pelos indígenas: uma Carta para o Juiz Federal em
Altamira, e sua Declaração conjunta divulgada
no dia do encerramento, 23 de maio]
Na foto ao lado, a india Kaiapó Tu-Ira recebe das
mulheres de Altamira um exemplar do livro Tenotã Mõ,
título que a homenageia, dentre outros, pelo papel de
liderança contra os projetos de hidrelétricas
.
Na foto do cartaz do Encontro, abaixo, faça o link para
um album de fotos
feitas durante o evento.
A palavra de ordem, a imagem de marca do
evento era “Xingu
Vivo para Sempre” [link para um
arquivo pdf com o conteúdo de um blog elaborado dia a dia
durante o evento, no portal do IPCST-
do Indigenous People Culture Support Trust, pelo
jornalista Patrick Cunnigham, com fotos de Sue Cunningham].
Logo abaixo do nome do evento,
nos outdoors e banners, uma outra vinheta:
“Povos
unidos pelo Xingu”
[link com o conteúdo de matéria feita pela
enviada da NPR- National Public Radio, Julie Mc Carthy
: Brazilian Tribes Say Dam Threatens Way of Life]
Nas camisetas feitas pelas entidades de
Altamira, vendidas a R$ 10 na entrada do Ginásio
Poliesportivo da Brasília, a segunda frase era
“Discussão
sobre
os projetos hidrelétricos no Rio Xingu”.
[link para arquivo com dois artigos de minha autoria,
publicados em 31 de julho e 01 de agosto de 2008, no portal Terra
Magazine, no Blog
da Amazônia, mantido pelo jornalista acreano Altino
Machado,com o titulo de “A Batalha do Xingu”, em dois
episódios]
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
# "No
meio do redemunho, Btyre e os xinguanos"

Veja
tudo isso e muito mais na matéria da governamental Agência Brasil,
no site do CIMI-Conselho Indigenista
Missionário, no excelente site do Repórter Brasil
e no blog do Procurador Federal Felício Pontes
Jr. : Belo Monte de
Violências (que a Advocacia Geral
do Planalto já tentou tirar do ar...)
Este projeto
de hidrelétrica e a sua implantaçào
na região paraense de Altamira e Vitória do
Xingu vão se firmando como um retrato do Brasil
inglório e impune : em 14 de fevereiro,
o Reporter Brasil divulga o resgate de uma adolescente
escravizada em um prostibulo recentemente aberto no antigo
Travessão 27 da rodovia Transamazonica, na
comunidade rural Sao Francisco das Chagas; onde há
trinta anos e mais, moravam dezenas de familias de
colonos, pequenos sitiantes e assentados, que se tornaram
um dos principais grupos de resistência à
obra. Na "sua" antiga estrada, passam agora os
ônibus levando e trazendo os peões do
canteiro Pimental, e os enormes comboios de
caminhões de material para os canteiros. Em 21
de fevereiro, a mesma agencia de noticias informa
que o tráfico de mulheres tem ramificaçnoes
inter-estaduais e que o prostibulo fica em terrenos que
foram "desapropriados por interesse publico" para a obra.
(foto Bruno
Carascheti, Diario do Pará)
1.
"Controle da água e do território
como meta imperialista. O que farão os
alternativos?"
em construção : acrescentar ENEDS 2010, Foruns permanentes Unicamp 2008, 2010 e 2011
+ALASRU 2010 mesa-redonda com
Sonia Magalhães, Gustavo Castro Soto e Robert
Pekon
Riscos
Técnicos Coletivos Ambientais na região de Campinas, SP 
Uma compilação realizada por meio
de pesquisa coletiva, organizadas por O. Sevá com base
nos resultados do curso de extensão universitaria
realizado em 1994/95, pela Faculdade de Engenharia
Mecânica e pelo Nepam - Núcleo de Pesquisas
Ambientais da Unicamp. O curso teve a
participação de cerca de trinta pessoas,
assessores de Prefeituras e funcionários municipais da
área de Saúde de Campinas e outros municipios
paulistas, dirigentes sindicais, médicos,
geógrafos, arquitetos, engenheiros, funcionários
de empresas privadas, arquitetos e estudantes de
graduação e de
pós-graduação da Unicamp . A atividade incluiu palestras e
supervisão das atividades com os profs. Paulo Jorge Moraes Figueiredo
(da Unimep) e Antonio
César Leal (da Unesp).
[O Nepam publicou posteriormente um volume com o mesmo
título, incluso numa série de relatórios de
um projeto intitulado "Qualidade
de vida e desenvolvimento na bacia do Piracicaba";
entretanto, é um volume não autorizado, feito
à minha revelia, pois teve a inclusão de texto
preparado por outra pessoa; e...foi inteiramente cortado o
capitulo relativo aos riscos dos resíduos sólidos.]
O arquivo acessivel nesse link contem o texto completo, mas...
não consegui ainda recuperar os mapas digitalizados que
acompanharam os exemplares impressos, que foram feitos no
início de 1997, com verba de um outro projeto
que estava sendo realizado no Nepam.
# No mesmo
assunto, veja o artigo "Agua ameaçada" publicado
na revista Semana3 de abril 2005
. Link na foto dupla com os dois rios Piracicaba ( em Sp e em
MG).


pdf_seva1_puccamp pdf_seva2_puccamp
pdf_seva3_puccamp
Leia também o artigo "As cores do Palmeirinha" publicado na revista Semana 3, então publicada no distrito de Barão Geraldo, em maio de 2005.
Clique
sobre a foto do funcionário municipal Carlos recolhendo
os peixes mortos no "lago" do Parque Ecológico de
Barão Geraldo, e acesse o dossiê produzido em
2004 pela Aline Rick e por mim
relatando o movimento dos moradores, analisando os fluxos de
esgotos e a situação dos dois córregos
dentro do campus, até sua foz no "lago". O documento
foi apresentado a algumas autoridades, inclusive em eventos
públicos, buscando assim constranger a universidade
pela sua irresponsabilidade, já que efetivamente uma
parte do esgoto então produzido era desviada em uma
galeria subterrânea para um dos córregos. Apesar
do então Reitor ter alegado em reunião com os
moradores, que "tratar
esgoto não era atividade-fim da universidade",
o fato é que a pressão feita
resultou,muitos meses depois, na abertura de uma "frente de
obras" da Sanasa no campus, para fins de
correção dos sistemas de esgoto e de
águas pluviais. A
totalidade do esgoto do campus, bruto, passou a ser
direcionada para o tronco coletor da Sanasa e era jogado
junto com o esgoto do distrito no final do Ribeirão
das Pedras. Sete anos depois, esse fluxo
passou a ser tratado numa nova Estação de
Tratamento de Esgotos da Sanasa, na Vila Holândia,
investimento do qual a Unicamp participou com alguns
milhões de reais, e que na realidade,
correspondiam a uma antiga dívida da universidade
por consumo de água não pago durante
anos.

Registrem-se dois outros fatos relevantes: 1) o problema e
os seus aspectos cientificos não foram objeto da
preocupação do Nucleo de Pesquisas
Ambientais da Universidade, embora tenham sido tratados
esporadicamente por professores e alunos da Geociencias e
da Biologia; 2) nunca houve qualquer
restrição ou constrangimento por parte da
direção da Universidade, de Institutos ou
Departamentos, ao fato desse problema ter sido divulgado
como foi, por iniciativa de um grupo do qual faziam parte
professores. Pelo contrário, fui convidado por um
grupo da administração a apresentar os fatos
e as fotos em uma reunião com funcionários
que haviam sido designados para "interagir com a
comunidade que frequentava o lago". Apresentei em
maio de 2006, os elementos necessários para
identificar o problema e corrigi-lo, numa série de
pranchas especialmente montada para a ocasião,
intitulada: Água,
Esgoto, Córregos do campus e Açudes
vizinhos – prioridade acadêmica e
administrativa...quando? . Em qualquer
empresa privada e em outros órgãos publicos,
numa situação comparável a essa,
certamente eu e outros teriam sido molestados, coagidos,
ameaçados...
Aguas de Barao
Geraldo, Rio das Pedras, Anhumas e Atibaia
Um
texto descritivo, geográfico, sobre essas bacias
e sub-bacias fluviais, que atravessam boa parte da
área urbana de Campinas e três dos seus
distritos, apresentado em 2001, num evento publico
organizado pelas entidades de defesa ambiental do nosso
distrito (AmaGuará, SonhaBarão e
NovoEncanto).
O Rio ou
Ribeirão das Pedras foi também objeto de um
minucioso estudo feito pelo geógrafo Ricardo Sampaio Dagnino em
sua dissertação de Mestrado no Instituto de
Geociências da Unicamp e posteriormente, pela sua
militancia junto a entidades de Barão Geraldo, que
continuam acompanhando os problemas dessa bacia fluvial.
Abra o link do Ribeirão
das Pedras para o blog mantido pelo
Ricardo, que também alimenta o denso e variado blog
"Profissão
: Geógrafo" - ampliando o interesse
e as ferramentas de estudo para analisar o Estado de
São Paulo, o País, o continente e o planeta,
além dos grandes mestres dessa disciplina - como
convém aos geógrafos...
Em
dezembro de 1997, um acidente na bacia de
retenção do esgoto urbano de Espirito Santo do
Pinhal, no rio dos Porcos, afluente do Rio
Mogi-Guaçu, provocou uma situação de
calamidade em alguns municipios rio abaixo, com grande
mortandade de peixes e outras espécies, mau
cheiro,interrupção da captação
de água para os sistemas públicos. Por conta
da repercussão de trabalhos anteriores de mapeamento
de riscos ambientais feitos por equipe que eu liderava,
junto com o professor Salvador Carpi Jr., na Unicamp, fomos
chamados pelas Prefeituras municipais integrantes do
CBH-Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio
Mogi-Guaçu para elabrar um trabalho de
identificação de todos os possiveis riscos
desse mesmo tipo ao longo dos rios dessa bacia.