www.ifch.unicamp.br/profseva      TECNOLOGIA--NATUREZA--CIÊNCIAS SOCIAIS  atualizada em   08 de dezembro  de 2013                                                                                                                                                                             
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Bem vinda! Bem vindo! à página mantida pelo professor Arsenio Oswaldo Sevá Filho, dos cursos de Doutorado em Ciências Sociais e em Antropologia Social,
do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas
, São Paulo, Brasil

A pagina ficou sem manutenação até 08 de outubro de 2013. Estamos de  volta... aos  poucos. Noticias, casos, links, autores, fotos,  não faltam.
TENHAM PACIENCIA, que demora mesmo mais para baixar.Vão desculpando, não vendo nada, não é comércio.
Só vale a pena prosseguir e tentar a navegação se  você a Sra o Sr são curiosos , estudantes, pesquisadores, admiradores de imagens, mentes abertas. Bom PROVEITO !!!

          









        


1. Plataformas ancoradas defronte à praia de Itacoatiara, Niterói, RJ, para serviços de manutenção nos estaleiros locais,2010.     2. a destruição da mineração de estanho (cassiterita) em Bom Futuro (!), Rondonia, 1998.

3. A margem esquerda da Cachoeira Jericoá, na Volta Grande do Xingu, PA, 2003, que ficará quase seca quando a usina Belo Monte ficar pronta.         4. O ar muito poluído realça o entardecer em Barão Geraldo, SP, 2011.


ABAIXO : Cartografia estimativa do mercado mundial de aluminio em 1982,desenhada por Christian  Nidriche, da tese de doutorado de A O SEVAFo., Univ ParisI= Institut de Geographie.    
+ Reboque de cantina e vestiario dos peões no meio da jornada de trabalho,  no canavial da destilaria de alcool Japungu, Santa Rita Paraíba, set 2012  
 + Forno de barranco carvoejando remanescentes de manacá da serrra e eucalipto, Tapirai, Serra de Paranapiacaba, Sao Paulo, 2002.


                                                          
                           

assuntos cobertos, temas das pesquisas, materiais didáticos
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Problemas sociais e ambientais
dos combustíveis fósseis    [ petróleo e gás natural   em SP  no RJ ]  --- [gas de xisto] ---[   carvão mineral ]  ------ [ projetos e usinas termelétricas ]
das indústrias da bio-massa   [ carvão vegetal   -------    agroindústria sucro-alcooleira   --------    celulose de eucalipto ]
da mineração e metalurgia             da indústria cimenteira e caieira       das usinas hidrelétricas   [   populações atingidas   ]
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Condições de Trabalho e riscos para os trabalhadores
                        Poluição e riscos ambientais
Conflitos sociais e licenciamento ambiental de projetos      Fontes e usos de energia        Desenvolvimento e questão ambiental
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Análises regionais do desenvolvimento e da ampliação capitalista nesses setores e em regiões selecionadas:

Amazônia        rio Madeira       rio Xingu [ livro Tenotã Mõ , Belo Monte ]         Vale do Ribeira do Iguape             Litoral Norte Fluminense
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Mapeamentos de Riscos Ambientais:
Quadrilátero Ferrifero (MG)        Vale do Aço (MG)        Região Metropolitana de Belo Horizonte              Recôncavo baiano
na Macro-metrópole paulistana  na Região de Campinas  no distrito de Barão Geraldo     nas bacias dos rios Piracicaba  e  Mogi-Guaçu

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Registros de eventos públicos importantes:
* Forum Alternatif Mondiale de l'Eau
, Genebra, Suíça, 2005    * Encuentro Latino Americano por una nueva Cultura del Agua, Fortaleza,CE, 2005
* Ciclo de conferências  "Amazonia herida - Amazònia ferida", Madrid e Barcelona, Espanha, 2008

* Seminário nacional "Desenvolvimento e Conflitos Ambientais", Belo Horizonte, MG, 2008

* Xingu Vivo para sempre !   Encontro dos povos indígenas e movimentos sociais na bacia do Xingu, Altamira, PA, 2008

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Programas de cursos em Ciências Sociais e em Antropologia           Programas de cursos na área de Energia


postagens  de 2013

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# Dezembro de 2013

"Tudo está ligado:

a crise alimentar, a crise ambiental, a crise energética,
a especulação financeira sobre as commodities e recursos naturais,
a grilagem e a concentração de terra, a expansão desordenada da fronteira agrícola,
a voracidade da exploração dos recursos naturais, a escassez de água potável e a privatização da água,
a violência no campo,  a expulsão de populações das suas terras ancestrais para abrir caminho a grandes infraestruturas e megaprojectos,
as doenças induzidas pelo meio ambiente degradado dramaticamente evidentes
na incidência de cancro mais elevada em certas zonas rurais do que em zonas urbanas,
os organismos geneticamente modificados, os consumos de agrotóxicos, etc.

A Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável realizada em Junho de 2012,  Rio + 20, foi um fracasso rotundo devido à cumplicidade mal disfarcada entre as elites do Norte global e as dos países emergentes para dar prioridade aos lucros das suas empresas à custa do futuro da humanidade."


Parágrafo extraído da coluna do cientista social português  Boaventura Souza Santos, na revista Carta Maior, em 07 / 12 / 2013 . Vale a pena ler:
 
"Décima-primeira carta às esquerdas - extrativismo ou ecologia ?" 

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PORTO, Marcelo Firpo, PACHECO, Tania e LEROY, Jean-Pierre
 "Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil - o mapa de conflitos"  Editora Fiocruz, Rio de Janeiro:2013.


O livro lançado em Novembro se compõe de oito capítulos, escritos por dez autores além dos três organizadores; começa com a metodologia adotada no projeto desenvolvido nos últimos quatro anos, articulando a o.n.g. Fase – RJ e centenas de outras o.n.gs e movimentos locais e regionais, com apoio de duas instituições federais na área de Saúde Publica, a Fundação Oswaldo Cruz – RJ e a Secretaria de Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador;  e uma síntese dos resultados obtidos – centenas de casos compilados de injustiça ambiental e saúde no Brasil até 2013, com as devidas referências sobre as fontes de informação e análise.
Consulte os casos no site do projeto.

Os demais sete capítulos enfocam os conflitos territoriais e problemas ambientais relacionados com o racismo, os povos indígenas e as comunidades tradicionais, o agronegócio, as zonas de sacrifício urbanas, a mineração, a siderurgia, e energia  (o petróleo e gás, o carvão mineral, as usinas termelétricas e hidrelétricas) .
Baixe o pdf dsse capítulo, de minha autoria.

O livro encerra com  reflexões sobre a relação entre o mapa de conflitos e a cidadania, e com  propostas de alternativas para a gravidade da situação revelada pelo projeto. Encontra-se à venda no site da editora, janela "lançamentos", por 44 reais.


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#    Novembro: Bota pra quebrar !!!  O gás de xisto, nova frente de problemas e conflitos


Pelo mundo afora, o “fracking” se amplia vorazmente e junto com ele, reclamações, desconfianças,
protestos e tentativas de enquadrar, controlar as consequências, restringir a atividade nos EUA, Argentina, Tunisia, Argélia, Espanha, França, Ucrania, dentre outros. 


Os gases das camadas de xisto, em profundidades entre dois mil e mais de três mil metros, vêm sendo extraídos em várias bacias sedimentares pelo mundo afora por um método que os norte-americanos popularizaram como “fracking” , uma corruptela de “hydraulic fracturing” , ou seja, fraturamento hidráulico.

A conjuntura brasileira de novembro de 2013 foi marcada pela 12a. rodada de licitações  da ANP, nos dias 28 e 29, sem que as numerosas restrições ambientais e exigencias tenham sido previamente ponderadas; em vários casos, as Unidades de Conservação e Terras indigenas estão literalmente cercadas no mapa pelo desenho dos blocos a leiloar. Ver a matéria    "12ª Rodada de Licitações de Petróleo e Gás – Agência Nacional de Petróleo despreza normas, procedimentos e direitos estabelecidos"  no site do CTI - Centro de Trabalho Indigenista.
       
Foram “leiloados” duzentos e quarenta blocos territoriais para exploração de gás convencional e o gás de xisto,
denominado marotamente de “não convencional”. As áreas territoriais variam  de dezenas de km2 até mais de dois mil km quadrados, nos Estados do Acre, Amazonas, Piauí, Maranhão, Goiás, Tocantins, Sergipe, Alagoas, Bahia, Mato Grosso. No caso do Oeste de São Paulo e  do norte do Paraná,  é sabido que no subsolo dessa região que a ANP chama de Bacia sedimentar Paraná,  encontra-se o valioso Aquífero Guarani, com vários trechos de afloramento e de recarga em áreas onde a invasão “fracking” se prepara.   LEIA MAIS...

A agencia argentina Observatório Petroleiro Sur acompanha com detalhe a verdadeira invasão que a industria do gás de xisto faz naquele país, despertando numerosos conflitos. A foto ao lado é do segundo número da revista "Fractura expuesta",
por ela editada. Vale a pena abrir o link da revista e todo o site do Opsur.

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"Brasil é o país mais atrasado no debate sobre a megamineração na América do Sul’                                                                                 
..."Os efeitos mais conhecidos são os impactos sociais, econômicos e ambientais em escala local.
Isto inclui, por exemplo, desalojar comunidades locais, destruir economias regionais, que são suplantadas pela dependência às empresas mineradoras, contaminação do solo, água e ar, perda da biodiversidade etc. Como vários projetos mineradores se localizam em lugares mais afastados, afetam quase sempre espaços da natureza e povos indígenas.

Em alguns produtos,  utilizam-se substâncias muito tóxicas, como mercúrio e cianeto; em muitos outros casos, são consumidos enormes volumes de água. Deixam um território devastado, com enormes crateras, de centenas de hectares de superfície. Portanto, os impactos locais são enormes."...
...."a megamineração só é possível reduzindo a democracia. Há muitos exemplos: os projetos são aprovados, mas limitam o acesso à informação e participação, os direitos dos povos indígenas são violados, acontecem injustiças ambientais, tolera-se poluição etc. Isto desemboca em uma cultura de “ordem e progresso”. A “ordem” é controlar a voz da sociedade civil; e o “progresso” é apostar no crescimento econômico a qualquer custo social e ambiental. Progredir seria exportar mais, receber mais investimentos."
A foto da esquerda é de um protetso contra a empresa Barrick Gold na Republica Dominicana, América Central; a da direita a  mina Conga, em Yanacocha, nos Andes peruanos.

Leia a entrevista concedida à agencia Correio da Cidadania, publicada em 08 de novembro de 2013, por Eduardo Gudynas, economista e pesquisador do Centro Latino-Americano de Ecologia Social (CLAES), de Montevidéu.


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Na Paraíba, em setembro de 2012, o agronegócio e a energia chamados de renováveis
mostravam que a tal modernidade está plenamente instalada no Nordeste ,
usualmente considerado "atrasado", "pouco produtivo" : parques eólicos, coqueirais irrigados,
canaviais irrigados com sistema de "pivot central" rádio-comandado, "facilidades" para a mão de obra.

Enfim, o visual impressiona, veja o pdf de imagens "Socalled renewable agribusiness & energy", (38 Mb).

Uma pesquisa mais aprofundada - como as que fazem os colegas mencionados no pdf - revelaria todas as desigualdades, conflitos, vítimas da super-exploração, e o avanço praticamente sem limites sobre os recursos naturais.
Tudo tipicamente brasileiro, com o agravante dos controles estatais cada vez mais frouxos e de uma sociedade assolada pela propaganda empresarial e pelo endosso dos governos a essa expansão econômica.


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# O avanço da prospecção de petróleo no Acre e no Sudoeste do Amazonas, nos vales dos rios Juruá e Javari, até a faixa de fronteira com o Peru, tem grandes e graves consequências para os moradores locais, para várias tribos indigenas e suas terras homologadas, para grupos de índios isolados e para as unidades de conservação ambiental.
Mesmo assim as atividades vão sendo promovidas pela ANP-Agencia Nacional do Petróleo e apoiadas politicamente pelos governos petistas do Acre.
Sobre isso dei duas entrevistas a um jornalista de Rio Branco, e que deveriam ser publicadas num jornal local e numa agência nacional de notícias. Mas...foram censuradas, ou seja, não foram publicadas e nenhuma explicação me foi dada.

No blog do jornalista acriano Altino Machado, ambas foram posteriormente reproduzidas, a pedido meu :
a segunda entrevista em abril de 2013,  a primeira entrevista em junho de 2012.  (
foto do rio Juruá retirada desse blog)


# Em 5 de outubro de 2013, os índios da região acriana ameaçada pelo petróleo foram  ao RJ protestar diante da Petrobrás.
A matéria distribuida pela governamental Agência Brasil, e publicada no Correio Popular de Campinas de 06/10, reproduz depoimento do cacique Korubo:
"Nossa terra tem petróleo e pode ser privatizada. Nós estamos saindo para a rua pedindo apoio para a impre
nsa e a população. Nós índios não temos representantes no Congresso Nacional... mas a bancada ruralista tem"
Sabem que os seus direitos assegurados depois de forte mobilização na Constituição Federal de 1988 estão sendo torpedeados por varios Projetos de lei, de Emendas constitucionais e mencionam as PECs 038, 215 e 237, o PL 1610 de 1996, o PLC 227, além de mencionar outras restrições à demarcação das Terras Indigenas e das Unidades de conservação, como a Portaria  303 da AGU e o decreto 7.957.
Por aí se vê que o cerco vai apertando e os que ainda resistem dificilmente conseguem se fazer compreender.
Entretanto, os índios têm longa prática conosco os brancos, e principalmente com os politicos...
Só não conheciam ainda o poderio da "oil industry". 
Mais detalhes podem ser vistos nos sites do Centro de Trabalho Indigenista - CTI e do Conselho Indigenista Missionário CIMI.


#
Um índio me disse que quando o Tião Viana sobrevoa a floresta de helicóptero não vê a floresta, mas o subsolo.
Ele olha para a floresta e vê barris de petróleo, bujão de gás.

Frase extraída da entrevista, em 13 de novembro de 2013,  feita pelo jornalista Altino Machado, do Acre com o antropólogo Terri Aquino, talvez o mais experiente com os índios daquele Estado.  Veja a íntegra da entrevista no "Blog da Amazônia" .

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Disciplina de pós-graduação proposta para o semestre letivo de
agosto a dezembro de 2013
    obs: por motivo de internação para tratamento de saude, a disciplina foi cancelada pela Coordenacão do DCS/ IFCH.        Clicando no cartaz v. obtem o arquivo do programa com as referencias bibliográficas e os critérios de avaliação acadêmica

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#  Minas-Rio - ou - como lucrar vendendo no mercado mundial o que sobrou das belas montanhas de MG infernizando dezenas de municípios e o litoral do RJ. 

O hoje mal afamado e muito progandeado projeto começou formalmente em 07 de março de 2008  com a assinatura, no Palácio da Liberdade (?) em Belo Horizonte, de um acordo entre o empresário Eike Batista, o então governador Aecio Neves Cunha, Marcio Lacerda, então Secretário estadual de Desenvolvimento, atualmente Prefeito de BH, e os prefeitos  de Conceição do Mato Dentro, Serro, Alvorada de Minas e Dom Joaquim . Veja no link o Protocolo de Intenções por eles assinado. (obs: download lento, arquivo com 17 Mb).


De lá
para cá, o empresário vendeu sua parte do negócio à também mal afamada Anglo American que durante tristes décadas lucrou com o apartheid na África do Sul, e com as facilidades da ditadura brasileira em suas minas de ouro por aqui, em MG e GO. Na bela região turística da Chapada Dimantina mineira, conheciada pelas antigas cidades de Conceição do Mato Dentro e Serro, começou um surto de especulação fundiária, os preços de terra disparando nas áreas agricolas, dezenas de familias desalojadas e empobrecidas.

As etapas de licenciamento das obras foram truncadas e cheias de manobras das empresas e dos politicos que as apóiam, os estudos prévios, feitos às pressas, ficaram incompletos, cheio de omissões e de "minimizações" das consequenciass. Os condicionantes das licencas outorgadas pela instância estadual Copam não foram cumpridas e as obras arrasadoras foram  iniciadas mesmo assim. O prejuizo é enorme e evidente nos municipios de Conceição, São Domingos do Prata, Alvorada de Minas e começa a se alastrar seguindo a rota do mineroduto em direção ao RJ: comprometem-se todos os demais usos dos rios e da água, multiplicam os conflitos com a população, com as entidades que a defendem, e com o próprio Ministério Público Estadual.


Uma reportagem no tradicional Estado de Minas, assinada por Zulmira Furbino escancara o problema com essa manchete: Mineradora descumpre acordo com Ministério Público em Conceição do Mato Dentro.   Empresa não garante posse de terra a famílias desapropriadas para implantação de mineração em Conceição do Mato Dentro. A matéria foi reproduzida no blog do Marcos Pedlowski, que acompanha esse e vários outros casos similares, juntamente com a foto acima, que mostra um dos canteiros de lavra e beneficiamento de minério de ferro, em inicio de funcionamento, na Serra da Ferrugem, em Conceição do Mato Dentro.

Enquanto a confusão aumenta, os empresarios e os governantes viahjam pelo país e pelas capitais no exterior incensando os "méritos do empreendimento" e outras empresas se assanham, como a Vale e a Manabi. Para se ter uma pequena idéia do que se passa, veja os videos com depoimentos de pessoas atingidas na Serra da ferrugem e imediações, (em Audiencia na Assembléia Legislativa de MG em 06 de maio de 2013) outros com estudiosos e outros moradores relatando
contaminação e assoreamento nos cursos d'água da bacia do Rio do Peixe, morte do gado,  cachoeira, invasão de propriedades e posses por maquinas e tratores, e muitos casos de logro dos moradores pelas poderosas empresas e pelos governantes.  E também a manifestação feita em nome dos atingidos pelo Projeto Minas-Rio em Conceiçào do Mato Dentro e divulgado como uma "Nota de esclarecimento à imprensa e à sociedade", pela internet em 27 de maio de 2013.
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# SEVA Fo. A. O.  "O capitalismo hidrelétrico em Minas Gerais: o ex-Rio Grande e seus afluentes silenciados" , 2012. 

Capitulo inédito, com 39 pg. e fotos, escrito para o livro “Universidade, Tecnologia e Sociedade”, que está sendo organizado por docentes e estudantes do campus de Teófilo Otoni da UFVJM- Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.


Sumário : * Em Minas Gerais, uma boa parte da história e da geografia do Capital hidrelétrico no país e no Mundo.    
               * Em cada obra, em cada usina, as marcas do conhecimento acumulado e das lutas políticas; marcas difíceis de serem devidamente pesquisadas    
               * Os barramentos dos rios desde os picos da Mantiqueira: a Sul Mineira, a Cemig, os misteriosos “estrangeiros”, a “autonomia” de Poços de Caldas   
               * Furnas: o “Mar de Minas” e a “naturalização” do capitalismo hidrelétrico       
               * Uma escada de grandes usinas abaixo de Furnas, até formar o rio Paraná

Ao lado, foto do alto Rio Grande, nas imediações do Parque Nacional de Itatiaia, no distrito de Santo Antonio do Rio Grande, município de Bocaina de Minas, MG.
Clicando na imagem, v. obtem um power point com 96  fotos e cartografias de diversos trechos da bacia fluvial do Rio Grande e de algumas das represas de hidrelétricas.

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BELO MONTE . Postando dois anos depois, reafirmo o que pude explicar detalhadamente em 2011: 

# Uma rara ocasião, em que uma emissora de TV convida para uma entrevista ao vivo, sem direcionar a postura do entrevistado, respeitando o que foi combinado.
Foi ao vivo,
com uma hora de duração, tudo na íntegra, sem edições, cortes e outras imposições tão comuns nas mídias, especialmente nas "grandes".
O programa chamado “Ação Nacional” foi conduzido pela apresentadora Estela Regina
em junho de 2011, na TV Século 21, uma emissora ligada à Igreja Catolica, com sede em Valinhos, SP.  Assista os vídeos : parte 1        parte 2        parte 3         parte 4 
Não altera em nada as minhas análises e opiniões o fato das obras na Volta Grande estarem há mais de ano, sendo feitas na pressa e na pressão, sujeitas às manifestações numerosas de insatisfeitos e sacaneados como os atingidos, os operários e os discordantes mais dispostos a enfrentar a repressão. Veja outros posts a seguir.


#SEVA, Oswaldo    Conferência  “BARRAGENS: OS DIREITOS DESRESPEITADOS E OS RISCOS OMITIDOS”, no dia 13 de julho de 2011.
Foi num auditório da UFGo em Goiânia, onde eu estava a convite da  SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em sua 63a. Reunião Anual.
Após a conferencia, dei entrevistas a duas jornalistas, uma das quais preparou materia para uma revista da própria SBPC, que depois me consultou sobre a minuta e eu reprovei a publicação.
A outra jornalista, Luana d Alama do G1, escreveu o artigo
‘Não existem fontes renováveis de energia’, diz professor da Unicamp pinçando alguns trechos de entrevista, de forma não muito fidedigna, e não aproveitando nada da propria conferencia feita.      Descobri o artigo dela dois anos depois, republicado no blog  outrapoliticaemsampa

#  SEVÁ , Oswaldo      "Grandes e polêmicas obras serão chamadas, no Brasil, a ‘salvar’ o capitalismo global" 
entrevista concedida aos editores do Correio da Cidadania, publicada em 11 de agosto de 2011; na qual explico com detalhes como a atual "onda"de grandes projetos de investimento, especialmente as usinas hidrelétricas podem estar obedecendo muito mais às conveniencias e oportunidades do capitalismo internacional - em sua faina para combater a tendencia declinante da taxa de lucros e para alocar o enorme excedente propiciado pela concentração de riqueza da era néo-liberal - do que a qualquer politica energética do governo brasileiro. Em outras palavras, mostrar como esse governo (e o anterior também) vai sendo "pautado"de fora por grupos e entidades bem mais poderosas do que ele. O que, de certo modo se confirma agora pela "venda"dos projetos em caravna pelo mundo afora, que v. pode se inteirar no post seguinte. Comento ainda a luta ideológica acirrada em torno dos projetos, com a participação surpreendente de blogueiros / comentaristas /intelectuais  considerados "de esquerda" utilizando os mesmos palavreados fáceis e argumentos e agindo com o mesmo sectarismo que algumas figuras típicas da atual direita golpista, e gente da época e da "tchurma"dos militares. 


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#  Em 28 de fevereiro de 2013, o doutor em Economia e integrante da carreira federal de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental, Paulo Kliass, publicou no site da agencia Carta Maior e foi reproduzido no blog Viomundo o artigo:
"Quem dá mais? Brasil a venda: - Preços modicos"

Um comentário até comedido e respeitoso sobre um vergonhoso documento do Governo Federal, peça publicitária com a marca  do Planalto, do Ministro Mantega, da Fazenda e dos demais Ministérios a ele subordinados, para ser divulgado por nossas autoridades quando em visitas aos banqueiros e investidores no exterior.
Ferramenta visual e ideológica para ser utilizada nos memoráveis "road shows" feitos com o nosso dinheiro, precedidos de coquetéis em caros e fechados salões - esse "power point" todo clean, geométrico, cheio de numeros e pseudo-mapas, oferece a essa gente fina e generosa todas as melhores oportunidades de se tornarem donos de aeroportos, ferrovias, rodovias - todos os mais importantes, claro ! além de blocos e mais blocos de prospecção de petroleo e outros hidrocarbonetos, e de centrais elétricas.

O documento  "Infrastructre in BRAZIL: Projects, Financing instruments, Opportunities" anuncia para os ultimos meses do governo Dilma-Temer (2o. semestre 2013 e os dois semestres eleitorais de 2014) uma avalanche de leilões dessas joias da coroa. Preparemo-nos para bem receber os torcedores da Copa e para financiar os nossos pobres futuros donos por varias décadas !!
Clique em cima da capa do prospecto oficial  para apreciar o seu conteúdo e a sua "estética".


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Parágrafo extraído do artigo de Paulo Passarinho, publicado em 01 de março de 2013 no Correio da Cidadania:
 "Governo financia entrega das infraestruturas do país a bancos e multinacionais"

"Aos leitores que se encontrem espantados ou perplexos com tanta generosidade do governo brasileiro,
há uma explicação adicional que é importante de ser conhecida.
Para a chamada formatação dessas propostas de concessões, o governo criou, em 2009, uma empresa,
a Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), uma curiosa união do BNDES com oito bancos com atuação no país:
 Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander, HSBC, Citibank, Espírito Santo e Votorantim.
É esta empresa, portanto, que estabelece essas condições, para a continuidade da entrega da área de infraestrutura do país a investidores privados e estrangeiros, sempre com a providencial transferência de recursos do Estado para esses insuspeitos interessados."

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Artigo do jornalista uruguaio Raul Zibechi publicado em 07 de abril de 2013 no site do jornal Gara, do país basco:
  Las multinacionales brasileñas y Lula
Versão portuguesa no "Correio da Cidadania" de 03 de maio de 2013:
 Multinacionais com fortes laços com o Estado são o centro das ‘grandes’ políticas governamentais
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# Belo Monte e Tapajós. Abril de 2013  - O Palácio do Planalto decide tornar permanente a presença da Força de Segurança Nacional na região de Altamira e Vitoria do Xingu, para proteger os canteiros de obras da usina Belo Monte e impedir manifestações de trabalhadores e de populações atingidas pelas obras; na mesma época, decide que a mesma força repressiva será empregada para proteger os funcionários da Eletrobrás, da Empresa de Pesquisa Energética e das consultorias contratadas nos levantamentos ambientais e socio-econômicos nas áreas previstas para os projetos de hidrelétricas nos rios Tapajós e Jamanxin, no Sudoeste do Pará. A escaada repressiva confirma a militarização dos investimentos de grande porte, que passaram a ser considerados estratégicos pelo grande capital internacional e que foram designados como "estruturantes" pelo governo federal.

Leia o
artigo postado na agencia "Repórter Brasil"pelo advogado João Rafael Diniz, do grupo Tortura Nunca Mais, em 04/04/2013
"A nova guarda pretoriana de Dilma Rousseff - Alteração do decreto de criação da Força Nacional é inconstitucional e quebra pacto federativo, na medida em que confere ao Poder Executivo força policial própria",

Leia também a nota do Consórcio Construtor Belo Monte sobre o emprego da FSN e a réplica do Movimento Xingu Vivo,  que é uma pequena frente de entidades regionais e se tornou um dos alvos principais da repressão organizada crescente na região de Altamira e Vitória do Xingu.  As fotos são do blog do Movimento Xingu Vivo para Sempre e do facebook da CampanhaMunduruku, feitas no acampamento dos indigenas e atingidos num dos canteiros de Belo Monte em fins de maio de 2013. O trabalhador está sendo detiido pelos militares porque estaria participando de um movimento de apoio aos acampados.
    
# Maio de 2013 . O MPF- Ministério Público Federal no Estado do Pará acompanha atentamente há vários anos os eventos e as irregularidades que se somam na implantação e construção de Belo Monte e nos projetos similares anunciados para barrar o rio Tapajós e Jamanxim, no mesmo Estado. Veja no site do próprio MPF.   
                                                                                                



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da mineração e metalurgia             da indústria cimenteira e caieira       das usinas hidrelétricas   [   populações atingidas   ]
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Condições de Trabalho e riscos para os trabalhadores
                        Poluição e riscos ambientais
Conflitos sociais e licenciamento ambiental de projetos      Fontes e usos de energia        Desenvolvimento e questão ambiental
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Análises regionais do desenvolvimento e da ampliação capitalista nesses setores e em regiões selecionadas:

Amazônia        rio Madeira       rio Xingu [ livro Tenotã Mõ , Belo Monte ]         Vale do Ribeira do Iguape             Litoral Norte Fluminense
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Mapeamentos de Riscos Ambientais:
Quadrilátero Ferrifero (MG)        Vale do Aço (MG)        Região Metropolitana de Belo Horizonte              Recôncavo baiano
na Macro-metrópole paulistana  na Região de Campinas  no distrito de Barão Geraldo     nas bacias dos rios Piracicaba  e  Mogi-Guaçu
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Registros de eventos públicos importantes:

* Forum Alternatif Mondiale de l'Eau , Genebra, Suíça, 2005
  
* Encuentro Latino Americano por una
nueva Cultura del Agua, Fortaleza,CE, 2005
* Ciclo de conferências  "Amazonia herida - Amazònia ferida", Madrid e Barcelona, Espanha, 2008

* Seminário nacional "Desenvolvimento e Conflitos Ambientais", Belo Horizonte, MG, 2008

* Xingu Vivo para sempre !   Encontro dos povos indígenas e movimentos sociais na bacia do Xingu, Altamira, PA, 2008
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Programas de cursos em Ciências Sociais e em Antropologia           Programas de cursos na área de Energia



páginas e blogs selecionados, com temas similares

Combate ao Racismo Ambiental, dedicado por Tânia Pacheco ao Grupo de Trabalho Combate ao Racismo Ambiental, da RBJA, Rede Brasileira de Justiça Ambiental e às suas lutas [com informes, noticias, manifestos, links para publicações e vídeos sobre direitos humanos e suas violações e especialmente os direitos dos indigenas no Brasil e povos testemunhos nos demais paises da América, dos afrodescendentes e comunidades quilombolas, e dos povos tradicionais, ribeirinhos, pescadores... constantemente ameaçados, prejudicados, espoliados pela expansão capitalista e pela degradação ambiental sobre os seus locais de moradia e os recursos essenciais para sua sobrevivência

Mapeamento dos conflitos envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde . O projeto vem sendo implantado desde 2008 por um grupo de pesquisas da FIOCRUZ   (Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde - "Abordagens Integradas para a Promoção da Saúde e Justiça Ambiental envolvendo Populações Vulneráveis") e
pela ong FASE  . O foco do mapeamento é a visão das populações atingidas, suas demandas, estratégias de resistência e propostas de encaminhamento. As fontes de informação privilegiadas e sistematizadas nos casos apresentados seguiram essa orientação: documentos disponibilizados publicamente por entidades e instituições solidariamente parceiras: reportagens, artigos e relatórios acadêmicos, ou ainda relatórios técnicos e materiais presentes em ações desenvolvidas pelo Ministério Público ou pela justiça, que apresentam as demandas e problemas relacionados às populações.

EJOLT - Environmental Justice Organisations, Liabilities and Trade -  Mapping Environmental Justice      São
projetos similares ao feito no Brasil pela Fase e Fiocruz, em âmbito internacional, cobrindo vários setores (Nuclear Energy, Oil and Gas and Carbon Justice,  Biomass and Land Conflicts, Mining and Ship Breaking, Environmental Health and Risk Assessment,…)

Telma MonteiroEnergia elétrica, ambiental e socialmente limpa - [com notícias, artigos analíticos e entrevistas sobre os aspectos sociais, ambientais e políticos das hidrelétricas e linhas de transmissão, as obras de usinas no Rio Madeira, no rio Xingu, sobre os projetos anunciados para o rio Tapajós e para a Amazonia Peruana]


Cartas da Amazonia - Lúcio Flávio Pinto [artigos e reportagens do principal jornalista da região, sobre as mazelas sociais e politicas da vida cotidiana nas capitais, cidades e Estados da Amazônia, em especial, os dilemas do chamado progresso ali chegando, e as complicadas relações entre os "da terra" e os "de fora", as empresas, os trabalhadores, os moradores, e o poder público]. Ele também criou o blog "Vale que Vale" questionando com artigos analiticos e reportagens, a atuação da empresa Vale, antiga estatal Companhia Vale do Rio Doce. Privatizada em 1997 e tornada uma das maiores " mining houses" do mundo, a Vale tira dos Estados do Pará e de Minas Gerais boa parte de sua enorme renda exportadora, deixando um passivo social e ambiental imenso, e pouquissimos tributos para os orçamentos municipais e estaduais; sem contribuir, em suma, para o desenvolvimento tão propagandeado, apenas enriquecendo seus acionistas no exterior e no Brasil ( bancos e fundos de pensão). 

Repórter Brasil  -   Uma ong fundada em 2001 por jornalistas, cientistas sociais e educadores com o objetivo de fomentar a reflexão e ação sobre a violação aos direitos fundamentais dos povos e trabalhadores do campo no Brasil. Importante fonte de informação sobre trabalho escravo no Brasil, com reportagens, investigações jornalísticas, pesquisas e metodologias educacionais; através do CMA - Centro de Monitoramento de Agrocombustiveis, realiza e divulga pesquisas e informações sobre o comportamento das culturas agroenergéticas (cana de açúcar, soja, mamona, dendê etc) e dos agrocombustíveis (etanol e biodiesel), e sobre seus impactos socioambientais, trabalhistas, fundiários e econômicos.

Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia  -    Coordenado pelo antropólogo Alfredo Wagner Berno de Almeida, em Manaus, o projeto tem como objetivo dar ensejo à auto-cartografia dos povos e comunidades tradicionais na Amazônia, promovendo um maior conhecimento sobre o processo de ocupação dessa região e um novo instrumento para o fortalecimento dos movimentos sociais: manifestações de identidades coletivas, referidas a situações sociais peculiares. As territorialidades específicas, construídas socialmente pelos diversos agentes sociais, é que suportam as identidades coletivas objetivadas em movimentos sociais; a cartografia é vista como um elemento de combate e um dos momentos possíveis para a auto-afirmação social. O site disponibiliza informações sobre cerca de oitenta fascículos publicados mapeando bairros e comunidades em muitos municipios de todos os Estados da região, e os links para baixar dezoito livros com resultados de pesquisas coletivas e guias de direitos para os trabalhadores, indígenas e grupos étnicos.

Instituto Mais Democracia -  Transparência e Controle Cidadão de Governos e EmpresasA entidade recém-criada no Rio de Janeiro procura responder à demanda, que emerge da história recente das lutas sociais no Brasil do Séc. XXI, de participação e vigilância pública sobre as relações entre a economia e a política, buscando o aprofundamento da democracia brasileira. No site, uma lista relevante de redes sociais dos quais o IMD participa e que monitoram os investimentos feitos por grandes empresas brasileiras e financiados por bancos estatais, destacando-se as injustiças e os conflitos sociais por eles criados; em especial, os projetos de "modernização urbana " no RJ e em outras capitais, incluindo as infra-estruturas para os eventos esportivos internacionais de 2014 e 2016.

Em construção: outros links são indicados em cada um dos blocos temáticos desta página

1. Roteiros temáticos: registros de visitas, reportagens nas instalações industriais, nos canteiros de obras, nos canteiros de extração mineral  e nas situações sociais em suas vizinhanças; pareceres técnicos e textos selecionados de outros autores
1.1. petróleo e gás,   1.2. mineração e metalurgia,
1.3 carvão mineral,   1.4. carvão vegetal,
1.5. indústria da celulose,   1.6. indústria cimenteira,
   1.7. projetos e usinas termelétricas   1.8.  agro-indústria sucro-alcooleira


1.1. Petróleo e Gás Natural

# Em 2009, ampliei a pesquisa sobre os problemas sociais da indústria petrolífera, que eu havia começado a acompanhar de perto desde 1992, quando comecei a assessorar o Sindicato dos Petroleiros de Paulínia, SP, e continuado, em 1997/98, quando estive varias vezes em Macaé,RJ  colaborando com o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense nas questões de Acidentes, Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente.  Uma compilação inicial foi feita sobre a difícil coexistencia entre o petróleo e a pesca no litoral brasileiro, para apresentar no Congresso da ALASRU -Associação Latinoamericana de Sociologia Rural, em Pernambuco, novembro de 2010:

SEVA Fo. A. O.   “Cercamento do litoral pelo capital petrolífero: sinais das derrotas dos pescadores e marisqueiros”  . Comunicação no VIII Congreso Latinoamericano de Sociologia Rural, Porto de Galinhas, PE, Brasil, 2010. Grupo de Trabajo  7 - Dinamicas territoriales y disputa por recursos naturales.

#     Na imagem da escavadeira rasgando a praia de Mauá, município de Magé, na Baía de Guanabara, RJ - que simboliza o conflito instalado no final da década de 2000 entre os pescadores e a ampliação industrial petrolifera -  v. tem o link para a série de fotos e cartografias de alguns trechos do litoral brasileiro onde ocorrem problemas desse tipo, e que foi apresentada naquele congresso.

#     Na mesma época, a entidade FASE, no RJ iniciou, com a minha participação, um projeto de pesquisa visando a posterior divulgação dos problemas sociais das populações atingidas de algum modo pelos riscos e pela poluição característicos do funcionamento da indústria petrolífera, a começar pelos seus próprios trabalhadores e pelos moradores das vizinhanças.

Em 2012, finalizei a minha parte da pesquisa e entreguei o capitulo inicial previsto no sumário, que está aguardando a devida publicação em forma de livro, sob os auspícios da mesma Fase e de entidades parceiras; acesse no link do título:  SEVA,O. "Capitulo 1 - Riscos e prejuízos sociais e ambientais da Indústria petrolífera. Uma introdução sobre o panorama no Brasil até 2011."

#    Os problemas de segurança no trabalho continuam acontecendo a cada dia em cada instalação dessa indústria. Apesar de normas federais cada vez mais detalhadas e preventivas, as gerências nem sempre prezam o seu cumprimento fiel; quando os sindicalistas reclamam, fazem passar abaixo-assinados, divulgam os ocorridos, as empresas procuram negar, escamotear, atribuir a outros fatores tal interesse sindical . Acidentes fatais também, foram cinco operários mortos até agosto de 2012 somente na Petrobrás.  Voce pode acompanhar tudo isso nos sites das duas maiores federações sindicais de atuação nacional: a FUP- Federação Unica dos Petroleiros, do campo cutista, e a sua "dissidência" recentemente criada,  a FNP- Federação Nacional dos Petroleiros.

 

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#   Refinarias de petróleo e terminais petrolíferos marítimos no Estado de São Paulo
.


Clique na foto da pluma de fuligem saindo do "flare" da refinaria REPLAN, em Paulínia - 
para ver uma seleção de 41 pranchas com uma ou mais fotos, cartografias e diagramas,  realizadas durante visitas, vistorias e perícias entre 1993 e 1998, na companhia de representantes da empresa, dos sindicatos de petroleiros, da Defesa Civil, de Promotores Públicos, peritos judiciais e assistentes técnicos em algumas  instalações da Petrobrás e suas imediações:

# terminais marítimos TEBAR em São Sebastião e TEDEP na área portuária de Santos

# refinarias REPLAN, em Paulínia,   RPBC, em Cubatão, e   REVAP em São José dos Campos

(os peões terceirizados, na foto ao lado, de 1998, estavam "limpando" o vazamento de óleo no córrego Alambari, após um acidente na operação de um dos oleodutos ligados à Revap)


#    Uma Ação Civil Pública no âmbito trabalhista foi aberta em 1994 pelo Ministério Público do Trabalho de Campinas, SP contra a Refinaria Replan - com o objetivo de recompor as equipes de operadores e técnicos em vários setores da refinaria e de freiar a terceirização galopante então em curso.
No entendimento do Procurador que abriu a ACP com base em informes fornecidos pelo Sindipetro, a política de pessoal estava na raiz dos problemas crescentes de acidentes e riscos na área industrial.
Para a instrução da Ação, a Juiza da Junta de Paulinia nomeou em 1995 o professor Miguel de Simoni, da Engenharia de Produção e da Coppe/UFRJ para ser o seu perito, que entregou o seu laudo em 1996.

Esse desenrolar, um dos mais importantes processos na Justiça trabalhista do País, é relatado no artigo abaixo
 [cujo texto foi incluído no livro "Sentidos do trabalho humano", organizado em 2005,
em homenagem ao professor Miguel, que havia falecido em 2002]
reapresentado aqui com as fotografias que foram anexadas ao laudo pericial:

SEVA, Oswaldo   "Refinando a perícia: o trabalho, o saber e a condição humana"






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#    O sistema de produção de óleo e gás no alto mar do Norte Fluminense, RJ  é bastante complexo, e está em contínua ampliação há quase 30 anos. No período mais intenso de minhas pesquisas na área, entre 1996 e 1998, compilei algumas cartografias oficiais e desenhei outras, que dão uma idéia preliminar da configuração geográfica do sistema
naquela época. Hoje a estrutura básica de dutos ligando com a terra permanece, mas o sistema foi substancialmente ampliado por novas áreas de produção em águas mais profundas ao Norte e ao Sul daquele trecho inicial.

#    Durante o ano de 1997, estive no Programa de Engenharia de Produção da Coppe/UFRJ realizando um "pós-doutorado" enfocando a situação de riscos para o trabalhador e para o entorno das instalações da indústria petrolífera em geral e em especial, as atividades de exploração e produção no litoral norte fluminense, o chamado "off-shore", na região produtora conhecida como "Bacia de Campos". 
 
A primeira parte do meu relatório de pós-doutorado resultou no capítulo
 “Segura peâo! Alertas sobre o risco técnico coletivo recente na industria petrolífera, Brasil, anos 1990”
do livro "Acidentes Industriais Ampliados", (Porto, Freitas e Machado, orgs), Editora Fiocruz, RJ 2000. Ver abaixo no bloco 2.4 desta página.

 A segunda parte, com resultados parciais e atividades que ainda estavam em andamento em 1997, consiste num roteiro de informes sobre as pesquisas em várias instâncias e numa sistematização do material visando a elaboração de textos didáticos e artigos. Intitula-se : 
“ Investigações acadêmicas, sindicais, jurídicas e parlamentares sobre o agravamento dos riscos e a degradação do trabalho social na produção de petróleo e gás no Norte Fluminense, anos 1990”

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                               
#    Durante os anos 1990, após uma série de acidentes fatais no "off-shore", aumentou a pressão dos sindicatos de trabalhadores (os mais conhecidos eram o Sindipetro NF e o Sindicato dos Mergulhadores RJ) sobre as autoridades e os políticos no sentido de serem apuradas as responsabilidades e cobradas as devidas correções e melhorias. Um dos resultados foi a instalação, em 1997, pela ALERJ- Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, de uma CPI - Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar a "Falta de segurança e condições de Trabalho nas plataformas petrolíferas do Estado do Rio de Janeiro", presidida pela deputada Miriam Reid e relatada pelo deputado Edmilson Valentim. Além das sessões realizadas no Palåcio Tiradentes,RJ, houve audiência pública na Câmara Municipal de Macaé, RJ, em 06 de junho, com a casa lotada, onde alguns sindicatos apresentaram relatos detalhados dos problemas sofridos pelos trabalhadores. O Sindipetro NF apresentou um dossiê com 80 paginas, elaborado por um diretor sindical dessa área e a assessoria, com a qual colaborei, junto com um médico e uma assistente social:

MARINHO, SEVA Fo. , VASCONCELLOS, AMARAL "Os Subterrâneos da Bacia:  as mortes, os riscos e a ilegalidade na exploração e produção de petróleo da Bacia de Campos" 1997.

A CPI teve naturalmente muita dificuldade para "emplacar". Vários gerentes e altos funcionários da Petrobrás, diretamente responsáveis pelo que ocorria foram convocados e se recusaram a depor, ou, quando foram, fizeram depoimentos falseados, mistificadores. Outras autoridades como a Delegacia Regional do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho também não colaboraram como deveriam. Finalmente, o relator , do partido PCdoB e com bases sindicais, abriu mão de indicar claramente todos os detalhes e toda a gravidade do problema apurado. Tudo em nome do conhecido "nacionalismo petrolífero" e da defesa da imagem da empresa, que estava então também sob a mira privatizante do governo Cardoso-Maciel e das multinacionais ali encasteladas.

                                                                                                          

#    Quando houve o grave acidente com a plataforma P-36, em 2001, com a perda da embarcação e onze homens mortos e perdidos, fui convidado pelo   jornalista José  Pedro Martins, (de Campinas, SP, que mantinha uma página ambientalista no portal Cosmo, chamada Mundoazul)  a comentar o ocorrido.      Recuperei artigo que já havia escrito em 1998 comparando as duas regiões produtoras de óleo e gás no meio do oceano (off-shore): "Mares do Norte, Naufrágios das alianças" .  E, depois de algum tempo do acidente, escrevi mais dois artigos: "Explosão e perda da maior plataforma: “Não tenho nada a ver com isto !”" Para ajudar a quem se interessa pela investigação do acidente da P – 36" .     Para acessar o arquivo com os artigos, clique no cartaz ao lado, de autoria de RSDAJ, capturado na internet.

#    Em 2006/7, o concluinte de Engenharia Mecanica da Unicamp, Rodrigo de Mello Ferreira, desenvolveu sob minha orientação um projeto de Iniciação Cientifica, com bolsa do CNPq, cujo relatório final teve o titulo: "Fontes de dados e ferramentas para a memória ambiental da indústria petrolífera e avaliação dos riscos cumulativos na principal região produtora, Norte Fluminense, e na refinaria Reduc, Baía da Guanabara, R.J."                                   
 
Clique na foto ao lado, dos terminais de petróleo da Baía de Guanabara,  para obter o arquivo.

#     Em 2012, dentro da publicação já mencionada, organizada pela Fase, está previsto outro capítulo  de minha autoria:     SEVA.O. "Capítulo 2- O Estado do Rio de Janeiro, capital dos problemas ambientais e sociais da indústria petrolífera - os casos do Norte Fluminense e da Baía da Guanabara"


#     SEVÁ Fo. A.O“A face ocultada e o chorume essencial”             Prefácio, pp.13 - 17 de
       FIGUEIREDO, M. G. "A face oculta do ouro negro: trabalho, saúde e segurança na indústria petrolífera offshore da Bacia de Campos",
        Editora da UFF, Niterói: 2012         ISBN 978-85-228-0777-2. 
        Lançado em dezembro de 2012, é uma longa e consistente compilação das pesquisas realizadas durante quinze anos pelo professor Marcelo Figueiredo, o "Parada", da Engenharia de Produção da Universdade Federal Fluminense (Niterói), e por alguns colaboradores. A pesquisa e a publicação são frutos de uma iniciativa conjunta com o Sindipetro NF, de Macaé, RJ.  O texto do meu prefácio foi publicado na integra no site do Correio da Cidadania:
http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=8049:manchete310113&catid=34:manchete

        O livro pode ser adquirido pela Loja virtual do site da Editora da UFF: http://www.editora.uff.br/component/booklibrary/?task=view&id=185&catid=14

#      "La explotacion ocultada de los trabajadores del petroleo en alta-mar" 
        é o mesmo prefácio do livro foi traduzido para o castelhano pelo boletim "Correspondencia de prensa" do Colectivo Militante-Agenda radical, de Montevideo, Uruguay.

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#        Continue acompanhando os problemas de segurança no trabalho, da saúde dos trabalhadores e as ocorrencias anormais e situações de risco de acidentes na produção "off-shore" do litoral fluminense , pelo site e pelas publicações do Sindipetro NF - Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense.



Petróleo e gás na Amazônia


Série de fotos feitas durante visita às       instalações da Petrobrás no Polo Arara

região produtora de óleo e gás em Urucu, Estado do Amazonas, 1999  (foto ao lado)                                                          

Relatório desta visita :  Análise preliminar técnica e ambiental da produção e do escoamento de óleo e gás em Urucu, Amazonas, Brasil, com informe sobre algumas contingências políticas.

                     

Alguns dos raros registros e avaliações da atuação da empresa petrolífera mais importante do Brasil, nos países vizinhos foram compilados pelos pesquisadores Jean P ierre Leroy e Julianna Malerba , da entidade FASE- Federação dos órgãos assistenciais e educacionais, do Rio de Janeiro, em coalizão com estudiosos e entidades das regiões afetadas e ameaçadas pela industria petrolífera na Argentina, na Bolívia, no Peru, no Equador (foto acima) e na Colômbia. O último artigo do livro, editado em 2005, é do escritor uruguaio Eduardo Galeano.

MALERBA, J. e LEROY J-P.  “Petrobrás: integración o explotación?”      Rio de Janeiro: FASE- Programa Brasil Sustentável e Democrático, 2005

FASE - Federação dos Órgãos Assistencias e Educacionais - Solidariedade e Educação fundada em 1961, com escritórios no Pará, Pernambuco, Bahia, Espirito Santo e Mato Grosso, e sede no  RJ


Para acompanhar os conflitos em  regiões petrolíferas de outros países : 

OilWatch, uma federação de entidades/ movimentos com atuação global,  atualmente tem sede na Nigéria.


Observatório Petrolero Sur, criado na Argentina, e acompanhando casos em países da América do Sul



 

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No início do ano de 2007, começou se formar no Acre uma “onda” oficial de especulações, expectativas e até ansiedades sobre um possível futuro petrolífero para o Estado. Fui convocado às pressas para ajudar entidades e grupos locais que poderiam ser prejudicados pelas atividades de prospecção, ainda mais que uma boa parte das terras florestadas do Estado é formada por unidades de conservação federal, por reservas extrativistas e por Terras Indígenas. Iniciei a minha ajuda por meio da elaboração de uma serie de três artigos, os quais foram publicados graças ao convite dos antropólogos Txai Terri Aquino e Marcelo Piedrafita, que editam há alguns anos  a coluna dominical chamada “Papo de índio”, em um jornal de Rio Branco, o “Pagina 20” (www.pagina20.com.br).  
Papo de Indio -  O Petroleo e o gas debaixo da terra Pan Amazonica I II e III

Na reunião anual da ANPOCS - Associação Nacional de Pós Graduação em Ciências Sociais, de 2008, apresentei uma atualização desse trabalho anterior (em co-autoria com o antropólogo Marcelo Piedrafita Iglesias e publicado na coluna Papo de Indio). Incorporei o que aprendi com os indígenas peruanos e equatorianos que estiveram presentes no seminário que o Tashka Iawanawa realizou em Rio Branco em 2007.  Resultou o artigo:

SEVA Fo. A. O.     "Selva quadriculada à revelia.  Povos e poderes em conflito nas Amazônias equatoriana, peruana e brasileira sob o avanço da indústria petrolífera " apresentado no GT 4 - Grupo de Trabalho sobre Conflitos ambientais,  Processos de territorialização e Identidades sociais,  32º. Encontro Anual da ANPOCS - Associação Nacional de Pós graduação e Pesquisa em Ciências Sociais  Caxambu, Minas Gerais, Outubro de 2008.

[Link para o texto na cartografia dos blocos de exploração em licitação na Amazonia Peruana em 2006]

Em 2012, fui procurado por um repórter de um jornal de Rio Branco para opinar sobre o inicio da prospecção sísmica no vale do juruá, que já estaria afetando moradores de alguns municípios acrianos. Minha entrevista, mesmo curta e genérica, sem mencionar nomes nem fatos precisos, não foi mesmo publicada, mostrando como a imprensa local está dominada pelos interesses da família Vianna e seu clã, que comandam a politica local há uma década e meia. O jornalista Altino Machado, com o seu Blog do Altino, o mais comentado do Estado, ajudou a romper o cerco e reproduziu a entrevista, em 16 de junho.




         1.2. Mineração e Metalurgia

1.2.1 Clique na foto ao lado (garimpeiros esperando uma brecha na operação da escavadeira para recolher pedras de cassiterita, na mina de Bom Futuro, Rondônia, 1998)  para ver uma serie de imagens de visitas  e de pesquisas feitas em  canteiros de mineração  e em indústrias  metalúrgicas  nos estados de Rondônia, São  Paulo, Minas Gerais - Quadrilátero Ferrifero e Rio Grande do Sul

1.2.2. Uma pequena amostra das dimensões da
 
mineracao  de ferro na Serra do Carajas  Para  pode ser vista nesta seleção das fotos de visita feita por técnicos de empresa onde trabalhava o meu orientando engenheiro eletricista Rubens Araújo, que cedeu as fotos.

1.2.3. Junto com vinte estudantes que participavam da Semana de Engenharia Mecânica na Unicamp, em outubro de 2006, visitamos por poucas horas uma parte das instalações industriais de fundição e de laminação de alumínio da CBA na cidade de Alumínio, (ex-Mairinque),  SP.  Juntando com algumas outras imagens obtidas no Pará por mim e pelo engenheiro Rubens Araújo sobre a fábrica da Albrás, com fotos que fiz em Ouro Preto, MG sobre a velha fábrica da Alcan, e com algumas imagens extraídas de uma publicação estrangeira, montei uma nova série de  imagens e dados básicos sobre a fabricação de aluminio 

Num dos galpões de fornos eletrolíticos de alumínio da CBA, em 2006, a máquina de quebrar a crosta do material incandescente, para liberar os gases acumulados (com fluoretos, CO e outros) e melhorar a performance da fundição

1.2.4.  SEVÁ , O.  "Mina Grande Conflitos Gerais"  
Texto elaborado em 2011, especialmente para a pasta de "Textos analíticos", na apresentação do projeto

“Mapeamento dos Conflitos Sócio-ambientais em Minas Gerais” 

desenvolvido pela equipe do Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais  GESTA, do Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da a Universidade Federal de Minas Gerais.

1.2.5. Os de Minas Gerais, costumam dizer orgulhosos que lá é a "caixa d'água" do Brasil. Exagero deles, uai !
Porém, alguns dos maciços serranos do Estadio são - ainda, apesar de tudo - verdadeiras caixas d'água onde se forma a correnteza de numerosos rios das principais bacias fluviais do país. Juntei aqui imagens feitas entre 1991 e 2007, em alguns locais do fabuloso conjunto formado pelas Serras da Moeda, Caraça, Espinhaço, parte do chamado "Quadrilátero ferrífero", incluindo as cercanias de Ouro Preto e de Congonhas do Campo e do Vale do Aço, para que se veja uma amostra da degradação e da "riqueza" típicas do capitalismo mineral.


O quê restava, em 1991, do Pico do Itabirito, um dos pontos culminantes de Minas Gerais, comido pela mineração de ferro.

1.2.6 .    Uma boa referência sobre a situação socio-econômica recente e os conflitos fundiários e ambientais nos municípios onde funcionam as dez maiores minas no Brasil é o livro organizado pelo CETEM- (Centro de Tecnologia Mineral um órgão federal de pesquisas, com sede no campus da UFRJ) no qual cada capitulo foi feito por um grupo de pesquisadores que se dedicou a cada uma dessas grandes minas.  Interessante que, em nenhum desses casos, os indicadores de desenvolvimento e de qualidade de vida do município podem confirmar qualquer progresso ou quiçá desenvolvimento após o inicio do funcionamento das grandes empresas. São analisados os casos dos municípios paraenses de Canaã dos Carajás, onde a Vale vai extraindo e concentrando em grande escala os valiosos metais cobre e ouro;     e de Juruti , próximo de Santarém, onde a norte-americana Alcoa começa a abrir uma das maiores minas mundiais de bauxita, minério precursor do  alumínio metálico;     também no município goiano de Crixás, onde a sul-africana AngloGold extrai ouro por meio de um processo altamente contaminante;     dos municipios de MG :  Paracatu, com a extração de ouro pela multinacional Kinross; de Vazante e Lagamar, com a extração de zinco e prata pelo grupo Votorantim;     de Congonhas do Campo, com a mineração de ferro pela CSN e Vale. Os dramas e problemas já começam também, bem antes do funcionamento da mina de ferro, como mostra a pesquisa em Conceição do Mato Dentro, MG e do mineroduto que vai ligar com o novo terminal maritimo de Açu, no litoral do RJ.

FERNANDES, F.R.C., ENRIQUEZ, M.A.R.da S., ALAMINO, R.de C.J. (editores) “Recursos Minerais & Sustentabilidade Territorial: grandes minas” vol.1, Rio de Janeiro: CETEM/MCTI, 2011.

1.2.7.     Corredor de exportação de ferro "Minas-Rio". A mina projetada no coração da Chapada Diamantina afetaria diretamente a utilização de água na Serra do Sapo e os municípios Dom Joaquim e Alvorada de Minas, MG; a previsão é de captar inicialmente captar  600 litros de água por segundo, no Rio do Peixe, fazendo 32 km de adutora com túneis. Com a construção de mais um mineroduto na região - além do que já existe ligando a região de Mariana com o porto de Ubu, ES – haveria uma nova transposição de água da bacia do rio Doce, que será despachada junto com”polpa” de minério, e descartada na ponta final do duto.  Quase quarenta municípios se localizam ao longo do trajeto de 525 km, dali até a região da foz do rio Paraíba do Sul, no Município de São João da Barra, distrito de Açu no litoral norte fluminense. No rastro dos destroços, chamados “impactos indiretos”, seriam afetados Parques Municipais e Estaduais; seria transformada para sempre, e para pior, a vida na pacata e turística Conceição do Mato Dentro.  Se o projeto se concretizar, um fluxo estimado em 27 milhões de toneladas por ano de minério de ferro com água e aglomerantes seria transportado para o terminal de Açu, destinado á exportação na forma de pellets ali produzidos após a secagem da lama de minério - ou -  à transformação em aço ali mesmo, caso vinguem os projetos de usinas siderúrgicas da indiana Tatá e da chinesa Wuhan. A abertura da mina e a implantação da infra-estrutura para o despacho de lama de minério provocou na região de Conceição uma reação intensa contra a empresa Anglo American, (oficialmente, a etapa de lavra e transporte do projeto se chama Anglo Ferrous Minas-Rio, e foi adquirido do grupo MMX que originalmente seria o dono). Na ocasião da concessão da licença ambiental, as audiências públicas foram tumultuadas pela postura agressiva da empresa e pelas manobras de bastidores típicas da política mineira, onde os interesses empresariais se fizeram representar em todos os níveis do legislativo, executivo e judiciário, restando apenas a “janela” do Ministério Público que canalizou parte da insatisfação dos grupos atingidos e de entidades de defesa regional. 
" Mineradora recebe recomendações para que respeite direitos humanos no interior de MG.  Objetivo é evitar mais violações a direitos das populações atingidas pela exploração de uma mina e construção do Mineroduto Minas-Rio" . Acompanhe pelo site do próprio
Ministerio Publico Federal em MGo teor dessas recomendações feitas em junho de 2012.


1.3 Carvão Mineral no Sul Catarinense



Na foto da pilha de rejeitos piritosos (pirita= sulfeto de ferro), que resultam do chamado "beneficiamento" do carvão mineral, você tem o link com o relatório consolidado de pesquisas de campo  e percursos realizados entre 1992 e 2001,  em Criciúma, Siderópolis, Treviso, Nova Veneza,  Araranguá, Lauro Muller,  na Região carbonífera do Sul de Santa Catarina:
"Num paraíso da água e da mata, o inferno da pedra fóssil (Piemonte da Serra Geral do Sul Catarinense)

O "laguinho" verde turquesa na realidade é uma cava da mineração de carvão abandonada, enchida pelas águas do rio Fiorita, em Siderópolis, SC; a côr da água atesta uma boa concentração de sais de cromo hexavalente e a transparência total é devida à acidez elevada; as unicas formas de vida são uma alga gelatinosa que cresce nas tranqueiras submersas e o capim espinhento das margens. Nem insetos circulam, o silêncio é mortal. foto de 1996.

Abaixo, a foto da unidade VII, com 350 MW, da Usina Termelétrica a carvão mineral, chamada "Jorge Lacerda". Então (1994), estava em fase final de construção, pela estatal Eletrosul e depois foi "privatizada" e estão nas mãos da poderosa multinacional franco-belga Tractebel. Domina a paisagem do distrito de Capivari, na cidade de Tubarão, sul de Santa Catarina,  e é um dos maiores focos de poluição atmosférica em todo o país.





Na  foto do rio Sangão, da bacia do rio Araranguá, morto ent
re pilhas de rejeito  da "lavagem" do carvão e lixo da cidade de Criciúma, o link para uma seleção de  imagens fotográficas e cartografias/croquis dos problemas ambientais da mineração do carvão, do seu processamento e do uso em termelétricas.





 








 
1.4. Carvão Vegetal
                                                                                                                                      
Clicando sobre os caminhões carvoeiros no pátio da siderúrgica Gerdau (Pains) em Divinópolis, MG, v. terá uma série de fotos ilustrando:
#    o carvoejamento de árvores nativas e de eucalipto em Tapiraí, Serra de Paranapiacaba, SP,2002, #    o carvoejamento de resíduos de serraria em Itamaraju, no sul da Bahia,1979, e de pés de café erradicados em São Gonçalo do Sapucaí, sul de MG, 2008;#     fornos para carvoejamento de lenha de eucalipto em Ouro Preto,1998 e Raposos,1992, MG; #    caminhões de carvão no pátio da siderúrgica Pains/Gerdau, em Divinópolis,2004, região central de MG, e em trânsito, perto de Araguari,1992 , no Triângulo mineiro; #     instalações de siderúrgicas que queimavam carvão vegetal no “Vale do Aço” em Barão de Cocais, 1992, em Timóteo, 1991, em João Monlevade, 1991; e de um guseiro em Carmo da Mata, em 2007, eucaliptais em formação em Cláudio, ambas na região central de MG, e em Careaçu, no sul do Estado,2007; mais algumas fotos dos painéis  de João Roberto Ripper, sobre o trabalho infantil, (exposição no RJ, 1999).


#    A principal utilização do carvão vegetal no Brasil é na indústria metalúrgica, em especial na siderurgia e na fabricação de ferros-liga; apesar dos enormes problemas sociais e humano na sua produção, e apesar de estar associado à expansão do desmatamento de cerrados e matas...o carvão obtido de lenha e de casca de cocos é o melhor combustível sólido que se conhece para essa aplicação;  desde os anos 1990, o maior fluxo é proveniente de eucaliptais e não de vegetação nativa.  É o que ficou demonstrado pelo engenheiro agrônomo Josemar Xavier de Medeiros, professor da Universidade de Brasília, quando realizou sob minha orientação uma detalhada pesquisa acompanhando a cadeia produtiva desde os cortes de cerrado e de eucaliptais no Noroeste de MG, na região de Unaí e Paracatu até o seu consumo nos altos fornos dos guseiros e das usinas integradas daquele estado. O resultado é acessível em sua tese de Doutorado defendida em 1995 na área de Planejamento Energético da Unicamp:

MEDEIROS, J.X. "Energia renovável na siderurgia : análise sócio-econômica e ambiental da produção de carvão vegetal para os altos fornos de Minas Gerais (no início da década de 1990)"






1.5. Indústria de celulose de eucalipto                                                                                                                                                                                                                       
                                                                                                                                                                                                                        
#     A indústria de celulose a partir de madeira de eucalipto é um dos setores de maior importância no Brasil para o capital internacional. Aqui funcionam algumas das maiores fåbricas do mundo, portanto, com algumas das mais extensas áreas plantadas com essa espécie exótica. No centro de vários conflitos e polêmicas, os grandes grupos capitalistas da celulose parecem não sofrer nenhum controle nem constrangimento, e vão expandindo indefinidamente eucaliptais próprios ou de terceiros sob contrato de fornecimento, em várias regiões brasileiras: * se auto-intitulam "responsáveis", pois pagam a um grupo de certificadores internacionais para obter os selos "verdes",             * chamam suas monoculturas de "florestas",     * negociam nas bolas polpudos créditos de carbono mesmo quando devastaram a vegetação nativa; *    expulsam moradores, desestruturam comunidades rurais, quilombolas e indígenas;    * suas fábricas consomem um imenso volume de água, devolvendo também grandes volumes de efluentes com alta carga organica e resíduos químicos; *    as emissões de suas chaminés e as emanações de seus tanques de tratamento estão na origem de um horrível mau cheiro, conhecidissimo em várias localidades do país, incomodando e poluindo cidades inteiras de forma ininterrupta.

#    Na foto da chaminé,  você obtem o link para uma série de fotos: as fábricas Papirus e Ripasa e o seu entorno, nas margens do rio Piracicaba, município de Limeira divisa com Americana, SP; no entorno da Riocell, em Guaíba, RS; e em dois pontos de rodovias paulistas; mais a carreta de toras de eucalipto na BR 101, sul da Bahia, e  fotos ilustrativas do conflito no litoral do Espírito Santo, entre Vitória e a foz do rio Doce, de onde a indústria Aracruz expulsou índios Tupiniquim de suas terras.

#    Um panorama da situação no Sul do país pode ser obtido no "Cadernos IHU em Formação" - A monocultura do eucalipto. Deserto disfarçado de verde?  Ano IV no.27, 2008 também disponivel no site do Instituto Humanitas Unisinos, da Universidade do vale dos Sinos, em São Leopoldo, RS.

#        Um panorama dos problemas da ampliação dos eucaliptais e das fabricas de celulose em países vizinhos do Brasil consta do estudo feito por um grupo de pesquisas da Universidade Nacional de Buenos Aires: SEOANI, TADDEI,  ALGRANATI    “Recolonización, bienes comunes de la naturaleza y alternativas desde los pueblos”  Dialogo de los Pueblos / GEAL- Grupo de Estúdios sobre America Latina y Caribe (UBA), Buenos Aires, 2010.

Mais informações sobre a atual ofensiva dos imensos eucaplitais e da indústria de celulose em países vizinhos  e no Sul da Bahia estão em:
RECOMA - Red latinoamericana contra los monocultivos de arboles


Centro de Estudos e Pesquisas para o desenvolvimento do extremo Sul da Bahia



1.6. Indústria cimenteira e caieira

A engenheira Auxiliadora Moura Santi , à época analista ambiental na agência estadual FEAM, de MG, fez a sua pós-graduação na área de Planejamento Energetico da FEM, enfatizando na pesquisa um dos problemas mais graves e controversos da industria cimenteira: a prática, então no início, hoje generalizada - da utilização dos grandes fornos rotativos de clinquer como se fossem incineradores de resíduos sólidos, pastosos e líquidos de origem industrial, uma parte dos quais classificada como resíduo perigoso.  A dissertação de mestrado foi concluída, sob minha orientação e a co-orientação da profa. Silvia Nebra, em 1997: "O emprego de resíduos como combustiveis complementares na produção de cimento na perspectiva da Energia, da Sociedade e do Meio Ambiente. Estudo de caso: Minas Gerais no período 1980 - 1997"

Na comunicação feita no VIII Congresso Brasileiro de Energia, dezembro de 1999, RJ, veja um resumo dessa etapa da pesquisa:
SANTI, A.M.M. e SEVA Fo.,A.O. "Resíduos renováveis e perigosos como combustíveis industriais. Estudo sobre a difiícil sustentação ambiental da fabricação de cimento no Brasil, anos 1990"

                                                                                                                                                                                                                                                   
No prosseguimento da pesquisa, Auxiliadora Santi,
professora da UFOP- Universidade Federal de Ouro Preto, apresentou em fevereiro de 2003 sua tese de doutorado na mesma área de Planejamento Energético da Unicamp:  "Co-incineração e co-processamento de residuos industriais perigosos em fornos de clinquer : investigação no maior polo produtor de cimento do pais, região metropolitana de Belo Horizonte, MG, sobre os riscos ambientais, e propostas para segurança quimica"

SANTI, SEVA " Combustíveis e riscos ambientais na fabricação de cimento; casos na Região do Calcário, ao Norte de Belo Horizonte e possíveis generalizações"  -  é um artigo que resume aquela tese, especialmente na questão dos riscos ambientais da queima de resíduos, e foi apresentado no Encontro de 2004 da ANPPAS- Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ambiente e Sociedade". Na foto ao lado, os pneus usados aguardam para ser introduzidos como combustível complementar no grande forno rotativo de clinquer de uma das cimenteiras da região Norte de BH. A propaganda empresarial e as agências ambientais envolvidas consideram como "destinação adequada e ecologicamente correta".                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             



Veja a série completa de imagens de duas regiões calcárias em MG

Os afloramentos rochosos e dolinas dessas duas regiões estão sendo minerados há várias décadas para a fabricação de cal e cimento:
 
1) uma ao norte de Belo Horizonte, onde se situam famosas cavernas calcárias, dentre elas a Lapa Vermelha (foto ao lado), ainda preservada;  veja o mapa temático da Região Metropolitana da capital mineira   (parte da bacia do rio das Velhas, mais a região de Lagoa Santa, Pedro Leopoldo, Matozinhos até perto de Sete Lagoas) com imagens produzidas durante a tese de doutorado da professora Auxiliadora Santi (da UFOP)-   e -
2) a
outra no Centro Oeste de MG (municípios de Pains e Arcos, bacia do alto rio São Francisco.

1a. foto na zona rural de Arcos, MG, sob o ar carregado da poeira e da fumaça das indústrias, a granja coexiste com a caieira que vai desmontando as dolinas calcárias ao fundo, 2006;   2a. foto: uma das grutas mais famosas da Região Calcária ao Norte de BH, a Lapa Vermelha, ainda preservada, em meio a dezenas de outras formações destruídas e ameaçadas.




1.7. Projetos e Usinas termelétricas

No Estado do Amazonas
                                                                                                                                                                   
#    Todas as cidades do Amazonas dependem de geração termelétrica; nas menores, são em geral motores a diesel ou, em poucos casos,  como em Itacoatiara, pequenas turbinas a vapor cujas caldeiras queimam resíduos de madeira; Manaus tem uma parte  equivalente a 20% da demanda total que é atendida pela usina hidrelétrica de Balbina; o restante vem de quatro "polos" de usinas térmicas em diferentes bairros da cidade.     Veja no link, uma série de fotos feitas em 1999, durante visita técnica à Manaus Energia, ( fotos ao lado, o prédio principal, com duas das quatro chaminés das caldeioras a óleo grosso em funcionamento; e a sala de máquinas com quatro turbinas a vapor, ciclo Rankine, com potencia de  136 MW). Fica  no bairro Mauazinho, perto do ferry-boat para Careiro da Várzea; na série, algumas fotos das usinas vizinhas com turbinas a óleo diesel e com grandes motores, então pertencentes à El Paso e à Wartsila; e outras fotos, feitas em 2003, do parque térmico do bairro Aparecida, da Manaus Energia, próximo ao centro histórico.

No Estado de São Paulo:

#    Coincidindo com a finalização da construção do gasoduto Bolívia-Brasil, pro volta de 1998/9, e com o período de privatização das empresas estatais de eletricidade, e da "crise de oferta" de energia elétrica, vários municípios de São Paulo se tornaram alvos de um surto intempestivo de tentativas de implantação de usinas termelétricas de grande porte, movidas a gás natural. Veja no link algumas fotos das Audiências Públicas convocadas pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, durante o processo de licenciamento ambiental de projetos de usinas, mais os croquis, fotos aéreas e de satélite dos locais previstos em Jundiaí, ao lado da subestação da Cesp ( projeto BJE- Bom Jardim Energética, 840 MW, sócios Entergy e CESP, 1998-99, em Paulínia , ao lado da refinaria de petróleo Replan ( projeto TPP- Termelétrica do Planalto Paulista, 650 MW, Florida Power , Petrobrás e Ultra 1999-2000) em Santa Branca, vale do Paraíba do Sul , na beira da represa da usina hidrelétrica Santa Branca ( projeto Eletroger, 1000 MW, Eletropaulo-AES, Light RJ-EDF 2001-2002)  e em  Americana, na beira do rio Piracicaba, divisa com S. Barbara d'Oeste ( projeto Carioba II, 1.200 MW, sócios Intergen e Shell, em 2001-03)

                               







1. Na audiência da TPP na Camara Municipal de Paulínia, as faixas dos vereadores devidamente "a favor" do projeto, e os sindicatos cutistas de eletricitários, trabalhadores do saneamento básico e petroleiros, então contrários...2. Na audiência da Eletroger no Ginasio Municipal de Santa Branca, o pessoal contrario de costas para os palestrantes oficiais, no 1o. plano os lideres ambientalistas Mauro Wiken e Ricardo Ferraz ( in memoriam); 3. na parede do plenário vazio do Teatro Municipal de Americana, as faixas pró e contra, antes de uma Audiência que não se realizou, suspensa por falta de segurança, devido aos tumultos na rua em frente; 4. Em Jundiaí, o antigo Theatro Politheama lotado para a audiência da BJE.



#    Dentre esses projetos (e outros que não pude acompanhar tão de perto), o mais conflitivo foi o projeto chamado Carioba-II, em Americana.  Em 2001, atendendo a uma solicitação da Prefeitura Municipal, elaborei, junto com o colega professor André Luis Ferreira, um extenso parecer técnico, demonstrando o excessivo consumo de água e o aumento brutal de poluição atmosférica por parte da usina projetada, recomendando que o então Prefeito Waldemar Tebaldi  não concedesse a Certidão de Uso de Solo em conformidade com o Zoneamento Municipal para aquele projeto -  o quê bloquearia o processo de licenciamento perante o Consema do Estado de SP. A Prefeitura preferiu ceder às pressões das empresas proponentes e seus "lobbistas", emitiu a Certidão;  apesar dos tumultos e violências ocorridas nas audiências realizadas em quatro cidades da região, o Secretário Estadual de Meio Ambiente, José Goldemberg concedeu a Licença ambiental. Porém, a empresa brasileira integrante do Consórcio (CPFL) se retirou e alguns meses depois, os socios norteamericanos desistiram, sem nunca explicar porquê...

                                                                                                                                                                                                                                       
#    Veja a série de fotos da Usina Termelétrica Piratininga   da empresa EMAE, no bairro Interlagos, zona Sul de SP,durante a  visita realizada em 20 de outubro  de 2005 junto com uma turma de estudantes da FEM, dentro da programação da Semana de Engenharia Mecânica da Unicamp. A antiga usina da Light, inaugurada nos anos 1950 no bairro Interlagos, zona Sul de SP (depois passou para a estatal Eletropaulo, depois para a ainda estatal EMAE) foi sendo ampliada e atingiu a potência de 450 MW ; as quatro caldeiras inicialmente queimavam óleo grosso e estavam sendo convertidas para queimar gás natural; o vapor que acionava as quatro turbinas era condensado em circuito aberto usando a "água" do canal Pinheiros, logo abaixo da barragem de Pedreira, que integra o sistema Billings. (foto ao lado) . No mesmo site, a Petrobrás construiu no inicio da década de 2000 a sua usina termelétrica com quatro turbinas a gás, podendo operar em ciclo combinado com turbinas a vapor, com potencia na faixa de 400 MW, chamada de "Nova Piratininga", que foi uma das duas únicas usinas a gás que foram construídas - dentre as dúzias de projetos anunciados no Estado de São Paulo naquele período de 1998 a 2003. A outra foi feita também pela Petrobrás, dentro da Refinaria RPBC, em Cubatão.

Nos Estados do Paraná e de Minas Gerais:

#    Roteiro para avaliação crítica do projeto Cofepar
projeto de usina a resíduos de petróleo, prevista para a cidade de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, em co-autoria com Aline Rick, e elaborado a pedido de entidades da região ( Associação de Defesa do Meio Ambiente Araucária-AMAR, e SindipetroPR-SC), em Abril de 2001 (832 KB)

#     Artigo sobre licenciamento de usinas termelétricas em MG, SP e PR,
em co-autoria com a orientanda Auxiliadora Santi e outros técnicos da FEAM, apres. no IX Congresso Brasileiro de Energia, maio 2002 (89 KB)

ATUALIZAR 2012    INSERIR link para TG DO RAFAEL VALOTTA RODRIGUES  2011




1.8.  Agro-indústria sucro-alcooleira

                                                                                                                                                                                                                   
A bio-massa é linda, mas... comecemos pela paisagem, pelo uso da terra e da água, pela poluição e pelo balanço de massas do processo produtivo, pelos veículos, pelas instalações industriais, e pelas pessoas!

Na foto do tanque de vinhoto da antiga usina Santa Bárbara,  com o prédio da Prefeitura de Santa Bárbara d' Oeste, SP ao fundo,  você baixa um power point (formato pdf com 6,4 MB) com fotos de pesquisa e visitas em canaviais e usinas e destilarias
Em SP: Santa Bárbara d Oeste, 1994  
Cosmópolis, Paulínia, Campinas, 1993-94
Mogi-Mirim, 1992, 2007, e fotos aéreas 2007
Pedra de Fogo,PE e També, PB 1983-85        Campos dos Goitacases, RJ, 1979
Cláudio, MG , 2006-7                                                                                              

 mais algumas fotos de painéis de autoria do fotógrafo  João Roberto Ripper, obtidas em uma exposição volante organizada pelo prof. José Roberto Novaes, do NAEA/UFRJ, sobre Trabalho infantil, em uma escola de São Gonçalo, RJ , 1999.

Consulte o artigo por ele elaborado uns anos depois sobre a super-exploração a que são submetidos os trabalhadores dos canaviais nas regiões mais "modernas" desse agronegócio; publicado na revista Estudos Avançados, do IEA/USP:

NOVAES, José Roberto Pereira. Campeões de produtividade: dores e febres nos canaviais paulistas. Estud. av. [online]. 2007, vol.21, n.59, pp. 167-177. ISSN 0103-4014.

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No nome dos autores, você tem o link de um relatório de pesquisas de campo feitas em regiões canavieiras e de oleaginosas em MG e MS:

ASSIS, W.F.T.   ZUCARELLI, M.C.     "Despoluindo incertezas. Impactos territoriais da expansão dos agro-combustíveis e perspectivas para uma produção sustentável”,   Belo Horizonte,: Editora O Lutador, 2007





2. TEXTOS TEÓRICOS, ANALÍTICOS,TESES, GUIAS, ENSAIOS, PREFÁCIOS E CAPITULOS DE LIVROS,
E VERSÕES PRELIMINARES DE PUBLICAÇÕES FUTURAS

Poluição e riscos ambientais
#    SEVA Fo. A. O.  "Para combater a poluição, pense globalmente dentro e fora da fábrica, equacione rigorosamente a matéria e a energia"   

Apresentação de fiz para o livro de  LORA, Electo Silva "Prevenção e Controle da Poluição nos setores Energético, Industrial e de Transporte", 2a. ed/ Interciência, RJ:2000  pp. IX a XXIII.


#    Céu noturno avermelhado
  
Ensaio sobre as cidades industriais brasileiras com a atmosfera mais poluída.

#   
Artigo publicado na revista Estudos Avançados, do IEA/USP, em 1991, relatando parte dos meus estudos de pós-doutorado, sobre alterações ambientais decorrentes da queima de combustíveis fósseis, especialmente sobre a acidificação da atmosfera e das regiões mais industrializadas:
Como estão as "manchas ácidas" no Brasil


#    A poluição do ar, suas fontes, os parâmetros utilizados para medí-la, as políticas de controle dos poluidores fixos (indústrias) e móveis (frotas), a situação preocupante do ar que se respira nas metrópoles brasileiras, as consequências disto para a saúde humana, o direito e a necessidade de informação correta e em tempo hábil para os cidadãos - são temas raramente abordados de modo sistemático pelas próprias agências ambientais, pelas entidades de pesquisa, e até mesmo pelas ongs ambientalistas.   A organização de interesse público (oscip) Instituto de Energia e Meio Ambiente de São Paulo é uma das poucas que priorizam esse campo, além de destacar a importância da mobilidade urbana e suas diversas alternativas; uma das publicações mais interessantes e úteis é o guia  "O direito à informação ambiental e a qualidade do ar", de 2009, de autoria do prof. Paulo Affonso Leme Machado, o decano dos juristas ambientais brasileiros.

TG    Guilherme Zaparoli, 2007 Sobre a poluição ambiental de industria cerâmica em Jundiaí, SP



Fontes e usos de energia



SEVA, O.    "Conceitos- chave e precauções no estudo das Fontes, dos Usos e dos Conversores de Energia"
, 2006.
                    Apostila básica da disciplina EM 972 - Oferta e Demanda de Energia


SEVA, O.  "Usinas hidrelétricas e termelétricas. Roteiro experimental sobre as concepções e o modo de funcionamento e algumas das consequências".
2005          Apostila elaborada para um mini-curso oferecido na Semana de Engenharia Mecânica, e utilizada em disciplinas eletivas da área de Energia e Meio Ambiente,  da graduação de Engenharia Mecânica.

SEVA, O.      " Nomenclatura e raciocínios elementares para a "alfabetização energética". Capitulo Eletricidade"  2011
apostila elaborada
para utilização em disciplinas eletivas da área de Energia e Meio Ambiente,  da graduação de Engenharia Mecânica.



BRETTE, Gregory Y.G.      
Panorama energético comparativo da França e do Brasil , 2005 . O estudante de cooperação internacional entre cursos de engenharia na Ecole Nationale Superieure d’Arts et Metiers e a Faculdade de Engenharia Mecânica elaborou em dois semestres um Trabalho de Graduação (TG) de grande fôlego. Neste relatório-monografia, são sistematizadas as principais dimensões dos recursos naturais energéticos de cada país e são diagramadas com método próprio, as cadeias produtivas. Foram analisados de modo sintético os fluxos de mercadorias energéticas em cada país, cotejadas e comparadas por meio de unidades físicas e comerciais compatíveis, e utilizando fontes de informação oficiais e empresariais.

SEVA Fo. A. O.          Eletricidade, Combustíveis e usinas elétricas    2002,         Apostila didåtica utilizada em disciplinas do curso de Engenharia Mecânica, em linguagem acessível para estudantes de outras áreas e para o publico em geral; mostrando como a eletricidade chega até no interruptor da sua casa, ou do seu local de trabalho...como o "Brasil elétrico" não era um só em 2002 ( e ainda não é!)  descreve  as malhas da rede elétrica e seus “pepinos”; discute se as centrais instaladas podem ou não dar conta do consumo? dá uma idéia de como ocorreram os black - outs.
Na parte dos combustiveis, apresenta o quê é queimado nos bicos de cada fogão, ou na caldeira de cada indústria ou navio, ou, no motor de cada veículo e de cada aeronave e como
são obtidos os derivados de petróleo no Brasil; detalha as carcateristicas do gás metano que resulta de processos industriais, da bio-massa e dos resíduos;  apresenta a recente indústria do gás associado ao petróleo ou GN, e as várias utilizações possíveis desse combustivel bem como os produtos da sua combustão; na parte final, descreve os quatro principais tipos de instalações básicas para produzir eletricidade a partir dos rios e dos combustíveis, e faz um panorama historico das usinas termelétricas, ilustrando a sua dimensão básica, alguns riscos e certezas quanto ao seu funcionamento.


 Pianeta in prestito - Energia, Entropia, Economia-       tradução de uma parte do livro de Tronconi, Valota, Agostinelli e Rampi,1991 (dar mais detalhes)

Na revista ComCiência, do Labjor/Unicamp, de fevereiro de 2005, concedi uma entrevista sobre a conjuntura do debate sobre energia em 2004, com quesitos elaborados por jornalistas que foram meus alunos num curso de especialização. Argumentava, desde então, que era errado levarmos o foco do debate para as alternativas de oferta de energia; e criticava as formulas enganosas, tipo "renováveis" ,"limpas", e etc. Interessante, no mesmo número da revista, uma entrevista do então reitor da Unicamp, físico de formação mas não estudioso do problema energético, reforçava exatamente essas fórmulas mistificadoras, enganosas...

Trabalhos de Graduação:
Eduardo Hiroshi  Óleo vegetal (soja)  2009
Leonardo Oliva 2009 Óleo vegetal (girassol)

João Guilherme Costa  2008  Turbo-gerador eólico
Mateus Bombig 2009    Combustivel vegetal  em aeronaves

Ricardo Silveira  2011   Agua e e energia em pré-assentamento rural



 Conflitos sociais dos projetos de investimento em infra-estrutura e energia, e do seu licenciamento ambiental

#   Quando a Área Interdisciplinar de Planejamento Energético da Unicamp estava sendo criada, no final dos anos 1980, fui convidado a colaborar e as primeiras disciplinas que ofereci e primeiras orientações definiram uma linha de pesquisas chamada "Energia Sociedade e Meio Ambiente". A primeira tese defendida foi em 1991 a de Célio Bermann, (atualmente professor da Universidade de São Paulo), que teve a ousadia de apresentar as decisões de investimento em energia como "fatos consumados", cujo único questionamento se limitava ao processo de licenciamento ambiental, então recém regulamentado pelos governos federal e estaduais. Aprofundando a análise da então chamada "politica energética", o pesquisador demonstrou que o aparelho estatal brasileiro já operava então como portador de interesses de classe bem definidos, privilegiando em tudo a expansão dos processos produtivos de alta intensidade energética (mineração e metalurgia, vários ramos da indústria química incluindo o refino de petróleo e a destilação de etanol, papel e celulose), e criando conflitos de dificil resolução com as populações atingidas pelas obras.

BERMANN, C. "Os limites dos aproveitamentos energéticos para fins elétricos: uma análise política da questão energética e de suas repercussões sócio-ambientais no Brasil", tese de Doutoramento, Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp, 1991.

#    Uma avaliação retrospectiva que fiz em 2004 dos procedimentos de obtenção de Licenças Ambientais (LP=Licenca Prévia, LI - Licença de Instalação, LO= Licença de Opreação)  de grandes projetos de investimento, cobrindo um período desde antes da obrigatoriedade de elaboração de Estudo de Impacto Ambiental (1986), analisando e exemplificando a desfiguração do licenciamento ambiental,  incluí os problemas surgidos com os poderosos "lobbies" favoráveis à aprovação rápida e descuidada dos projetos, os conflitos e as manobras ocorridas  durante as Audiências Públicas, as facilitações e enfim, dispensas de exigências por parte das agencias ambientais. Acrescentei um comentário final sobre as chances , na época, de sucesso no propósito de barramento do rio Xingu , no Pará, para construção de um conjunto de seis mega-usinas hidrelétricas, das quais o projeto mais avançado é conhecido como Belo Monte, na Volta grande do Xingu, nos municípios de Altamira, Vitória do Xingu e Senador Porfirio. (ver abaixo nessa mesma página, um acompanhamento detalhado desse projeto). O artigo foi apresentado no Encontro Nacional da ANPPAS- Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Ambiente e Sociedade, no GT Historia Sociedade e Meio Ambiente, em maio de 2004.


#    Entrevista con Oswaldo Sevá: “La ofensiva del capital contra los pueblos indígenas y campesinos es global”
na revista "Desinformemonos", versão castelhana, editada no México, em fevereiro de 2011.

Seguindo os quesitos formulados pelo editor, a entrevista foi dividida em blocos abordando: # La ofensiva en Latinoamérica de los proyectos de explotación de recursos naturales en tierras comunitarias, campesinas e indígenas     # La amenaza a las conquistas democráticas y el desplazamiento forzado    # La insistencia en los grandes proyectos hidroeléctrico no es de los gobiernos, sino por medio de los gobiernos    # ¿Energía limpia?    # Los intereses ocultos de las hidroeléctricas al decir que son fuente de energía limpia    # El futuro


#    Está sendo preparado, pelos coordenadores do projeto "Mapeamento de conflitos envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde" (Tania Pacheco, Marcelo Firpo de Souza Porto e Jean-Pierre Leroy) um livro que consolide os primeiros anos de implantação do projeto, a ser editado pela Editora da Fiocruz, RJ, em 2013 com o título: "Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil: o Mapa de Conflitos"
Em 2011, fui solicitado a escrever um capítulo que sintetizasse os casos registrados no tema "energia", selecionei os casos das atividades e novos projetos de produção, distribuição e consumo dos combustiveis fósseis (Petróleo, gás, carvão mineral), das usinas termelétricas e das usinas hidrelétricas. Redigi um texto quase todo inédito, intitulado:

"Capitalismo e Energia : alguns mecanismos básicos dos conflitos e das injustiças sofridas pelo povo brasileiro"

  "Territorios-resistência do Povo e regiões-alvo do Capital- notas sobre a espoliação e a luta política" , artigo aceito para apresentação num Forum Especial da 28a. reunião anual da ABA-Associação Brasileira de Antropologia (S.P, julho de 2012) , mencionando os principais autores teóricos estudados na disciplina de pós com o mesmo título(2012) e mencionando vários casos de expropriação, de poluição ambiental e de violência contra as populações e os movimentos de resistência, desencadeados durante os investimentos em mineração, petróleo, eletricidade e agronegócio, no Brasil e nos países vizinhos.

#    UHARTE Pozas, Luis Miguel     "Las multinacionales en el siglo XXI: impactos multiples - el caso de Iberdrola en México y en Brasil"       Madrid: Editorial 2015 y más, 2012.  ISBN: 978-84-940147-4-1  

Livro escrito por pesquisador da Universidade do País Basco (San Sebastian, Espanha), dissecando a constituição de uma grande empresa multinacional espanhola, a Iberdrola, da indústria elétrica, e a sua atuação importante no Mexico , onde é dona de algumas grandes centrais térmicas e de um parque eólico que provocou muitos problemas com a população do Estado de Oaxaca. Com destaque a atuação da Iberdrola no Brasil, onde além de sociedades com estatais e fundos de pensão em empresas criadas durante a onda privatizante dos anos 1990, é a única sócia estrangeira conhecida do Consorcio Norte Energia, que obteve a concessão para construção da problemática usina de Belo Monte, no rio Xingu.
Publicação coordenada por uma frente de 17 entidades não-governamentais espanholas que militam pela concretização dos objetivos sociais e éticos da "Cupula do Milenio", convocada pela ONU  no ano 2000
.         Link do site :  http://www.2015ymas.org/








Desenvolvimento e Questão Ambiental


#    SEVÁ , Oswaldo  "No Golfo, em 1991, o velho Imperialismo derrotou todos os povos. No Rio em 1992, ele salvará o ambiente planetário?"
       artigo publicado em maio de 1991, no Caderno 3-Nova série  ADUNICAMP- Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Campinas.



#    SEVA, O. "A Questão ambiental e a Tecnologia na Luta ideológica"
pp.54-59 da Revista Rio do Janeiro, da UERJ-Universidade Estadual do Rio de Janeiro, ano IV, no.4, 1996.    
        (Número especial "Considerações sobre o Meio Ambiente e a Gestão da Cidade")


#     SEVÁ FILHO, A.O. e RICK, Aline Tiana       "O ambiente do Planeta, o Trabalho Humano, a Produção e a Poluição -
                                                                            Uma introdução histórica e cientifica, e uma visão crítica dos problemas atuais". 2003


É um texto didatico originalmente escrito para atender encomenda de uma secretaria municipal de saúde, para a formação de agentes de saúde. Com 57 páginas e várias listas de bibliografia e sites relacionados, pode ser utilizado em cursos de graduação em distintas áreas acadêmicas e também para estudantes do segundo grau e do ensino técnico, cobrindo os seguintes tópicos:
  
 
1. Fatos, conceitos e valores. É preciso diferenciar para bem usar.            2. Exercitando os sentidos, os saberes e os raciocínios.            3. Teorias sobre a história do planeta sem homens         
4. Registros do início da era da ação humana: fontes de energia e atividades de transformação da natureza           
5. A dinâmica planetária: calor, luz, água e atmosfera;vida vegetal e animal, terras firmes, solo e subsolo.    5.1. O ciclo de renovação das águas     5.2. O movimento do mundo orgânico        
6. Hoje, somos agentes poderosos de adulteração da dinâmica do planeta e de ameaça à nossa própria condição de existência.       
7. As sociedades, a produção e a reprodução humanas - o quanto aproveitamos dos recursos do Planeta ?    7.1 “Aproveitamentos” dos rios e da água doce    7.2 Extração de minérios, “Beneficiamento e purificação” de produtos minerais    7. 3  Produção de gêneros e produtos alimentícios    7. 4. Obtenção e queima de combustíveis para a iluminação e o calor, para fabricação, para os transportes e para a geração de eletricidade.            8. O  trabalho social, a produção de cada local e os fluxos entre as regiões.            9. A disseminação internacional dos riscos de contaminação       
10. As condições e os ambientes de trabalho;  os descartes da produção, os riscos na vizinhança e alhures.            11. Dando nomes técnicos aos diversos mecanismos e graus de poluição.   
11. 1.Emanação, Emissão, Descarga e Disposição    11. 2. Dispersão e Reações Secundárias    11. 3. Deposição e Precipitação    11. 4. Diluição e acumulação    11.5 Concentração e teor   
11. 6. Neutralização Tratamento, Depuração.    11.7. Além dos índices e parâmetros:  a poluição real, combinada, incerta       
12. Os efeitos da poluição dependem do “tempo”, do clima? Observe, sinta !           13. Como a poluição se tornou uma questão de saúde pública.          
14. O “conhecimento” oficial sobre a poluição versus o conhecimento e o direito do cidadão.    14.1. Exemplos de características e parâmetros ambientais e de saúde pública a serem medidos e acompanhados nos rios, na água potável, água para irrigação e para os animais     14.2.Exemplos de características e parâmetros ...* nos seres vivos do rio e que o freqüentam    14.3. Exemplos de características e parâmetros... * no ar       
15. Concluindo: O tamanho e a gravidade dos problemas.  Recomeçando : Preparar-se para enfrentá-los melhor.



 " Tópicos de Energia e Ideologia:  "Desenvolvimentismo"  como panacéia?  " Sustentabilidade" como guia de corporações poluidoras? "

#     Os temas do "desenvolvimento" e da "sustentabilidade" foram se transformando, nas últimas décadas, em verdadeiras armadilhas retóricas, bandeiras levantadas por grupos e entidades completamente díspares, uns de modo esperançoso, utópico, outros de modo cínico, mistificador. O quê me motivou a escrever, por volta de 2002, um ensaio teórico e histórico, recorrendo a importantes autores expressivos de vários lados do debate, e que foi apresentado no Encontro da Associação Nacional de Pesquisa e Pós – Graduação em Ambiente e Sociedade, em Indaiatuba, novembro de 2002

"Opinião pública e interesses institucionais nas questões tecnológicas e ambientais"

#    Palestra apresentada na mesa redonda Tecnologia e Meio Ambiente, da Conferência Nacional de Geografia e Cartografia, promovida pelo IBGE, Rio de Janeiro, maio de 1996

#    Por volta de 1997/98, quando residi no RJ e colaborei com entidades sindicais e grupos de pesquisa, apresentei ao Conselho Estadual de Saúde do Trabalhador uma proposta de projeto mapeando os principais focos de problemas ambientais e ocupacionais do Estado do Rio de Janeiro, e que infelizmente não teve um seguimento institucional; continuei a estudar as situações e uns anos depois, transformei-o no roteiro de uma palestra na Universidade Federal Fluminense, Niterói, agosto de 2002, na disciplina Métodos de Pesquisa do Curso de Ciências Sociais, a convite da profa. Ana Motta Ribeiro, do ICHF/Universidade Federal Fluminense. Esse mesmo roteiro foi apresentado no I Encontro da ANPPAS, em Novembro de 2002. Uma versão mais atualizada foi enfim publicada, como se fosse apenas um "projeto de pesquisa", e infelizmente, com trechos importantes amputados e um "copy-desk" geral modificando meu estilo de escrita:  
SEVA Filho, Arsenio Oswaldo  "Problemas ambientais e de vizinhança relacionados a energia, àguas e indústria: regiões atingidas e focos relevantes de riscos"   Revista Rio de Janeiro, da UERJ, no. 16-17 mai-dez 2005, "Meio Ambiente, Conflitos e Mediações, Politicas e Projetos"  pp. 143-166
A versão mais completa e não adulterada está acessivel no link :
 
Riscos Ambientais no Rio de Janeiro: energia,  águas e  indústria


#         CHOUERI Jr. , Nelson  "Investigações em torno do Antropocentrismo e da atual Crise Ecológica"   Dissertação de Mestrado em Filosofia, CCHLA, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2010.



#    Em 2010, fui convidado pelo jornalista Carlos Tautz, em nome do IBASE - Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, a colaborar num numero especial da revista "Democracia Viva", com um artigo que resumisse a minha interpretação sobre a atuação recente ds grandes empresas de capital brasileiro nos projetos de desenvolvimento dentro e fora do país. Preparei um pequeno texto, em parte fundado em entrevista de vídeo que havia concedido à mesma entidade, intitulado: "Néo-desenvolvimentismo: máscara do imperialismo, ameaça à democracia".   O artigo nunca foi publicado, o número especial da revista nunca saiu, e a cisão do Ibase deu origem à nova entidade "Instituto Mais Democracia", do qual um dos coordenadores é o mesmo jornalista que me convidou.





  Condições de Trabalho e riscos para os trabalhadores__ Acidentes Industriais

#      SEVA, O. " Brésil: face à la debacle, négocier, se revolter, ou occuper les lieux?"
                            pp. 82-84    revue "Travail"   AEROT - Association d 'Enquête et Recherche sur l'Organization du Travail, no 2/3 , juin 1983. 

#    Inédito na internet: Mapeamento ambiental pioneiro, no Recôncavo Baiano e nas Regiões Metropolitanas de São Paulo (ABC), de Belo Horizonte e no Vale do Aço (MG), feito em 1992 por sindicatos, ONGs, técnicos de governo e pesquisadores.
Em 1990 foi criado pela CUT- Central Única dos Trabalhadores o INST-Instituto Nacional de Saúde no Trabalho, para subsidiar e apoiar as atividades dos sindicatos de trabalhadores na luta pela melhoria das condições de trabalho, e pela redução dos acidentes de trabalho e das doenças ocupacionais, que são verdadeiras epidemias descontroladas nas empresas brasileiras. Uma das atividades na etapa de implantação, feita com a cooperação técnica e financeira da central sindical italiana CGIL, foi o "mapeamento dos riscos ambientais" em algumas das principais regiões industriais brasileiras. Participei intensamente dessa atividade entre 1991 e 1992; foram apresentados no Global Forum 1992, no RJ, um livro com três cartografias temáticas e uma exposição fotografica com fotos de minha autoria.  No titulo da publicação, voce obtem o arquivo digital do livro. ATENÇÃO: cerca de 13 Mb, demora para baixar!  

BARBOSA, Rosana M. e SEVÁ FILHO, A. Oswaldo (coordenação editorial)     “Risco Ambiental- Roteiros para avaliação das condições de vida e de trabalho em três regiões:  ABC/ São Paulo, Belo Horizonte e Vale do Aço/ MG , Recôncavo Baiano” , INST- Instituto Nacional de Saúde no Trabalho/ CUT,São Paulo, 1992.


#    Relatório de pós-doutorado no Programa de Engenharia de Produção, da COPPE/UFRJ, concluído no 1o. semestre de 1997, sobre   Combustíveis, Trabalho Social e Riscos Técnicos
enfocando a industria petrolífera brasileira, e em especial, as atividades off-shore, no litoral norte fluminense.

#   
Ver também o "release" de divulgação do livro  Acidentes Industriais Ampliados, organizado por Carlos M. Freitas, Marcelo Firpo S. Porto e Jorge H.Machado, Editora Fiocruz,RJ, 2000.  Acesse aqui a íntegra do meu texto, com mapas e pranchas, intitulado
    "Segura, peão! Alertas sobre os riscos técnicos coletivos crescentes na indústria brasileira de petróleo, anos 1990" e que foi parcialmente publicado como um capitulo daquele livro (após "copy-desk" sem minha aprovação posterior e suprimindo 16 notas explicativas e de referências ao final do texto).


# SEVA Fo. A. O.  Meio ambiente, energia e condições de trabalho no Brasil. Estudo retrospectivo 1991 - 2001 sobre algumas iniciativas sindicais     apresentado numa mesa-redonda do IV Biennial International Workshop Advances in Energy Studies, realizado em Campinas, junho de 2004. A lista de participantes e algumas apresentações desse workshop podem ser encontrados no site organizado pelo prof Enrique Ortega, da Faculdade de Engenharia de Alimentos


                                                                                                                                                                                         
#  PORTO, Marcelo Firpo e BARTHOLO, Roberto (organizadores)
"Sentidos do Trabalho Humano. Miguel de Simoni, presença inspiração"  E-papers, RJ, 2005                                                                                                                                                      Abaixo os links para alguns capítulos selecionados do livro publicado em homenagem ao amigo Miguel de Simoni, professor do curso de Engenharia Industrial e do Programa de Pós em Engenharia de Produção da UFRJ.                                                                                                            

FIRPO, Marcelo e BARTHOLO, Roberto         "Apresentação" pp.7-16  mais Sumário
SIMONI, Miguel de           "São Francisco de Assis e o trabalho humano" pp.25-53
SIMONI, Miguel de          "Mestre do fogo , mestre dos homens"     pp. 87-90
KAMEL, José Augusto N. e SIMONI, Miguel de 
     "Aluno não é cliente, educar não é negócio" pp.117-125
ADISSI, Paulo        
 "Aspectos do trabalho agrícola através do relato de um pesquisador"  pp. 179-195
FIGUEIREDO, Marcelo e PAIXAO, Marcelo 
"Pavão Mysterioso. Considerações sobre as condições de trabalho no Brasil do sexto século"         pp.217-233

em construção: TG   Reinilson Prado   "Engenharia de Segurança do Trabalho" de 2006


#    Durante o XXX  ENEGEP - Encontro Nacional de Engenharia de Produção, realizado em São Carlos, em outubro de 2010, participei a convite, da mesa-redonda  “Condições de trabalho” , coordenada pelo prof. Francisco J. Costa Alves, do DEP/UFSCar, e a participação de representantes da Federação Estadual de trabalhadores rurais e dos usineiros (que estavam então finalizando o famoso "compromisso" de modernização das relações de trabalho - mais um engodo destinado a salvar a imagem dos produtores de açúcar e etanol perante o mercado mundial) - e de técnicos da entidade certificadora Imaflora e da agencia Fundacentro, de Medicina e Segurança do trabalho, do Ministério do Trabalho. Exibi uma coleção de 150 pranchas intitulada:

 
Produção e Utilização de Combustíveis no Brasil - Imagens representativas das instalações e condições de trabalho
nos setores: carvão mineral e carvão vegetal,  siderurgia e metalurgia, mineração de ferro e de cassiterita, petróleo e álcool de cana. 

A série foi montada com fotos das minhas pesquisas e viagens, feitas entre 1979 e 2010, e algumas de outros pesquisadores a quem agradeço:
Renata Nóbrega, Rubens Milagre Araujo (in memoriam) e também com algumas fotos que fiz dos painéis do fotografo J.R.Ripper,  na exposição organizada pelo prof. Jose Roberto Novaes, da UFRJ, em 1999.  As fotos durante a  perícia feita na Refinaria Replan em 1995/6 foram possíveis porque numa Ação Civil Publica no ambito da Justiça do Trabalho, já mencionada. Em outros locais de trabalho da mesma empresa, as fotos foram toradas durante visitas e inspeções acompanhando os sindicatos de trabalhadores e o Ministério Publico Estadual.

#     SEVÁ Fo., A.O.  “Combater o risco, respeitar quem trabalha, atender as vítimas” prefácio do livro de MATTOS, U.A. e MÁSCULO, F.S.  “Higiene e Segurança do Trabalho”,  Ed. Elsevier-Campus  / ABEPRO, Rio de Janeiro: 2011.    pp. VII a XVIII      ISBN 978-85-352-3520-3

---------------Em construção  -  acrescentar
 CRONICA HISTORICA DE SERRAS E RIOS BRASILEIROS (PROJETO CAIXAS D AGUA)
        Capitulo livro UFVJM         Artigo Btyre Revista Indio                Entrevista Revista Ser medico  CRM
Incluir os impublicaveis:  Guerra das Turbinas por capitulos;   Aguanistão - Caixas dagua (   + os power points
)



3. Cursos na pós-graduação em Ciências Sociais e em Antropologia,
no IFCH-Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp
 

Os projetos de infra-estrutura industrial e energética de grande escala resultam de decisões e de interesses nos âmbitos internacional, nacional e local, e de algum modo, estão fortemente condicionados, geograficamente, pela apropriação específica de recursos minerais, fluviais e locacionais – posição no terreno e territórios a controlar.  Nesses territórios, que passam a ser vistos como “regiões” géoeconômicas assim definidas e de uso a ser unidirecionado pelo grande capital, é inegável a presença anterior de povos nativos, de comunidades étnicas, inclusive de afro-descendentes.  

Em 2007, com essa delimitação, criei uma disciplina inédita, com sigla tripla, que atendesse estudantes interessados vindos de tres cursos distintos:   HS 123 – Tópicos em Antropologia, para o doutorado em Antropologia Social,  HS 928 - Tópicos em Processos Sociais, Identidades e Representações no Mundo Rural  para o Doutorado em Ciências Sociais, ambos no IFCH e PE- 180 Tópicos Especiais em Planejamento Energético da FEM com o sub-título de
 
“Territórios e grupos humanos ameaçados e atingidos por grandes projetos” 


Em 2008, o subtítulo das disciplinas foi: 
     

HS120_928: " Conflitos sociais da  ampliação capitalista recente   (mineração, petróleo e gás, eletricidade, combustíveis, celulose)" 

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Em 2009, foi um curso de  "Leituras dirigidas" solicitado por estudantes que tinham projetos nesse campo de pesquisa:
HS 930 A –  "Conflitos da  Expropriação de Populações  Rurais, Indígenas e de Pequenas Cidades pelo Capital Hidrelétrico"

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Em 2010 :
HS928 e HS 119  - " Acumulação primitiva e as populações rurais e nativas . Conflitos atuais em regiões brasileiras e latino-americanas"

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Em 2011 :
HS928 e HS 119  -  " Conflitos atuais da acumulação primitiva .   Projetos de investimento em infra - estrutura,  populações nativas e rurais e os movimentos sociais no Brasil e nas Américas do Sul e Central”

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Em 2012 -                                                                                                   
HS 124 e  HS 928  
Territórios-Resistência do Povo  [grupos nativos, comunidades étnicas, famílias de agricultores, ribeirinhos, pescadores, marisqueiros, coletores florestais]   e  Regiões-Alvo do Capital     [mineração e metalurgia, petróleo e gás, agro-negócio, “fazendas” de piscicultura e de criação de crustáceos, plantações industriais para combustíveis vegetais e para celulose, usinas hidrelétricas, termelétricas e eólicas,  eixos de transportes, projetos turísticos e Unidades de Conservação Ambiental ]

#    Com o mesmo escopo dessa disciplina de pós, elaborei um artigo intitulado  "Territorios-resistência do Povo e regiões-alvo do Capital- notas sobre a espoliação e a luta política" , elaborei um artigo para apresentação num Forum Especial da 28a. reunião anual da ABA-Associação Brasileira de Antropologia (S.P, julho de 2012) , mencionando os principais autores teóricos debatidos nessa disciplina e mencionando vários casos de expropriação, de poluição ambiental e de violência contra as populações e os movimentos de resistência, desencadeados durante os investimentos em mineração, petróleo, eletricidade e agronegócio, no Brasil e nos países vizinhos
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# Em 2013, no segundo semestre   "Populações e territórios espoliados pelas ampliações petrolífera, mineradora e hidrelétrica"
disciplina com sigla dupla: CS 042  turma B - Tópicos Especiais no Doutorado em Ciencias Sociais (resp. prof. Dr. A. Oswaldo Sevá Fo.)
                                            GG 038 -             - Tópicos Especiais em Geografia ( resp. Prof. Dr Márcio Cataia)
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acrescentar pdfs dos arquivos disponiveis de bibliografia                                                                    
        ATUALIZAR COM AS PALESTRAS NOS CURSOS DA POS  
        curso de especialização no PNCSA Manaus  2008
        mini cursos na UFPa e UFOPa 2010


4. Cursos na área de Energia
4.1. Pós graduação na AIPSE- Área Interdisciplinar de Planejamento de Sistemas Energéticos, na  FEM/Unicamp


2005   
Nessa área interdisciplinar de pós-graduação, criei no início da década de 1990, uma disciplina pioneira em cursos tecnologicos e nas áreas de Energia no país; com poucas interrupções, ofereci essa disciplina a cada ano, até a sua última edição sob a minha responsabilidade
:
PE 107    Energia Sociedade Ambiente    
Para essa ultima versão da disciplina, escrevi uma apostila na forma de uma proposta pedagogica, comentando os textos escolhidos para serem lidos pelos participantes e propondo uma recolocação das prioridades. Considerei desde então, mais importante tratar de
  Natureza, Condição Humana e Energia     com esses conceitos, e nessa ordem.
Sem saber ainda... que a disciplina seria a partir daquela época, "capturada" dentro da AIPSE por outros colegas, precipitando dentre outros fatores, a minha desvinculação daquele corpo docente.  Mas... sabendo que, com essa concepção e com o elenco de autores escolhidos, eu já estava abrindo teoricamente a oportunidade de trabalhar nas Ciências Sociais, continuando a abordar os problemas sociais e ambientais da Energia - o quê efetivamente aconteceu uns anos depois.

2006
No link do titulo do curso, você obtem os roteiros adotados na disciplina de Tópicos Especiais em Planejamento Energético, oferecida no 1o. semestre de 2006
PE180 - Licenciamento e passivo ambiental de usinas termelétricas e hidrelétricas

2007
Os projetos de infra-estrutura industrial e energética de grande escala resultam de decisões e de interesses nos âmbitos internacional, nacional e local, e de algum modo, estão fortemente condicionados, geograficamente, pela apropriação específica de recursos minerais, fluviais e locacionais – posição no terreno e territórios a controlar.  Nesses territórios, que passam a ser vistos como “regiões” géoeconômicas assim definidas e de uso a ser unidirecionado pel
o grande capital, é inegável a presença anterior de povos nativos, de comunidades étnicas, inclusive de afro-descendentes. 
Em 2007, com essa delimitação, criei uma disciplina inédita, com sigla tripla, que atendesse estudantes interessados vindos de tres cursos distintos:   HS 123 – Tópicos em Antropologia, para o doutorado em Antropologia Social,

HS 928 - Tópicos em Processos Sociais, Identidades e Representações no Mundo Rural  para o Doutorado em Ciências Sociais, ambos no IFCH e PE- 180 Tópicos Especiais em Planejamento Energético da FEM com o sub-título de “Territórios e grupos humanos ameaçados e atingidos por grandes projetos” 


4.2 Cursos na graduação de Engenharia Mecânica
[programas + palestras de convidados]
De 1991 a 2011, como professor do Departamento de Energia da FEM/Unicamp, me atribuíram disciplinas para os cursos de graduação, chamadas "de serviço" (que eram obrigatórias, para turmas de estudantes de Engenharia Elétrica) e "eletivas", da modalidade "Energia e Meio Ambiente" para turmas de estudantes de Engenharia Mecanica e de Engenharia de Controle e Automação. Dentre essas, as mais recentes foram

EM903 Engenharia Ciencia e Sociedade             no 2o. semestre de 2004
EM986  Topicos de Engenharia Ambiental     no 1o. semestre de 2006
EM972  Oferta e Demanda de Energia           no 2o.semestre de 2008
EM973  Desenvolvimento e Meio Ambiente    no 2o. semestre de 2011
EM975  Gestão de Usos de Energia                no 2o. semestre de 2011

Palestras de convidados

Convidei alguns profissionais para palestrar nessas disciplinas; eles tiveram a gentileza de nos deixar os power points. 
#    Em 22 de outubro de 2004, no único semestre em que me atribuiram na FEM a disciplina Engenharia Ciencia e Sociedade, convidei alguns colegas experientes em distintos campos para palestrar; o colega e ex-orientando Paulo Jorge Moraes Figueiredo, professor da Engenharia de Produção da Unimep e conselheiro do Conselho Estadual de Meio Ambiente montou um power point como roteiro para um belo apanhado das responsabilidades ambientais das empresas e das agências de governo, destacando
vários casos graves de contaminação e de crimes ambientais em nossa região.

#    No dia 28 de março de 2006, na tivemos  uma palestra do prof Sérgio Bajay , do Departamento de Energia da FEM/Unicamp  sobre a estrutura institucional do setor elétrico brasileiro.

#    Em 02 de maio de 2007, o sr Luis Carlos McCracken, gerente da Cooperativa de Triagem Cooperlínia, que funciona em Paulinia, dentro do Aterro Industrial Estre, palestrou sobre o funcionamento de uma unidade de triagem de resíduos sólidos recebidos de serviços municipais de coleta domiciliar seletiva.     Veja o arquivo com apresentação oficial da Cooperlinia  e também as fotos feitas por estudantes da turma de 2006 durante visita aos locais: arquivo com fotos do aterro Estre e da cooperativa
#    No dia 23 de maio de 2007, tivemos a palestra do engenheiro eletricista Antonio Carlos Baltazar, da Eletropaulo, Veja o
  arquivo com power point da sua apresentação sobre Qualidade de Energia elétrica, feita no exame de qualificação de sua dissertação de mestrado no Programa Inter unidades de Pós Graduação em Energia, da USP, em dezembro 2006.





5. Usinas Hidrelétricas: artigos, capítulos de livros, roteiros e

e imagens apresentadas em congressos e outros eventos públicos, resultantes da investigação e da atuação social


#    Por iniciativa de um grupo de colegas de várias universidades brasileiras, conseguimos realizar por tres vezes um Encontro nacional dos pesquisadores em Ciencias Sociais e Barragens: a 1a. vez foi na UFRJ, Rio de Janeiro em 2005, a 2a. vez foi em Salvador,BA em Novembro de 2007 e a 3a. vez foi em Belém, Pará, em novembro de 2010.
Confira a programação e os anais dos eventos de 2005 e de 2007:
  II Encontro Ciencias Sociais e Barragens
  ;
e os resumos e trabalhos completos do evento de 2010 em Anais do III Encontro Ciências Sociais e Barragens


#    No Forum Permanente Energia e Meio Ambiente da Unicamp , numa sessão realizada no dia 02 de maio de 2007 sobre Desastres Naturais,

fiz uma apresentação sobre     Sismicidade, acidentes e alterações ambientais em represas


#   
Em
2010, fui convidado por um colega geógrafo para contribuir para um livro sobre Riscos Técnicos e riscos naturais, que seria publicado por professores do Instituto de Geociencias da Unesp de Rio Claro. Preparei um longo capítulo bastante ilustrado com diagramas e fotos sobre os riscos geotécnicos das barragens de hidrelétricas, assunto pouco explorado no Brasil e praticamente não divulgado para o grande público, e que não seria abordado por outros autores no mesmo livro.
Pronto o capítulo em janeiro de 2011, fui surpreendido uns meses depois com uma "revisão" feita no capítulo sob a supervisão da "editora" do futuro livro; a pretexto de enquadrar meu material nas normas técnicas, acabou adulterando o estilo da escrita e induzia a erros de interpretação. Corrigir a situação constrangedora me obrigaria a um cansativo trabalho de revisar a revisão; solicitei então que o capítulo fosse retirado do livro. Torno aqui disponível a versão original, que pode ainda conter falhas, mas é garantidamente, de minha lavra...

"Riscos de Acidentes, de Alterações Hidrológicas e de Sismos provocados por represas de Hidrelétricas. Formulação teórica, compilação de casos no exterior e no Brasil, e um alerta sobre os projetos no Rio Ribeira do Iguape (PR-SP)"

#     A revista "Estudos Avançados"  do Instituto de Estudos Avançados da USP publicou em janeiro-abril de 2007  um número especial   "Dossiê Energia" com vários artigos de colegas pesquisadores. Selecionei os seguintes, cujos links estão a seguir:

"Impasses e controvérsias da hidreletricidade"                       do prof Célio Bermann, Programa Inter unidades de pós-graduação em Energia,  USP

"Recursos hidráulicos: questões sociais e ambientais"            do prof Carlos Bernardo Vainer, do Instituto de Planejamento Urbano e Regional, UFRJ

#    A revista  Ciência e Cultura, da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência preparou para o seu número trimestral Julho a setembro de 2008 um “Núcleo temático: Energia”, para reforçar o interesse pelo 60º. Encontro Anual da sociedade, que ocorreu na Unicamp no mês de Julho – cujos eixos foram “Energia, Tecnologia e Ambiente” . Esse “Núcleo” se compôs de cinco artigos escritos por sete pesquisadores e uma apresentação pelo seu coordenador, prof Sinclair Guerra.   Baixe no link do titulo, o artigo de minha autoria:
“Estranhas catedrais. Notas sobre o capital hidrelétrico, a natureza e a sociedade”



O processo de eletrificação em áreas rurais  Análise da instalação e da desativação
de mini-turbogeradores em fazendas nas serras friburguense, RJ, e da Mantiqueira,
fronteira SP - Sul de MG. Em co-autoria com o orientando Flávio Kopitar,
apresentado no Encontro da Associação Nacional de Pesquisa e Pós – Graduação
 em Ambiente e Sociedade, em Indaiatuba, novembro de 20
02 

Série de fotos de canteiros de obras de hidrelétricas de grande porte: Itaparica, PE/BA (link na foto ao lado)  Lajeado TO , Serra da Mesa GO

#    Consulte a revista eletrônica ComCiênciaeditada em 10 de fevereiro de 2005, pelo Laboratorio de Jornalismo Cientifico da Unicamp, e aproveite para ler bons artigos e reportagens sobre alguns importantes rios brasileiros , em especial o São Francisco e o polêmico projeto de transposição de vazão para outras regiões do Nordeste.

Série de Fotos de hidrelétricas de médio porte, em operação: Samuel, RO   e Canabrava, GO

Série de fotos sobre   hidrelétricas antigas no alto rio Tietê
     (Sistema Billings-Cubatão, e Lavras e Porto Góes em Salto, SP)

Série de fotos sobre   hidrelétricas nos rios Atibaia e Corumbataí  , na  bacia do Piracicaba, SP

#     Trabalho de Graduação em Engenharia de Controle e Automação do
Bruno Wilmer Fontes Lima, de 2009, sobre as
Pequenas Centrais Hidroelétricas, com dois
estudos de caso:  na antiga usina da CPFL no rio Atibaia,  (foto ao lado, perto da rodovia Dom Pedro I e do condominio Nova Suiça);   e a nova PCH Cachoeira de Cima no rio Mogi Guaçu.


#  
São bastante desconhecidos da opinião pública e dos pesquisadores e estudantes os dramas e prejuízos sofridos pelas populações atingidas pelas obras de hidrelétricas, na realidade a grande maioria são expropriadas e expulsas,  Na foto ao lado, uma assembléia de atingidos na área da usina Campos Novos, Santa Catarina, quando da visita de uma relatora da ONU sobre direitos humanos, em 2005. A foto foi extraída do site do 
MAB- Movimento nacional dos Trabalhadores atingidos por Barragens .

No link da foto, veja uma série de imagens ilustrando
* casos nas usinas de Tucuruí, PA (fotos de Giuseppe Bizzarri) e de  Itá, SC (foto da igreja co
m as torres "salvas"  da demolição,
e fotos obtidas

* no Congresso regional de atingidos CRAB - bacia do rio Uruguai , em Chapecó,SC, 1990
*  no Congresso nacional do MAB - Movimento de atingidos de barragens em Santa Luzia, MG , 1999;
* acampamento de atingidos na usina de Campos Novos, SC, 2005,mais as imagens do acidente técnico havido na usina em 2006 logo após o enchimento da represa;

* nos atos públicos do lançamento do livro "Tenotã Mõ- Alertas sobre os projetos hidrelétricos no rio Xingu", em Altamira, Pará, julho de 2005.
* no Encontro nacional Agua e Energia para a soberania do povo brasileiro, em Curitiba, 2006;

* na marcha dos atingidos de Candonga e outras usinas na Zona da Mata MG,
*  na "ocupação" do predio da agencia ambiental FEAM, ambos os eventos em Belo Horizonte, 2007.


Com as pesquisas feitas pelo engenheiro eletricista Rubens Araújo entre 2001 e 2003, pelo professor do Cefet - GO, Josias Manuel Alves, entre 2002 e 2005, e pela economista Maria Fernanda Bacile Pinheiro, entre 2005 e 2007, ampliou-se a nossa linha de trabalho sobre a conjuntura e a história recente da expansão da eletricidade no Brasil. Enfocamos situações regionais e estaduais conhecidas pelos pesquisadores ou que foram objeto de observações em campo, em especial levantando dados e obtendo depoimentos e documentos sobre as usinas hidrelétricas então recém- inauguradas, sobre os projetos que estavam na pauta das empresas e da ANEEL e outros então em fase de implantação.

#   
dissertação de Mestrado de Rubens Araújo  apresentada na Unicamp/FEM, área de Planejamento energético em dezembro de 2003, sobre a expansão do sistema elétrico e as usinas no rio Tocantins, com estudo de caso na região de Porto Nacional, Palmas e Lajeado. (3,2 MB)

#    tese de Doutorado de Josias Alves apresentada na Unicamp/FEM, área de Planejamento energético em outubro de 2005, sobre o processo de eletrificação em Goiás e no DF, com os probelams sociais e políticos típicos da era da privatização. (7,4 MB)

#    Artigo apresentado no X Congresso Brasileiro de Energia, RJ, outubro de 2004, por Oswaldo Sevá em co-autoria com Josias Alves e Rubens Araújo, sobre   o processo de eletrificação no estado de Goiás   e sobre as relações da energia elétrica com a expansão da mineração, da agro-indústria e a urbanização.

#      Artigos em co-autoria com a economista Maria Fernanda Bacile Pinheiro:
   Expansão Hidrelétrica no Período 2003 -2006: Conflitos Sociais e Institucionais em Novas Represas e nas Concessões Leiloadas
, apresentado no Encontro da ANPPAS, Brasilia, 2006  (Associação Nacional de Pesquisa e Pós graduação em Ambiente e Sociedade) .

Conflitos Sociais e Institucionais na concretização recente de algumas Concessões de aproveitamentos hidrelétricos assinadas entre 1997 e 2000

Artigo publicado nos anais do XI Congresso Brasileiro de Energia realizado em 2006 no RJ.

 [ As 304 barragens e projetos de barragens assinaladas no mapa ao lado foram recompiladas a partir dos diagramas topológicos do Sispot- Sistema de Potencial Hidrelétrico da Eletrobrás, de 2003, e desenhadas de forma inédita para o livro Tenotã Mõ (ver abaixo). Clique na figura e acesse o arquivo Word com esta lista. A situação atual é bastante distinta, pois além de obras prontas ou em fase de construção, foram acrescentados dezenas de novos projetos, destacando-se alguns de grande porte nos principais rios da bacia do Tapajós, no MT e no PA, e ao longo do rio Araguaia, nos trechos de divisa GO/MS e GO/MT]

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#     Acesse também a íntegra da
dissertação de mestrado da Maria Fernanda Pinheiro  que foi aprovada em fevereiro de 2007, e que, além dos casos brasileiros indicados nos dois artigos acima, inclui uma seleção de casos de hidrelétricas em outros países e um capitulo sobre o histórico de implantação da usina de Yaciretá Apipe no rio Paraná, divisa Paraguai – Argentina.
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#     Na mesma época, o engenheiro eletricista Francisco del Moral Hernandez apresentou no PIPGE / USP a sua dissertação de mestrado
  sobre as populações humanas que vivem às margens dos rios e que ficaram à margem das decisões de construção das usinas.






Problemas e conflitos nas usinas do Rio Madeira e outras no Estado de Rondônia

    
Nas ruas de Porto Velho, em 2005, a estatal Furnas utilizada como "fachada" do discurso ufanista e sustentável, na operação publicitária do governo federal, foto A.Moret. 
A mortandade de peixes em dezembro de 2011,logo abaixo da usina Santo Antonio, após o início da operação. (foto extraida do site TudoRondonia, 19/12/2011)

Em construção:
#   2003  texto OS "efeitos especiais..."

#    2006     O XIV Encontro Nacional de Geógrafos aconteceu em Rio Branco Acre, nos dias 16 a 21 de julho de 2006, com o tema geral: “A Geografia e a Amazônia no contexto latino-americano: diálogos, práticas e percursos”. Eu havia participado de um ENG na Bahia em 1990, e depois de dezesseis anos, fui novamente convidado.
Apesar da distância considerável para quase todos os brasileiros, foi um Encontro com mais de mil participantes, a grande maioria estudantes de graduação, os demais estudantes de pós e docentes de todos os Estados, de muitas Universidades Públicas e de algumas particulares. Dentre as onze mesas-redondas realizadas nos dias 17 a 19, estive numa mesa coordenada pelo Prof Marcelo Mendonça, de Catalão, U F de Goiás, onde palestraram também os Profs. Manuel Masulo, de Manaus(U F Amazonas) e Lúcia Helena Gratão, (da U Estadual de Londrina,PR), intitulada:

Da hidrologia aos saberes ribeirinhos: água como insumo ou como meio de vida?
  ( no link, um roteiro de palestra com o mesmo titulo da mesa).
Também mostrei um power point com as:
Imagens iniciais de um Estudo preliminar sobre
as hidrelétricas projetadas na bacia do rio Madeira 
indicando também algumas de suas conseqüências caso fôssem implementadas no rio Madeira - como de fato foram - os projetos conhecidos como Santo Antonio, na cachoeira logo acima de Porto Velho, e Jirau, a meio caminho entre a capital e a fronteira da Bolívia (Abunã).

#    2007         artigo OS no II ECSB  Madeira e Xingu

 artigo de Luis Fernando Novoa Garzón    " Rio Madeira é alvo do 'vale-tudo’ dos grandes negócios"

#     Uma dissertação feita por Renata da Silva Nóbrega aborda pela 1a. vez na Sociologia da Unicamp os conflitos abertos pelas empresas de eletricidade em suas usinas. Foi o que se passou ainda nos anos 1980 quando a estatal Eletronorte  anunciou que ia fazer vários barramentos no rio Machado, no centro do Estado de Rondonia, região de Ji-Paraná; os projetos foram combatidos ferrenhamente pelas tribos indigenas que lá moravam e por entidades que os apoiavam. Os projetos foram aparentemente abandonados, mas, atualmente, 2012, um deles, na Cachoeira Tabajara, municipio de Machadinho d'Oeste, retornou à pauta do governo federal, das empreiteiras e dos lobbies tradicionais de Rondonia. Veja no link do titulo, a dissertação que foi orientada pelo prof. Fernando Lourenço e co-orientada por mim:

NOBREGA, Renata da Silva "Contra as invasões bárbaras, a humanidade. A luta dos Arara (Karo) e dos Gavião (Ikólóéhj) contra os projetos hidrelétricos do Rio Machado, em Rondônia" , dissertação de mestrado em Sociologia, IFCH, Unicamp, abril de 2008.

#    2008      Em 13 de agosto de 2008, o IBAMA emitiu a LI - Licença de Instalação para o consorcio liderado por Odebrecht e Furnas instaar o canteiro de obras da usina Santo Antonio.  O professor Luis Fernando Novoa Garzón verificou os termos da licença em relação aos condicionantes estabelecidos na licença anterior (L.P.= Licença Prévia) e enquadrou a decisão no contexto geral da área energética do então governo federal.
Ver o artigo  "Licença para hidrelétricas abre caminho para privatização irrestrita do Madeira" publicado no  Correio da Cidadania edição 616 , de 20 de agosto de 2008


#    2009       Uma parte da equipe do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia, com base em Manaus, havia recebido em meados de 2008 um treinamento específico sobre os problemas sociais e ambientais da implantação de hidrelétricas - do qual participei como docente- e, nos meses seguintes se deslocou para Porto Velho, com a colaboração de pesquisadores lá residentes. Foi traçado um diagnóstico da situação social dos que já estavam sendo e que seriam atingidos pelas obras das duas usinas no rio Madeira, bem como elaborada a contextualização das lutas dos atingidos contra os interesses poderosos das multinacionais e estatais que implantavam os projetos. Resultou a publicação do livro :

ALMEIDA, Alfredo Wagner B. de   "Conflitos sociais no "COMPLEXO MADEIRA" "  UEA Edições,  Manaus, 2009
com capítulos escritos por Aurélio Vianna Jr, Thereza Cristina Cardoso Menezes, Luis Fernando Novoa Garzón, Emmanuel de Almeida Farias Junior,  Renata da Silva Nóbrega,  Ana Paulina Aguiar Soares, Glaucia Maria Quintino Barauna, Kariny Teixeira de Souza, Luciane Silva da Costa , Mason Clay Mathews, Marco Domingues Teixeira, Dante Ribeiro da Fonseca e Almeida Casseb, Tenharin e Jiahuy e Alex Justus da Silveira, Ana Carla dos Santos Bruno, Davi Avelino Leal, Rosa Acevedo Marin e Joseline S. B. Trindade.

#     2010-2011     Em meados de 2010, os pesquisadores Renata da Silva Nobrega, doutoranda na Sociologia da Unicamp e Luis Fernando Novoa Garzón, doutorando no IPPUR/UFRJ foram convidados pelos professores Vinicius Miguel e Antonio Manuel Borrero, da UNIR a escrever um capítulo sobre as hidrelétricas em um livro mais geral sobre a Economia e a Sociedade em Rondonia, e me incluíram na empreitada. Resultou um texto a seis mãos, em que eu fiz a parte mais geral caracterizando os rios da Amazonia como "jazidas de Megawats" , a Renata compilou os problemas graves ocorridos na implantação da usina Samuel, nos anos 1990 e na tentativa de barrar o rio Machado, repudiada pelos indigenas da região de Ji Paraná, e o Novoa fez o balanço critico da situação criada pelas usinas Santo Antonio e Jirau, no rio Madeira, então em fase dramática de implantação. Por questões de espaço, o artigo não foi publicado na integra, e depois apresentamos uma outra versão, também parcialmente amputada, no Encontro anual da ANPPUR, Rio de Janeiro, 2011.           No link do titulo, v. tem a versão completa do artigo, datado de dezembro de 2010:      

SEVÁ Filho, Arsênio Oswaldo; GARZON, Luís Fernando Novoa & NÓBREGA, Renata da Silva    "Rios de Rondônia: jazidas de megawatts e passivo social e ambiental"    pp. 51-67. In BORRERO, Antônio Manuel Valdés & MIGUEL, Vinicius Valentin Raduan (orgs.). Horizontes Amazônicos: economia e desenvolvimento. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2011. ISBN: 978-85-7785-114-0


#    2012     Após o inicio da operação da usina Santo Antonio, em 2011, uma das sequelas previstas ocorreu de modo dramático e revoltante: começaram a desmoronar as altas barrancas da margem direita do rio Madeira, justamente onde fica, a poucos km, a capital Porto Velho. O bairro imediatamente prejudicado foi o Triangulo, por ironia, um dos pontos hidtoricos de origem da cidade no final do seculo XIX, quando se iniciou a implantação da famosa ferrovia Madeira - Mamoré.  O Grupo de pesquisa "Poder e politicas públicas nas bordas da Amazônia", da UNIR [ coordenado pelo prof. Luis F. Novoa Garzon e formado pelos jovens pesquisadores da Geografia e da Ciências Sociais :  Paula Stolerman,  Inaê Nogueira Level,  Daniela Moreira , Estefânia Monteiro e Eliaquim T. da Cunha]  estudou o caso, fez fotos, tomou depoimentos dos moradores, enfim, mapeou a situação e tornou público, em março  de 2012,  o
 
"Informativo Triangulo: as transformações no bairro Triangulo em Porto Velho" .

Conjunto de longas reportagens, documentos e séries de boas fotografias sobre as duas obras de usinas no rio Madeira foi disponibilizado em Novembro de Dezembro de 2012
no site jornalístico "Apublica".   

Ver também outro bloco similar sobre os projetos de obras nos rios Tapajós e Jamanxim, no  Estado do Pará



 Vale do Ribeira do Iguape (São Paulo e Paraná)


#    Num seminário organizado pela Pró - Reitoria de Extensão da Unicamp, e o seu Programa de apoio às Comunidades
de Quilombos do
Vale do Ribeira do Iguape,
em junho de 2006, apresentei uma visão geográfica preliminar das usinas hidrelétricas existentes em rios da bacia do RibeiraEsses rios drenam terras e áreas de conservação ambiental do sul de São Paulo e Leste do Paraná, onde se localizam muitas cavernas e formações cársticas (calcárias).

#    Nos dias 06 a 10 de julho de 2007, foram realizadas pelo IBAMA as cinco Audiências Públicas sobre o Estudo de Impacto Ambiental do projeto da hidrelétrica Tijuco Alto, prevista para ser construída no rio Ribeira, no trecho em que faz a divisa entre São Paulo ( município de Ribeira) e Paraná (municípios de Cerro Azul e Adrianópolis) Além dessas cidades houve Audiências também nas cidades paulistas de Eldorado e de Registro, que ficam na beira do rio Ribeira abaixo da barragem projetada.
No link v. encontra um
parecer independente sobre o licenciamento e sobre os riscos do projeto   para as populações vizinhas e para a região entorno - que é parte de uma ampla área geográfica conhecida por suas cavernas, grutas e outras formações cársticas, e também por suas áreas de proteção natural, como os Parques Estaduais do Alto Ribeira  PETAR e o de Jacupiranga, PEJ. Elaborei esse relatório/parecer, sob encomenda do ISA - Instituto SócioAmbiental, com a colaboração das pesquisadoras Aline Tiana Rick e Carla Minello. A pesquisa foi feita a partir de junho de 2006, com duas estadias em campo, em cidades da região; o parecer foi entregue ao ISA em março de 2007; e numa dessas Audiências realizadas em Julho, um exemplar foi protocolado perante o IBAMA em nome das entidades da região, para ser anexado ao processo de licenciamento.
Até o momento, o projeto não obteve o licenciamento ambiental.


Legenda das fotos:  Em meados de 2006, aumentou muito a pressão da CBA para a implantação do seu projeto de hidrelétrica na área de Catas Altas, perto das cidades de Ribeira e Adrianópolis, e que atingiria bastante o municipio de Cerro Azul. A empresa mandou confeccionar e colocar nas estradas beira-rio várias faixas típicas de campanhas, com os mesmos argumentos de sempre:  geração de empregos, controle de cheias, etc. Enquanto isso, os agricultores continuavam suas atividades de plantio e venda de generos, mesmo nas glebas, muitas, que já haviam sido adquiridas pela empresa.

#    A engenheira eletricista Luciana Maria Kalinowski , de Curitiba, professora do antigo Cefet, atual UFT-Pr, trabalhando sob minha orientação, realizou na mesma região do Ribeira, nos dois estados vizinhos, uma pesquisa para o seu doutorado em Planejamento Energético, defendido em julho de 2011: "A região do Ribeira do Iguape (Paraná/São Paulo) e a hidreletricidade : elementos para uma revisão crítica (1970-2010) arquivo disponivel na Biblioteca Digital da Unicamp. 

#     Sobre os resultados de sua pesquisa fizemos um pequeno artigo, publicado em 2012 na revista Estudos Avançados, do IEA/USP. SEVA FILHO, A. Oswaldo  e  KALINOWSKI, Luciana Maria. Transposição e hidrelétricas: o desconhecido Vale do Ribeira (PR-SP) . Estud. av. [online]. 2012, vol.26, n.74, pp. 269-286. ISSN 0103-4014.




6. Eventos especiais nos quais participei - 

Em Novembro de 2008 em Madrid e Barcelona    Ciclo de conferencias  "Amazonia herida - Amazònia ferida"            
Participei como conferencista convidado nesse ciclo de cinco conferências nos museus de ciência "CosmoCaixa", braço cultural da Fundació "La Caixa".
A programação teve a participação dos professores Alfredo Wagner de Almeida, (antropologia -UFAM) Carlos Walter Porto Gonçalves (Geografia-UFF), Ariowaldo Umbelino de Oliveira (Geografia USP) e seu orientando, pesquisador Mauricio Torres, curador do evento.   Minha conferência teve o titulo, atribuído pelo curador:

“Habitantes amenazados por la Ingeniería en las Amazonias”

O roteiro no link do titulo é uma versão castelhana do texto que havia sido apresentado em abril de 2008 no seminário da UFMG "Desenvolvimento e Conflitos ambientais".  Os power points abaixo são retrabalhados a partir daquele que foi apresentado naquele evento em MG:
 
Amazonia petrolifera                     Amazonia mineral y metalurgica                        Amazonia hidroeléctrica

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Abril de 2008 - Seminário Nacional "Desenvolvimento e Conflitos Ambientais"

organizado pelo GESTA-Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais da UFMG- Universidade Federal de Minas Gerais, no auditório da Reitoria, Belo Horizonte MG, 02 a 04 de abril de 2008.
Os trabalhos apresentados pelos palestrantes convidados foram posteriormente editados em livro com o mesmo titulo, organizado pelos professores Andrea Zhouri, da Antropologia e Klemens Laschefski, da Geografia.
Veja a capa e o sumário  do livro


Apresentei trabalho intitulado:
 
"Problemas intrínsecos e graves da expansão mineral, metalúrgica, petrolífera e hidrelétrica nas Amazônias"

Acesse também a série de imagens  apresentadas (quase 9Mb)Também compilei fotos de todas as mesas e montei uma "reportagem" com as legendas e identificações dos palestrantes. Faça o link na foto ao lado, onde estou com Jean Pierre Leroy, Raquel Rigotto e Henri Acselrad, e aproveite para conhecer as imagens dos participantes e o ambiente do seminário.





2005 - Encuentro latino americano para una nueva Cultura del Agua

realizado em Fortaleza Ceará de 5 a 9 de dezembro de 2005, por iniciativa da FNCA - Fundación por una Nueva Cultura del Agua,  com sede em Zaragoza, Espanha e de várias ONGS  e de instâncias de governo federal, estadual e municipal.


Clique sobre a fo
to com o mar da praia de Mucuripe, as turbinas eólicas, a pequena jangada e os recbocadores e navios-tanque, e obtenha o arquivo com o texto final do Encuentro, a Declaração de Fortaleza

 arquivo com o texto da minha conferencia na sessão
"Alternativas estratégicas aos grandes projetos hidráulicos"

 arquivos PDF das séries de imagens cartográficas e fotográficas lá exibidas

01- sobre os monumentos fluviais
(Caratatas do Iguaçu, Sete Quedas de Guaira, Paulo Afonso e Volta Grande do Xingu)

02- sobre o passivo das grandes hidrelétricas
(America do Sul, Amazo
nia brasileira, bacia do Paraná)

03- sobre o passivo das obras de transposição de vazões de uma bacia fluvial a outra
(Regiões metropolitanas de SP e do RJ, Canal do Panamá)

04- sobre os projetos de mega-hidrelétricas e transposições
(Sudamerica, rios da Amazonia, Centro america, projeto de transposição do rio São Francisco)




Vários estudos e críticas - desde 1988 -  sobre as conseqüências dos projetos hidrelétricos Belo Monte e outros no rio Xingu"       

1988 - Publicação do livro coletivo "As Hidrelétricas do Xingu e os Povos Indígenas" 
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pela Comissão Pró-Indio de São Paulo, organizado pelas antropólogas Lucia M.M. Andrade e Leinad A.O.Santos, com a participação voluntária de vinte e três pesquisadores (dos quais três estrangeiros), especialistas em Energia, Direito Ambiental, Financiamento Multilateral, Ecologia, Sociologia, Antropologia e Etnologia Indígena. Um acontecimento extraordinário, pois a empresa federal Eletronorte havia anunciado desde 1986 a construção do "complexo hidrelétrico de Altamira" ( a usina então chamada Kararaô, depois rebatizada Belo Monte) e naquele mesmo ano (1988) tornava pública a intenção de fazer outras quatro grandes barragens no rio Xingu e uma no seu principal afluente Iriri, com possivel financiamento de bancos multilaterais. Todas essas obras afetariam bastante diversas terras indigenas no Pará e uma delas afogaria totalmente a cidade de São Felix do Xingu. Poucos meses depois do lançamento do livro em SP, foi realizado em Altamira o I Encontro dos Povos Indigenas do Xingu - para o qual o livro e suas cartografias tiveram importante papel de conscientização dos principais interessados: os próprios índios e boa parte dos brasileiros da região de Altamira, PA.  Selecionei alguns dos capítulos para os "links" nesta página:
 
*     VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo, ANDRADE, Lúcia.M.M.
     "Hidrelétricas do Xingu: O Estado contra as sociedades indígenas"  pp 7-23

*     SEVA FO. A. Oswaldo  
     "Obras na Volta Grande do Xingu: um trauma histórico provável?" pp.25-41

*     MIRANDA, Evaristo E., MIRANDA,J.Roberto, SANTOS, Perseu.F.
     "Efeitos ecologicos das barragens no  rio Xingu: uma avaliação preliminar"  pp.83-101

*     SIGAUD, Lygia
      "Implicações sociais da política do setor elétrico"   pp.103-110

*      MAGALHAES, Sonia B.
      "Exemplo Tucuruí - uma política de relocação em contexto"  pp.111-120

*      TUDE DE SOUZA, Angela M.
        "Os trabalhadores na Amazonia paraense e as grandes barragens"  pp 121- 134


2005 - Lançamento do livro coletivo "Tenotã Mõ" .

A entidade International Rivers Network, uma coligação de movimentos de atingidos de barragens e de movimentos de preservação dos rios organizou em 2003 um Painel independente de especialistas e de entidades sobre os projetos de cinco usinas no rio Xingu e uma no seu maior afluente rio Iriri. Disto resultou um livro, publicado em maio de 2005, "Tenotã-mõ  Alertas sobre as conseqüências dos projetos hidrelétricos no rio Xingu"  . Um resumo do livro, ainda antes de ser publicado, pode ser encontrado ne edição de fevereiro de 2005 da revista  eletronica
ComCiencia, do Laboratório de Jornalismo Científico da Unicamp.

As partes do livro podem ser baixadas em separado, em arquivos de melhor resolução para impressão, nos seguintes arquivos:
  capa   
  incluindo sumário e resumo executivo mais os documentos anexos, glossário e lista de autores
    parte I      Os xinguanos e o direito
    parte II 
     Eletricidade para que e paraquem ?
    parte III     Natureza : avaliação prévia dos prejuízos


A imagem cartográfica ao lado foi retrabalhada a partir de um "autocad" extraído do Estudo de Viabilidade Tecnica do projeto Belo Monte. Veja a configuração não convencional desta usina com suas tres grandes barragens, cinco médias barrando os igarapés afluentes do Xingu e mais de vinte diques para conter o extravazamento das sucessivas represas. As numerosas consequencias previsiveis estão sintetizadas na nota técnica item 7.1 do livro Tenotã Mõ :
#    SEVA , Oswaldo  "A lógica da Volta Grande adulterada"

parte IV     O anti exemplo ali perto, o povo ameaçado e confundido 
parte V  
    Um outro futuro: não barrar rios nem gente
mapas básicos :  encarte  da capa       -   vale do rio Xingu e barragens projetadas
encarte do verso  -   imagens cartográficas recentes e hipotéticas da Volta Grande do Xingu




#    Para ver mais fotografias da região, muitas obtidas durante a pesquisa de campo em Outubro de 2003,
  e também um resumo histórico e dados técnicos sobre os projetos e o rio Xingu,  veja o roteiro da palestra proferida em Belém, em reunião da SBPC, em agosto de 2004, sobre  "A terceira tentativa de implantação dos projetos de hidrelétricas no rio Xingu"

#    Veja os álbuns das fotos das cerimônias de lançamento do livro Tenotã Mõ, realizadas na cidade de Altamira, Pará, no dia 14 de julho de 2005, no auditório da Casa de Cultura Municipal Jarbas Passarinho e na beira-rio, na rampa do Seis. O material está dividido em três arquivos separados:
lançamento  parte I           lançamento parte II           lançamento parte III


2008 - Xingu Vivo para sempre !         Altamira, Pará,  19 a 23 de maio

Lá estávamos, para discutir e repudiar projetos de construção de mega-barragens no rio Xingu, no
                              
“Encontro dos Povos Indígenas e Movimentos Sociais da Bacia do Rio Xingu”
[ link para um arquivo com dois documentos apresentados pelos indígenas: uma Carta para o Juiz Federal em Altamira, e sua Declaração conjunta divulgada no dia do encerramento, 23 de maio]

Na foto ao lado, a india Kaiapó Tu-Ira recebe das mulheres de Altamira um exemplar do livro Tenotã Mõ,  título que a homenageia, dentre outros, pelo papel de liderança contra os projetos de hidrelétricas . 
Na foto do cartaz do Encontro, abaixo, faça o link para um album de fotos feitas durante o evento.

A palavra de ordem, a imagem de marca do evento era   “Xingu Vivo para Sempre”  [link para um arquivo pdf com o conteúdo de um blog elaborado dia a dia durante o evento, no portal do IPCST- do Indigenous People Culture Support Trust, pelo jornalista Patrick Cunnigham, com fotos de Sue Cunningham].

Logo abaixo do nome do evento, nos outdoors e banners, uma outra vinheta:
  “Povos unidos pelo Xingu”  
[link com o conteúdo de matéria feita pela enviada da NPR- National Public Radio,  Julie Mc Carthy :  Brazilian Tribes Say Dam Threatens Way of Life]

Nas camisetas feitas pelas entidades de Altamira, vendidas a R$ 10 na entrada do Ginásio Poliesportivo da Brasília, a segunda frase era   “Discussão sobre os projetos hidrelétricos no Rio Xingu”. [link para arquivo com dois artigos de minha autoria, publicados em 31 de julho  e 01 de agosto de 2008, no portal Terra Magazine, no Blog da Amazônia, mantido pelo jornalista acreano Altino Machado,com o titulo de “A Batalha do Xingu”, em dois episódios]
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2011-2012
#     Em 26 de novembro de 2011, encaminhei para a SDDH - Sociedade de Defesa dos Direitos Humanos de Belém um texto sintético, de duas páginas, como contribuição na elaboração de relatórios sobre a situação de direitos humanos no Brasil, para instruir o caso brasileiro na segunda Revisão Periódica Universal (UPR), no Conselho de Direitos Humanos da ONU, prevista para acontecer em junho de 2012.
Introdução crítica sobre o projeto da hidrelétrica Belo Monte    Ao final do texto, há alguns links indicados para as quatro partes de uma entrevista concedida por Oswaldo Sevá em junho de 2011 ao canal de TV Século 21 (programa "Ação Nacional"), e para artigos publicados em sites.

#     "No meio do redemunho, Btyre e os xinguanos"  

é o titulo de artigo que foi publicado, a convite, na seçao "Opinião" - como se fosse um editorial assinado, da nova revista Indio, de setembro de 2011, então em seu 3o. numero, um número especial sobre os povos do rio Xingu (como se costuma fazer, os do Xingu matogrossense). O artigo, com algumas menções ao universo de Guimarães Rosa - onde o diabo dança no meio do redemoinho -  havia sido escrito uns meses antes, a pedido do editor do caderno Prosa&Verso do jornal O Globo, RJ, (com quem assinei um contrato de cessão gratuita de direitos)...onde jamais foi publicado, eu tendo recebido apenas algumas mensagens de despiste.
O artigo foi também re-publicado, com autorização, no portal do CIMI-Conselho Indigenista Missionário.


#    Ver artigos e reportagens recentes (2011 e 2012) sobre a implantação do canteiro de obras da usina Belo Monte na região de Altamira,PA
no site do Movimento Xingu Vivo

#    Na Calourada da Unicamp em março de 2012 e na Semana de Engenharia Ambiental da Engenharia da USP em São Carlos, maio de 2012, fui convidado para palestrar sobre o projeto Belo Monte, mas escolhi como tema aquilo que realmente interessa - pois é aquilo que o governo e as empresas tentam esconder :
O aproveitamento hidrelétrico no Rio Xingu  [link para um power point atualizado, levando em conta que as obras na Volta Grande do Xingu já começaram e mesmo assim, continua a campanha de desinformação e de assédio sobre os dissidentes e sobre os atingidos; e já apontando as negligencias e as falsidades detectadas pelo proprio Ibama em parecer oficial de dezembro de 2011 sobre o Plano Basico Ambiental da obra]

#    Entrevista com o Bispo da Prelazia do Xingu, Dom Erwin Krautler, feita pela jornalista Eliane Brum do site "Época", de 04 de junho de 2012, em seis partes:
1- “Lula e Dilma passarão para a História como predadores da Amazônia”    2- "Quando eu vi o Xingu, perdi o fôlego"    3- Eu nunca pensei que o Lula pudesse mentir na minha cara"    4 - "Há gente do PT que parece fanático religioso"    5- "Hoje vivemos numa ditadura civil"    6- "Não há palavras para o que senti diante do caixão da Dorothy"

#    Desde o 1o. Encontro dos Povos indigenas do Xingu, em Altamira, 1989, vários documentarios e video-clips já foram produzidos sobre o projeto de usinas do Xingu, alguns dando voz aos dois lados, a maioria questionando e denunciando os malefícios dos projetos, uns poucos replicando aos criticos. Dentre os mais recentes estão "À margem do Xingu : vozes não consideradas " do jornalista catalão Damià Puig e equipe brasileira, finalizado em 2011 e que ganhou o 1o. prêmio do Juri Popular no festival de Paulínia daquele ano e foi selecionado para exibição no 35o. Festival Internacional de SP, de 2011. (ver "trailer" no link).    Um ano depois, foi finalizado "Belo Monte - o anúncio de uma guerra"  do diretor André D'Elia , lançado em 17 de junho de 2012 pela internet. Veja no link, a íntegra do documentário, de 1h e 44 m.


                                                                                                                                                                                                                   
#    JUNHO - OUTUBRO 2012: Quebra-quebra. Criminalização dos dissidentes; Justiça e Polícia a serviço do Capital? 
 

Será essa a verdadeira face da implantação do projeto ?
*     interditar cidadãos de estar em determinados locais, mesmo que sejam públicos; *    infiltrar policiais em acampamento do movimento contrário à obra, e ...quem sabe? infiltrar provocadores, baderneiros; 
*     decretar prisão preventiva "em bloco", incluindo pessoas que de fato nem estavam presentes nos fatos alegados
(foto ao lado: uma barragem provisória da obra sendo rasgada pelos participantes do encontro Xingu+23, foto aérea de Atossa Soltani/AW) ;
*    camionetes policiais de luxo, novinhas, com logotipos da empresa que venceu uma "licitação" arranjada pelo próprio governo (foto acima, do site XinguVivo), doadas em cumprimento a "condicionantes" da licença, enquanto são ignoradas muitas das condicionantes sociais, incluindo indenizações e reassentamentos dos atingidos;
 *    cooptação em massa, das lideranças populares, indígenas e de professores que antes se posicionavam contrários ao projeto;
*    a Justiça estadual do Pará extrapolando suas atribuições em Altamira, enquanto em Brasilia os desembargadores até então decidiram favoravelmente ao capital, cancelando as liminares obtidas contra a obra em primeira instância, com argumentos e pretextos fornecidos pelas empresas e pelas equipes de governo nas áreas energética e ambiental.

Veja tudo isso e muito mais na matéria da governamental Agência Brasil, no site do CIMI-Conselho Indigenista Missionário, no excelente site do Repórter Brasil e no blog do Procurador Federal Felício Pontes  Jr. :  Belo Monte de Violências (que a Advocacia Geral do Planalto já tentou tirar do ar...)

-----------------------A Paralisação que quase não houve e o Tapetão que sempre há...

Em
14 de agosto, pela primeira vez,  o Tribunal Regional Federal TRF1 em Brasilia tomou decisão favorável a uma das várias Ações Civis Públicas já abertas e cancelou a Licenca Prévia concedida pelo Ibama ao projeto Belo Monte, ordenando a paralização dos canteiros de obra. Ver noticia mais detalhada no site do movimento Xingu Vivo para sempre .
O mérito que foi julgado pelos desembargadores do TRF-1: êles consideraram ilegal o decreto legislativo 788 aprovado pelo Congresso Nacional em 2005 autorizando o governo federal a prosseguir com a implantação do projeto. Na foto ao lado: dias depois, em Altamira, o "Consórcio dos municipios do Belo Monte", então presidido pelo prefeito Eraldo Pimenta (PT) de um municipio vizinho, comemorava a aprovação do decreto inundando a cidade com outodoors. Nos mesmos dias de julho de 2005 em que lançamos em Altamira o livro Tenotã Mõ.
O decreto foi resultado de proposta apresentada pelo deputado Fernando Ferro (PT-Pernambuco) e teve o ex-presidente Sarney como relator no Senado - uma manobra destinada a contornar de algum modo o artigo 231 da Constituição Federal, que obrigaria a consulta aos indigenas atingidos e em seguida a autorização do Congresso. 
Pela lógica, agora (2012) o consórcio vencedor da licitação ( Norte Energia) irá recorrer na instância suprema, o STF, no momento totalmente ocupado com o julgamento do episódio político de 2005 conhecido como "mensalão".

    Para mais detalhes políticos e jurídicos, veja o artigo de Telma Monteiro, publicado em 20 de agosto de 2012 no Correio da Cidadania:
 Bastidores - Belo Monte, a consulta que não houve     A decisão sobre a paralisação das obras na Volta Grande do Xingu provocou reações de todos os lados.
Enquanto os movimentos dissidentes conseguiam pela primeira vez "cantar vitória", o Consórcio Norte Energia, bastante volúvel na composição do seu capital acionário, mostra suas garras ao classificar como "inadmissível" a decisão judicial e protelou por vários dias a paralisação efetiva, que somente ocorreu em 23/8. Já a AGU- Advocacia Geral da União aumenta a lista de barbaridades jurídicas cometidas sob a batuta do Planalto entrando rapidamente com um pedido para o presidente do STF julgar sozinho a matéria.
    Até a quase sempre governista agência Carta Maior teve que abrir espaço para a polêmica, e publicou em 23 de agosto uma consistente análise crîtica da Politica de Eletricidade e de implantação de projetos na Amazônia: "Hidrelétricas: quando a discórdia vira tragédia". Seu autor, jornalista Najar Tubino assim inicia:     " A recente decisão do Tribunal Regional Federal, de Brasília, anulando o decreto legislativo 788, que autorizou a construção da usina de Belo Monte, no rio Xingu, traz de volta a discussão sobre a construção de hidrelétricas no país. Não somente isso. A necessidade de ter 30% da energia produzida no Brasil proveniente de hidrelétricas da região Amazônica. Mais que isso, levarão adiante um modelo autoritário de construção, herança da ditadura, onde ao invés de consultas sobre a aceitação ou não das obras são realizados comunicados técnicos, a linguagem preferida dos burocratas do setor elétrico."

    O presidente do STF deu na sexta feira 24/8 um prazo para que o Ministério Público Federal se manifestasse sobre a "reclamação" do Palácio do Planalto; os procuradores trabalharam no fim de semana e entregaram o seu parecer às 11h da segunda feira 27. Como a midia toda informou, os imponentes magistraddos do STF passaram a tarde toda no julgamento do mensalão e...bingo! as 20 hs foi publicada a liminar do ministro Ayres Britto suspendendo a decisao do TRF-1, a obra podia retomar...depois de quatro dias paralisada! Veja isso e muito mais, inclusive as fotos da devastação já cometida, no tag Belo Monte do blog "Contra o racismo ambiental".
     Em meados de setembro, um movimento formado por pescadores da região da Volta Grande acampou na Ilha Pimental, destinada a ser totalmente tomada e destruida pela principal barragem do rio Xingu, cujas "ensecadeiras" preliminares estão sendo erigidas pelo consorcio construtor da obra; no dia 19/9, montaram uma singela barreira de canoas, voadeiras e pequenos batelões na frente de uma ensecadeira. Foi um um tipo de "empate" fluvial, atrapalhando o transito das balsas e barcaças das empresas; em menos de dois dias, a Justiça estadual em Altamira determinou a saída deles, impondo multa de 5 mil reais por dia !! e o Palácio do planalto decidiu enviar ao local, junto com o oficial de Justiça, a poderosa e cara Força Nacional para desalojar os ameaçadores pescadores.
Siga esses fatos e outros no mesmo tag indicado acima. 
    Enquanto isso...uma misteriosa empresa mineradora "Belo Sun Mining" teve a primeira etapa de seu licenciamento ambiental já acordada com as agencias ambientais paraense e federal, e realizou em prazo recorde uma audiencia publica para o seu projeto de produção de 50 toneladas de ouro ali mesmo, logo abaixo da Ilha Pimental.
    # Outubro 2012 . Uma nova ocupação do canteiro de obras da ensecadeira, na margem esquerda defronte à Ilha Pimental foi feita em 08 de outubro, por parte de cento e cinquenta pessoas, indígenas, pescadores, ribeirinhos.   A Norte Energia alegou que estavam ocorrendo agressões e depredações, requerendo reintegração de posse, que foi negada pela Justiça Federal, que obrigou a Funai a marcar uma audiência de conciliação para que as reivindicações fossem, mais uma vez, apresentadas para a empresa.    A audiência finalmente começou no dia 17 de outubro, de forma bastante tumultuada.   Acompanhe no site do Cimi- Conselho Indigenista Missionário.

     # SEVA Fo. A.Oswaldo  " Profanação hidrelétrica de Btyre/Xingu. Fios condutores e armadihas (até Setembro de 2012)" 
artigo encaminhado para compor a publicação coletiva  "Belo Monte e a Questão Indígena- Dossier organizado pela Comissão de Assuntos Indígenas da ABA- Associação Brasileira de Antropologia" organização: João Pacheco de Oliveira e Clarice Cohn.  Foi também utilizado como roteiro da palestra proferida em 07 de novembro de 2012, a convite do  CPEI- Centro de Pesquisas de Etnologia Indigena, no IFCH / Unicamp.

     # Dezembro de 2012  . Na sexta 21, nova entrevista de Dom Erwin Krautler à revista eletrônica IHU on line, da Unisinos, Rio Grande do Sul :
      ''Belo Monte é de todo inaceitável e ilegal e nunca deixa de ser''
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  # Fevereiro de 2013  
Tráfico de mulheres + espionagem dos dissidentes .         
Este projeto de hidrelétrica e a sua implantaçào na região paraense de Altamira e Vitória do Xingu vão se firmando como um retrato do Brasil inglório e impune : em 14 de fevereiro, o Reporter Brasil divulga o resgate de uma adolescente escravizada em um prostibulo recentemente aberto no antigo Travessão 27 da rodovia Transamazonica, na comunidade rural Sao Francisco das Chagas; onde há trinta anos e mais, moravam dezenas de familias de colonos, pequenos sitiantes e assentados, que se tornaram um dos principais grupos de resistência à obra. Na "sua" antiga estrada, passam agora os ônibus levando e trazendo os peões do canteiro Pimental, e os enormes comboios de caminhões de material para os canteiros. Em 21 de fevereiro, a mesma agencia de noticias informa que o tráfico de mulheres tem ramificaçnoes inter-estaduais e que o prostibulo fica em terrenos que foram "desapropriados por interesse publico" para a obra. (foto Bruno Carascheti, Diario do Pará)
http://reporterbrasil.org.br/2013/02/adolescente-e-resgatada-de-prostibulo-em-belo-monte/

http://reporterbrasil.org.br/2013/02/prostibulo-estava-em-area-declarada-de-interesse-publico-para-belo-monte/


Em 25 de fevereiro, o "Movimento Xingu Vivo para sempre" denuncia que as poderosas emresas se dão ao trabalho de contratar cidadãos modestos para infilitrar e espionar o pequeno e valoroso grupo de dissidentes. A obra prossegue alucinada, entorpecida pela dinheirama que corre em poucas mãos e embalada pelas irregularidades que começam no Palacio do planalto, na Espalanada dos Ministerios e no BNDES

http://www.xinguvivo.org.br/2013/02/25/funcionario-de-belo-monte-e-flagrado-espionando-reuniao-do-xingu-vivo-para-informar-bin/










2005
- Forum Alternatif Mondial de l'Eau  - Fórum Alternativo Mundial da Água


O FAME se coloca como um contraponto ao fórum empresarial e governamental considerado como "oficial" (World Water Forum). Já foi realizado em Florença, Itália, em 2003, em Genebra Suíça, em 2005; na Cidade do México, em 2006, em Istambul, Turquia, em 2009 e agora em março de 2012 em Marseille, França.


Estive na edição de 2005, entre os dias 17 e 20 de março, em Genebra, a convite da agência de notícias brasileira "Carta Maior" 
para cobrir o evento e enviar artigos de análise das propostas e debates.  Escrevi cinco artigos durante o período:                                                           

 1.     "Controle da água e do território como meta  imperialista. O que farão os alternativos?"     
 
 2.     "O discurso das guerreiras contra a máfia da água"
     
 3.     "Nosotros - contra privatizar a água e a política"
      
 4.     "Água, Bem público, Financiamento público"   
 
 5.  "O renascimento da esquerda, a água e outros interesses coletivos"
          
 

fotos: Os representantes bolivianos que estiveram em Genebra em 2005 levaram para o local principal de encontro/alojamento/restaurante dos participantes, na Maison des Associations, rue des Savois, uma exposição fotográfica e painéis explicativos sobre "La guerra del água", que havia ocorrido pouco tempo antes em algumas das principais cidades bolivianas. Prova da coragem, maturidade e lucidez daquele povo, que conseguiu expulsar as multinacionais que lucrariam com esse bem essencial.

Ver no link a série desses artigos e fotos

Os artigos dos jornalistas Verena Glass e Maurício Thuswohl, integrantes da mesma comitiva, e de colunistas brasileiros sobre a questão da água estão ainda no site da agência Carta Maior.
Uma parte do meu artigo 1 foi publicada em separado com o título: Empresa multi utility faz fortuna com setor de infra-estrutura. E o meu artigo 4 não foi publicado...


em construção : acrescentar  ENEDS 2010, Foruns permanentes Unicamp 2008, 2010 e 2011 

+ALASRU  2010 mesa-redonda  com Sonia Magalhães, Gustavo Castro Soto e Robert  Pekon


7. Mapeamento de Riscos e de Alterações Ambientais na macro-metrópole paulistana, na região de Campinas, no distrito de Barão Geraldo  -  
e nas bacias fluviais dos rios Piracicaba e Mogi-Guaçu. (Leste de SP)
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Riscos Técnicos Coletivos Ambientais na região de Campinas, SP
Uma compilação realizada por meio de pesquisa coletiva, organizadas por O. Sevá com base nos resultados do curso de extensão universitaria realizado em 1994/95, pela Faculdade de Engenharia Mecânica e pelo Nepam - Núcleo de Pesquisas Ambientais da Unicamp. O curso teve a participação de cerca de trinta pessoas, assessores de Prefeituras e funcionários municipais da área de Saúde de Campinas e outros municipios paulistas, dirigentes sindicais, médicos, geógrafos, arquitetos, engenheiros, funcionários de empresas privadas, arquitetos e estudantes de graduação e de pós-graduação da Unicamp
. A atividade incluiu palestras e supervisão das atividades com os profs. Paulo Jorge Moraes Figueiredo (da Unimep) e Antonio César Leal (da Unesp).
[O Nepam publicou posteriormente um volume com o mesmo título, incluso numa série de relatórios de um projeto intitulado "Qualidade de vida e desenvolvimento na bacia do Piracicaba"; entretanto, é um volume não autorizado, feito à minha revelia, pois teve a inclusão de texto preparado por outra pessoa; e...foi inteiramente cortado o capitulo relativo aos riscos dos resíduos sólidos.
]
O arquivo acessivel nesse link contem o texto completo, mas... não consegui ainda recuperar os mapas digitalizados que acompanharam os exemplares impressos, que foram feitos no início de 1997, com verba de um outro projeto que estava sendo realizado no Nepam.

#     No mesmo assunto, veja o artigo "Agua ameaçada" publicado na revista Semana3 de abril 2005 . Link na foto dupla com os dois rios Piracicaba ( em Sp e em MG).



                                                                                                                               
Metrópoles Saudáveis
é o eixo de um programa lançado em 2003 pela entidade
ambientalista
Proam - instituto Brasileiro de Proteção Ambiental, de SP.
Em novembro de 2004, a entidade organizou na capital paulista um Seminário Metrópoles Saudáveis São Paulo - Buenos Aires, no qual fiz uma apresentação expondo
cartografias e imagens básicas de situações de riscos na macro-metrópole

Em setembro de 2005, promoveu em Campinas, em conjunto com a Puccamp, um outro Seminário no qual fui convidado a palestrar.  Numa mesa com o tema  "Capacidade de Suporte de Regiões Metropolitanas" apresentei um roteiro intitulado:
 Duas fontes de riscos metropolitanos: indústria petrolífera - e - a degradação dos rios na RM de Campinas e em suas ligações com as RM de São Paulo e da Baixada Santista". (link para o texto, 9 Mb)

A apresentação, dividida em tres partes, está nos links a seguir:

pdf_seva1_puccamp     pdf_seva2_puccamp            pdf_seva3_puccamp



Aqui mesmo, Barão Geraldo, onde moramos e trabalhamos, coisas bem mal resolvidas...

#    A água apodrecida em vários pontos, explosões de algas cianofíceas, mortandades diárias de peixes,infestações de mosquitos, mau cheiro.
Por volta de 2002, 2003, 2004, principalmente nos meses de pouca chuva, era lamentável a situação do açude do córrego Palmeirinha (conhecido como o "Lago" do Parque Ecológico Hermogenes Leitão, ao lado da Unicamp). Ver ao lado, foto aérea de 2002. Moradores das imediações e frequentadores do Parque se movimentaram para  tentar corrigir. Uma das razões era o esgoto não tratado
e irregular, que chega ao açude junto com águas pluviais, pelos dois córregos que atravessam o campus universitário. (No link, fotos feitas em uma época bem crítica, no inverno de 2004)

Leia também o artigo    "As cores do Palmeirinha" publicado na revista Semana 3, então publicada no distrito de Barão Geraldo, em  maio de 2005.

Clique sobre a foto do funcionário municipal Carlos recolhendo os peixes mortos no "lago" do Parque Ecológico de Barão Geraldo,  e acesse o dossiê produzido em 2004 pela Aline Rick e por mim relatando o movimento dos moradores, analisando os fluxos de esgotos e a situação dos dois córregos dentro do campus, até sua foz no "lago". O documento foi apresentado a algumas autoridades, inclusive em eventos públicos, buscando assim constranger a universidade pela sua irresponsabilidade, já que efetivamente uma parte do esgoto então produzido era desviada em uma galeria subterrânea para um dos córregos. Apesar do então Reitor ter alegado em reunião com os moradores, que "tratar esgoto não era atividade-fim da universidade", o fato é que a pressão feita resultou,muitos meses depois, na abertura de uma "frente de obras" da Sanasa no campus, para fins de correção dos sistemas de esgoto e de águas pluviais.   A totalidade do esgoto do campus, bruto, passou a ser direcionada para o tronco coletor da Sanasa e era jogado junto com o esgoto do distrito no final do Ribeirão das Pedras. Sete anos depois, esse fluxo
passou a ser tratado numa nova Estação de Tratamento de Esgotos da Sanasa, na Vila Holândia, investimento do qual a Unicamp participou com alguns milhões de reais, e que na realidade,
correspondiam a uma antiga dívida da universidade por consumo de água  não pago durante anos.                                                                                                                                                                                                                                                                                  
Registrem-se dois outros fatos relevantes: 1) o problema e os seus aspectos cientificos não foram objeto da preocupação do Nucleo de Pesquisas Ambientais da Universidade, embora tenham sido tratados esporadicamente por professores e alunos da Geociencias e da Biologia; 2) nunca houve qualquer restrição ou constrangimento por parte da direção da Universidade, de Institutos ou Departamentos, ao fato desse problema ter sido divulgado como foi, por iniciativa de um grupo do qual faziam parte professores. Pelo contrário, fui convidado por um grupo da administração a apresentar os fatos e as fotos em uma reunião com funcionários que haviam sido designados para "interagir com a comunidade que frequentava o lago".  Apresentei em maio de 2006, os elementos necessários para identificar o problema e corrigi-lo, numa série de pranchas especialmente montada para a ocasião, intitulada
: Água, Esgoto, Córregos do campus e Açudes vizinhos  – prioridade acadêmica e administrativa...quando? . Em qualquer empresa privada e em outros órgãos publicos, numa situação comparável a essa, certamente eu e outros teriam sido molestados, coagidos, ameaçados...
  

Aguas de Barao Geraldo, Rio das Pedras, Anhumas e Atibaia
Um texto descritivo, geográfico, sobre essas bacias e sub-bacias fluviais, que atravessam boa parte da área urbana de Campinas e três dos seus distritos, apresentado em 2001, num evento publico organizado pelas entidades de defesa ambiental do nosso distrito (AmaGuará, SonhaBarão e NovoEncanto).

O Rio ou Ribeirão das Pedras foi também objeto de um minucioso estudo feito pelo geógrafo Ricardo Sampaio Dagnino em sua dissertação de Mestrado no Instituto de Geociências da Unicamp e posteriormente, pela sua militancia junto a entidades de Barão Geraldo, que continuam acompanhando os problemas dessa bacia fluvial.
Abra o link do Ribeirão das Pedras para o blog mantido pelo Ricardo, que também alimenta o denso e variado blog  "Profissão : Geógrafo" - ampliando o interesse e as ferramentas de estudo para analisar o Estado de São Paulo, o País, o continente e o planeta, além dos grandes mestres dessa disciplina  - como convém aos geógrafos...

                                                                                                       


Nas regiões próximas...                                                                Bacia fluvial do Rio Mogi-Guaçu (MG e SP).

Em dezembro de 1997, um acidente na bacia de retenção do esgoto urbano de Espirito Santo do Pinhal, no rio dos Porcos, afluente do Rio Mogi-Guaçu, provocou uma situação de calamidade em alguns municipios rio abaixo, com grande mortandade de peixes e outras espécies, mau cheiro,interrupção da captação de água para os sistemas públicos. Por conta da repercussão de trabalhos anteriores de mapeamento de riscos ambientais feitos por equipe que eu liderava, junto com o professor Salvador Carpi Jr., na Unicamp, fomos chamados pelas Prefeituras municipais integrantes do CBH-Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Mogi-Guaçu para elabrar um trabalho de identificação de todos os possiveis riscos desse mesmo tipo ao longo dos rios dessa bacia.

Veja a  Síntese das atividades e resultados do Projeto Riscos Ambientais na bacia do Mogi- Guaçu  (Comitê da Bacia Hidrográfica e Prefeituras; Equipe Unicamp, dezembro 1997- março 1999; trabalho feito pelos profs. A . Oswaldo Sevá Fo. e Salvador Carpi Jr ) 
Acesse também as imagens para a confecção de um exercício da metodologia GIBI-R,  Glossário de Imagens Básicas para Identificação de Riscos, que foi a metodologia utilizada naquele caso, com dezenas de participantes em sessões de mapeamento realizadas nas cidades de Araras, Pirassununga, Mogi-Mirim e Socorro.  A primeira série é de pranchas em preto e branco, a serem distribuídas aos participantes para serem coloridas . Gibi1_gray Gibi2_gray Gibi3_gray Gibi4_gray Gibi5_gray Gibi6_gray Gibi7_gray Gibi8_gray . Veja também a mesma sequencia de pranchas   Gibi color ,    com as imagens 1 a 8, com legendas e coloridas.

O professor Salvador Carpi Jr, geógrafo, que estava fazendo seu doutorado na Unesp de Rio Claro, continuou  sua pesquisa de campo na bacia do Mogi, mesmo depois que as Prefeituras interromperam ( por motivos políticos nunca devidamente esclarecidos) a continuidade do nosso projeto. Em 2001, defendeu, sob a orientação do prof Archimedes Perez Fo. (e com a minha co-orientação efetiva, embora não reconhecida formalmente) a sua tese de Doutorado, ver no link abaixo.(15 Mb). 
CARPI JR, Salvador. "Processos erosivos, riscos ambientais e recursos hídricos na Bacia do Rio Mogi-Guaçu". Rio Claro: 2001. 188 p. Tese (Doutorado em Geociências e Meio Ambiente)- IGCE/UNESP.


Veja o mapa dos riscos ambientais na bacia do Mogi Guaçu por ele construído. (6 Mb).



O dono do "sítio":    Arsenio Oswaldo Sevá Filho, nasceu em Campinas, SP, em agosto de 1948, junto com  Declaração Universal dos Direitos do Homem e com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.  Graças ao nono Carlo nascido em Papozze-Rovigo e à nona Adelaide nascida em Adria, também é cidadão italiano.   O resumo abaixo é semelhante ao que se encontra nos perfis dos docentes do Doutorado em Ciências Sociais e do Doutorado em Antropologia Social da Unicamp, e no prontuário da famosa Plataforma Lattes:     

Obteve em 1982 o “Doctorat ès-Lettres et Sciences Humaines” na Universidade de Paris-I Panthéon-Sorbonne, com pesquisa sobre os aspectos políticos e geográficos dos investimentos internacionais em eletricidade, mineração e metalurgia, feita no Laboratoire de Géographie Humaine et Organisation du Territoire.

Em 1988, obteve por concurso o titulo de Livre-Docente na área de “Mudança Tecnológica e Transformações Sociais” , do Instituto de Geociências da Unicamp.
Em 2007 e 2008, foi credenciado como docente participante nos cursos de pós-graduação no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, respectivamente  na Antropologia Social – na área de concentração “Processos Sociais e Territorialidades” – e em Ciências Sociais  - na área de concentração “Processos Sociais, Identidades e Representações no Mundo Rural”.

Em 31 de outubro de 2012, aposentou-se, como professor associado MS-5 do Departamento de Energia da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp; onde , de 1991 a 2007, integrou o corpo docente pleno na área de pós-graduação em Planejamento Energético, tendo criado a disciplina “Energia, Sociedade e Meio Ambiente” e a linha de pesquisa correspondente, na qual orientou várias teses de Doutorado e dissertações de Mestrado.

Nas últimas décadas tem feito extensão universitária colaborando com entidades ambientalistas, indígenas, de populações atingidas por barragens e por outras instalações energéticas, com sindicatos de trabalhadores e com o Ministério Público.
Formou-se na graduação em 1971 na Engenharia Mecânica da Politécnica da USP, e obteve o Mestrado na mesma especialidade na COPPE/UFRJ em 1974, tendo sido inicialmente professor de Engenharia na UFRJ e na UFPB em João Pessoa.  Em 1975 e parte de 1976, trabalhou comissionado no Ministério de Educação e Cultura, no então Departamento de Assuntos Universitários.


Súmula curricular
  (modelo Fapesp) atualizada em dezembro de 2012

Os conteúdos inseridos são arquivos por mim produzidos, com textos e imagens de minha autoria, resultados de pesquisas e visitas técnicas, roteiros de cursos e palestras; em alguns casos, utilizei fotos e imagens de outros autores e fontes que foram mencionados. Também fiz os "links" para sites que considero relevantes e para arquivos de outros autores,  inclusive alguns dos meus orientandos de graduação e de pós-graduação; nos demais casos, os arquivos foram cedidos pelos autores, ou são de domínio público, disponíveis  em sites de instituições universitárias, de periódicos profissionais, e de blogs temáticos.
Para
contatar o professor, comentar assuntos aqui abordados, criticar, sugerir, enviar arquivos e links, você é benvinda(o). Clique no formulário abaixo.



Agradecimentos: Entre 2004 e 2008, a digitalização das primeiras imagens aqui inseridas foi feita por César da Matta Machado, em Niterói, RJ;  Flavio Kopitar, em Tatuí,SP e Fabio Sevá Pessoa, em Campinas,SP.  Para sair das dificuldades e da ignorancia que me assolavam, durante as manobras para a composição e publicação, e a cada atualização da página, eu contei com os técnicos do setor de Informática da FEM, com o estimado colega Jorge Llagostera Beltrán, e com o Fernando Fariass, que sumiu em 2006... Na migração da página para a nova hospedagem, em 2012, o Gilsberty Boscolo, diretor da Informática do IFCH e seu colega Gustavo Vieira  me receberam muito bem; além deles, tive a preciosa ajuda a domicílio do Tiago "Doctor Apple" Piccini