int(6479) A Luta Pela Anistia - 30 Anos
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  Do Golpe ao AI-5 Exílio, prisões, mortes Anistia nas ruas: campanha, congresso A volta dos exilados Atentados terroristas e a busca pelos desaparecidos  
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A Luta Pela Anistia: 30 anos

O regime ditatorial implantado no Brasil por meio do golpe civil-militar de abril de 1964, seguido pelos atos institucionais, mergulhou o país nos chamados “Anos de Chumbo”, nos quais graves restrições foram impostas à liberdade de pensamento: prisões, direitos cassados, exílio, censura, torturas e mortes foram a resposta do governo aos opositores do regime.

A campanha pela anistia, iniciada em meados dos anos 1970, aglutinou movimentos sociais e associações civis, destacando-se o Movimento Feminino pela Anistia (MFPA) e o Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA) que lutaram contra a ditadura e pelo restabelecimento da democracia. Esse combate empreendido por diversos setores da sociedade culminou com a aprovação pelo Congresso da chamada Lei de Anistia (Lei n° 6.683, de 28 de agosto de 1979). A lei, no entanto, não significou o fim da luta de vários setores da sociedade, já que não apresentou o caráter amplo, geral e irrestrito que era almejado. A forma como se definiu a anistia no Brasil - ampla e irrestrita para os militares e demais envolvidos nos crimes contra os direitos humanos e parcial para os que sofreram a violência do regime - implicou a continuidade da mobilização e a impossibilidade de esquecimento. O debate permanece nos meios políticos e acadêmicos, assim como permanece a batalha pela busca de reparação para familiares dos mortos e desaparecidos, bem como pela abertura dos arquivos militares.

O Arquivo Edgard Leuenroth participa das comemorações dos 30 anos da luta pela anistia, com a exposição de imagens que registra parte da história recente de nosso país, uma vez que o AEL possui em seu acervo fundos e coleções que abordam os temas da militância política e da luta armada, dos processos de presos políticos, das organizações de esquerda e dos direitos humanos.

Maria Dutra de Lima
Marilza Aparecida da Silva

Arquivo Edgard Leuenroth:
Diretor: Fernando Teixeira da Silva
Diretor Adjunto: Alvaro Bianchi
Diretora Técnica: Elaine Marques Zanatta

Ficha técnica da exposição:
Seleção das imagens e legendas: Maria Dutra Lima
Seleção e tratamento das imagens: Marilza Aparecida da Silva
Revisão das legendas: Sílvia Rosana Modena Martini
Realização em meio virtual: Informática IFCH

Produzida no Arquivo Edgard Leueroth/IFCH/UNICAMP em 2009

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